Coluna – A pergunta do milhão, Cassol registra ou não sua candidatura?

E ainda, Hildon Chaves perde tempo demais com vereadores e esquece de administrar a cidade

Um ano

Passou desde que Hildon Chaves assumiu o comando da capital de Rondônia. Cercado de expectativas por grande parte da população, graças a um discurso que ele próprio desenvolveu durante a campanha, de que seria o “grande salvador da cidade”. E começou embalado, com muitas selfies, lives, elogios e postagens de incentivo, parecia que a coisa ia funcionar. Mas, logo de cara começaram as críticas, e ele passou a usar seu então adversário nas eleições, Léo Moraes, como “recalcado”, ou que “ele não desceu do palanque”. Léo silenciou. Foi cuidar de seus afazeres como deputado estadual.

Porém

A culpa não era de Léo. Hildon passou a ocupar grande parte de seu tempo reunido com vereadores, entre pedidos de cargos, futricas palacianas, viagens e bate-boca com munícipes. Alguns episódios, bem lamentáveis foram registrados e viralizaram nas redes sociais. Hildon acostumou a deixar seus eleitores “falando sozinhos”. Desacostumado à críticas, coisa que promotor nenhum gosta, adotou uma postura agressiva em relação a quem queria apenas aconselha-lo. Fez isso com praticamente todos os aliados de primeira hora, deixando-se ficar cercado apenas de quem tece elogios. Esse é o caminho mais rápido para o fundo do poço.

Salvando

A jornalista Ivonete Gomes foi a grande surpresa da gestão Chaves. Ela assumiu a secretaria de Esportes do município e graças a seu perfil empreendedor vem conseguindo salvar a pele do prefeito. Bem articulada, Ivonete transformou uma secretária insípida em vitrine de gestão. Mas, isso não é suficiente para garantir a popularidade de Hildon, que a cada semana despenca três ou quatro degraus naquela escala de 0 a 100.

Falha grave

A falha mais grave que Hildon vem cometendo é típica de quem não tinha um plano definido, ou experiência política, a falta de definição de prioridades. Enquanto o prefeito perde tempo precioso atendendo vereadores o dia inteiro, todos os dias, se torna refém das picuinhas trazidas por eles. Hildon tinha que dedicar apenas um dia da semana para atender as demandas trazidas pelos edis. Tinha que se cercar de três ou quatro assessores competentes que definiriam prioridades do dia a dia e ter um chefe de gabinete com traquejo para lidar com os assuntos mais espinhosos. Enquanto ele perde tempo com as futricas, a população começa a achar que a armadura do cavaleiro não era assim tão brilhante.

A coisa só não está pior

Porque muitos ainda não querem dar o braço à torcer, reconhecendo que fez uma má escolha. O fenômeno outsider que pipocou nas eleições de 2016 está se mostrando um fiasco em todos os lugares que adotaram essa novidade. Política não é para amadores, e boa vontade não faz de ninguém um bom gestor. Se Léo Moraes seria melhor? Honestamente não sei responder a essa pergunta, mas certamente ele não teria se deixado envolver na teia a qual Hildon está perdido agora. E se ele não se encontrar rápido, vai ter problemas bem mais sérios no futuro.

Por falar em futuro

A pergunta do milhão nessas eleições é, Ivo Cassol registra ou não sua candidatura à governador? Essa resposta vai depender fortemente do jurídico de campanha que ele escolher. Os tribunais superiores estão constantemente revendo seus próprios entendimentos, e o que não podia, passou a ser novamente discutido. É inegável que a situação jurídica de Cassol é delicada, então, se estivéssemos em uma bolsa de apostas, eu diria que a possibilidade é de meio a meio.

Não se discute

É que o futuro de Cassol mexe com o tabuleiro das eleições em Rondônia. Sem entrar no mérito de pesquisas de opinião, entre os prefeitos que circulam por Brasília, o nome do senador é sempre lembrado como “forte concorrente” e alguns recordam com saudosismo de sua gestão. Cero também é que ele tem planos bem definidos para caso seja eleito, “tudo que eu podia errar, errei quando fui governador eleito e reeleito. Se Deus permitir que eu assuma o comando do Estado novamente, as coisas vão ser muito diferentes, a começar pela equipe. Hoje eu sei quem estava junto para trabalhar em benefício próprio. Já deu para saber quem são os traíras”, declarou o senador à coluna.

Vai pensar muito

Já o ex-senador Expedito Júnior, também muito lembrado quando o assunto é governo, anda pensando seriamente em ficar onde está. Apesar de ser o segundo do grupo, caso Cassol não consiga registro, Expedito avalia que sua vida anda bem tranquila ultimamente, “tenho tempo de me dedicar à família e cuidar um pouco de mim”, disse o ex-senador. Mas, a política fala mais alto. A pressão para que Expedito volte à vida pública é grande, e ele se livrou de todos os empecilhos jurídicos do passado, “sofri muito com acusações e condenação injusta, mas enfim, é a vida”, desabafou essa semana ao ser questionado se seria ou não candidato, “essa é uma decisão que não tomarei agora”, afirmou.

Contas à pagar

Confúcio Moura deixou algumas dívidas bem grandes nas eleições de 2014. Algumas ele pagou, outras jogou nas costas do MDB, que agora anda querendo fechar o balanço, mas algumas não estão fechando. Resta saber quem vai assumir o prejuízo, o partido ou Confúcio. “Pedalada” é com Confúcio mesmo. Que o digam as contas do Estado de Rondônia. À conferir nos próximos meses.

Sai mais não

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, que pelo jeito só não roubou a estátua do Cristo Redentor porque ela pesa demais, levou mais uma condenação por lavagem de dinheiro e suas penas somadas chegam a um século. Isso mesmo, 100 anos de prisão acumulados. Como no Brasil ninguém fica mais que 30 anos preso, Cabral vai sair da cadeia com uns 85 anos…completou 55 no dia 27 de janeiro.

Evite redes sociais 30 minutos antes de dormir

Os jovens de hoje passam uma quantidade impressionante de tempo diante de telas – adolescentes entre 11 e 15 anos, por exemplo, entre seis e oito horas por dia, isso sem incluir o tempo gasto em frente ao computador para fazer as tarefas de casa. Aliás, até mesmo o adulto médio no Reino Unido passa mais tempo olhando para uma tela do que dormindo, indicam as pesquisas. Desde o crescimento meteórico das redes sociais, Brian Primack, diretor do Centro de Pesquisa em Mídia, Tecnologia e Saúde da Universidade de Pittsburgh, tem estudado seu impacto na sociedade. Junto com Kessica Levenson, ele examina as relações entre tecnologia e saúde mental, observando o lado bom e o ruim. Ao pesquisarem a possível ligação entre redes sociais e depressão, eles esperavam um efeito duplo – que as redes sociais pudessem às vezes aliviar a depressão e às vezes exacerbá-la, um resultado que pode criar uma curva em formato de “u” em um gráfico. No entanto, uma pesquisa com quase 2 mil pessoas revelou algo muito mais surpreendente. Não houve curva alguma, a linha era reta e em uma direção indesejável. Em outras palavras, um aumento do uso de redes sociais está associado a um aumento da possibilidade de sofrer de depressão, ansiedade e um sentimento de isolamento social. Mas há outro impacto preocupante. Em um estudo de setembro de 2017 com mais de 1,7 mil jovens adultos, Primack e seus colegas descobriram que, em termos de interação nas redes sociais, o horário do dia tem um papel fundamental. O engajamento durante os últimos 30 minutos do dia era o mais forte indicador de uma noite de sono ruim. “Era completamente independente do tempo total de uso durante o dia”, diz Primack.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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