Coluna – Advogados de Expedito entram com seis representações contra Confúcio

Veja também: Governador descumpriu acordo com um de seus principais apoiadores e criou problema familiar

 

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Aloprados

O jornalista Paulo Andreoli, do Rondoniaovivo foi impedido de entrar no salão nobre da Assembleia para fazer entrevista com parlamentares na tarde desta terça-feira por alguns seguranças da Casa, que confundem suas funções de “fazer segurança” com impedir trabalho da imprensa. Não é novidade nenhuma que Paulo vem fazendo oposição sistemática ao deputado Hermínio Coelho, presidente do Legislativo, mas impedir a entrada dele, ou qualquer outro jornalista em uma Assembléia é no mínimo, uma incoerência. A ordem para essa atitude não partiu de Hermínio, foi coisa de assessor aloprado e já estão atrás de identificar o responsável.

Falando em Assembleia

Como era de esperar, a turma que andou se lambuzando lá pelas bandas do Executivo mostrou a cara nesta terça-feira. A sessão que deveria definir a comissão para analisar as denúncias contra o governador Confúcio Moura foi esvaziada, já que 12 parlamentares se trancaram no gabinete de Eurípedes Lebrão, numa clara manobra do Palácio.

O problema

Que essa turma não aprende. Os deputados que estão se escondendo, estão sendo investigados por recebimento de propina, alguns em dinheiro, outros em contratos e outros em cargos. Depois reclamam quando a polícia bate em suas portas às 6 da manhã. Tic-tac, e não demora. Na sessão dessa terça, presentes apenas Hermínio, Neodi Carlos, Cláudio Carvalho, Luiz Cláudio, Adelino Follador, Marcelino Tenório e Ribamar Araújo.

Na justiça eleitoral

Além das representações feitas pela Procuradoria Regional Eleitoral, a chapa Confúcio/Daniel vai enfrentar mais seis ações, protocoladas e ambasadas com farta documentação, pelos advogados Diego Vasconcelos e Márcio Nogueira, que representam Expedito Júnior. Uma delas diz respeito a pomposa inaguração do Teatro Estadual, que sequer tinha alvará para funcionar e mesmo assim foi aberto ao público, em solenidade que contou com a presença de ninguém menos que Confúcio Moura, que estava na platéia (desculpe, mas não deu para resistir). Por essa gracinha, ele pode perder o mandato. A secretária de Cultura mentiu em juízo, ao afirmar que o espetáculo não foi pago pelo governo (estritamente proibido pela legislação eleitoral). Foi pago e publicado em Diário Oficial, só que ela deve ter esquecido desse detalhe.

Outra

Os computadores e servidores da Secretaria de Educação foram usados na campanha de Confúcio, para ataques contra Expedito e para elogiar o candidato Confúcio Moura. Isso foi comprovado através de rastreamento de IPs (endereço único da conexão) e confirmado pela operadora de telefonia. Alguns servidores comissionados da SEDUC faziam isso em horário de trabalho, usando computadores da secretaria. As outras ações são sobre a distribuição de camisetas contra Expedito, distribuição de comida em convenção, coação a servidores públicos para “compra de convites a jantares de arrecadação”.

Resumindo

Por mais que tente, Confúcio e a “turma do 15” não deve fechar 2015 no governo, e se fechar será porque vendeu a alma ao diabo. Pelas mãos do judiciário a coisa pode se arrastar um pouco mais, mas acontece. E Confúcio, de qualquer forma, fica fora da vida pública, já que qualquer condenação, inclusive as criminais que ele passa a responder agora em função da Operação Platéias (sim, ele está sendo indiciado por atos de improbidade e corrupção), vai derrubar essa casinha.

Enquanto isso

Continua o silêncio da bancada federal. Encontrei Lindomar Garçon e cobrei dele uma posição sobre a Operação Platéias, “é melhor deixar quieto esse assunto, não tenho nada com isso”, declarou o parlamentar que será empossado no Congresso Nacional agora em 2015.

Peroba

Em entrevista a uma rádio do interior, Confúcio afirmou que “há evidências de que o grupo começou a agir em 2009, e em novembro de 2011, cinco meses após tomar posse, dificultava as ações de governo. Então, decidiu ir pessoalmente pedir providências ao Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça de Rondônia e a um grupo de empresários de Ji-Paraná”. Ele só esqueceu de dizer que em 2009 seu cunhado não fazia parte do governo, que as investigações datam a partir de 2011 e que foram seus assessores, e não os de Cahúlla, que recebiam propina, que extorquiam empresários e que tomaram contratos “na marra”.

Esqueceu também

De dizer que foi ele quem nomeou Batista, mesmo sabendo que ele estava lá para operar um esquema de corrupção. Eu mesmo questionei a nomeação de José Batista e ele respondeu na época, na maior tranquilidade, “Batista não tem processos transitado em julgado, portanto é inocente”.

Avançando

Fora o propinotudo montado por parentes do governador e assessores próximos, Confúcio também andou descumprindo acordos com algumas pessoas que apoiaram sua eleição em 2010. Uma delas, indiscutivelmente foi Allan França, que desde o começo apostou na vitória de Confúcio. Ele era uma espécie de “faz tudo” na campanha, marcava entrevistas, reuniões, bancava o motorista, enfim, resolvia. Porém, em março do ano passado, Allan telefonou para o governador reclamando que não aguentava mais a pressão, que o não cumprimento dos compromissos feitos ainda durante a campanha, estavam lhe criando problemas familiares.

E estavam

O pai de Allan França, Sr. França, na mesma conversa, tomou o telefone das mãos de Allan e disse a Confúcio que estavam tratando seu filho como “menino de recados”. Confúcio fica aborrecido com os rumos da conversa e afirma, antes de desligar o telefone, “esse assunto não pode ser tratado por telefone”. O problema é que França estava “no grampo” e no dia seguinte ele recebe uma ligação de uma pessoa de nome “Nestor” e durante vários minutos desabafa com o amigo. Diz que Confúcio havia prometido 40 cargos “para acomodar seus familiares e amigos”, além de ajudar Allan na campanha para deputado, agora em 2014. Que a campanha de Allan França foi bem vistosa, isso foi, mas mesmo assim ele perdeu. E pelo jeito, vai ter que dar mais explicações, em breve, sobre as “promessas” de Confúcio.

Tá bom

Não falo mais de Confúcio Moura a partir de hoje. Enjoei. Só quando acontecer algum fato novo nessa história. Por enquanto vamos ficar na platéia, esperando…

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Excluir carne da dieta pode curar diabetes, diz estudo

Adotar uma dieta vegetariana pode ajudar os diabéticos a reverter a doença. De acordo com um novo estudo divulgado pelo site do jornal britânico Daily Mail, as pessoas que lutam contra a doença podem melhorar os níveis de açúcar do sangue apenas tirando a carne da sua alimentação diária. Cientistas da Faculdade de Medicina e Ciência da Saúde da Universidade George Washington acreditam que o fato de remover a gordura animal pode curar de vez a condição. Eles afirmam que a mudança de dieta pode ser uma alternativa de tratamento para diabetes do tipo 2. A análise de estudos anteriores mostrou também que o fato de remover este tipo de gordura da dieta ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina. Já uma alimentação baseada em vegetais reduz uma proteína importante, a HbA1c. Em diabéticos, quanto maior esta proteína no sangue, maior o risco de complicações relacionadas à doença. Os especialistas afirmam que trata-se de um tratamento fácil de se seguir, eliminando a rotina tediosa de se tomar medicamentos e injetar insulina.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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