Coluna – As 10 medidas foram para o buraco e a culpa, em parte é sua

Em Painel Político

Brasil segue ladeira abaixo com uma classe política descompromissada com a população e eleitor continua reelegendo os mesmos deputados e senadores

O que fizeram?

O Brasil está atravessando um dos piores momentos de sua história, desde que retornou ao regime democrático. A classe política, que deveria zelar pelo bem estar da população vem chafurdando em um lamaçal que parece não ter fim, gerando na população um sentimento de ódio e revolta. Com isso, temos o clamor, cada vez maior, de pessoas pedindo o fechamento do Congresso, a intervenção militar, invasões e badernas. Os políticos estão testando os limites da República e da democracia com tantas manobras, chicanas e desfaçatez. No horizonte temos um país esfacelado, onde grande parte da população segue zumbizada, alienada e entorpecida com tanta corrupção e uma minoria que tenta reagir, mas não sabe bem como. O país está sem líderes, sem estadistas, estão todos enlameados.

Cenário de estagnação

A desconfiança do mercado é claramente perceptível. Michel Temer está perdido, ele não tinha um plano tal qual nos fez acreditar. Ele não sabe o que fazer, se cerca de assessores corruptos que não querem mudanças, querem recuperar o tempo que não roubaram porque o PT comandava. No Brasil não temos mais “direita ou esquerda”, temos políticos, todos no mesmo barco, remando na mesma maré. E nem dá para defender as exceções. Eles acertam de um lado e erram por outro. Não se enganem, a crise vai se estender pelos próximos anos e vai ser ainda mais profunda. No fundo do poço ainda tem um alçapão.

Pense em 2018

E lembre-se, você poderá mudar isso. Vote em candidatos que defendem os interesses do povo, e não os deles. Não reeleja nenhum desses que aí estão, eles não merecem sua confiança. Não se deixe levar por rostinhos bonitos, discursos fáceis, veja a atuação parlamentar deles. Você está revoltado pelas alterações feitas nas 10 medidas contra a corrupção? Então saiba que cada uma das medidas foi votada em separado. O confisco de bens de ladrões do erário foi rejeitado POR ESSES DEPUTADOS. Já a exclusão do chamado “reportante do bem”, foi rejeitado POR ESSES. As medidas que punem juízes e promotores, FOI ASSIM. Então pare de se enganar e tenha em mente que os cargos de deputado federal e senador são os mais importantes da República. Por favor, parem de mandar essas “Maria vai com as outras” para Brasília. Eles decidem o seu futuro.

Olha essa

Nesta quarta-feira um grupo de deputados resolveu questionar os mais de 2 milhões de assinaturas que foram colhidas pelos Ministérios Públicos estaduais e Federal no projeto das 10 medidas contra a corrupção. Medida protelatória e descarada para enterrar de vez o que sobrou do projeto.

Truco

Não foi uma manobra inteligente dos procuradores da Lava Jato de ameaçar renúncia coletiva caso as 10 medidas não sejam reestabelecidas. Tudo que o Congresso quer é enterrar a Lava Jato, principalmente a cúpula do PMDB que está toda enrolada na operação. É mais inteligente, estrategicamente, manter a pressão e, se for o caso, pedir a prisão dos congressistas enrolados. Trucou errado. Político não tem medo de blefe, tem medo da Polícia Federal na porta de casa 6 da manhã.

Enquanto isso

Confúcio Moura, por algum motivo misterioso, mantém o “imortal”(?) Júlio Olívar na secretaria de Turismo do Estado. Uma das pastas com maior potencial de captação, investimentos e geração de emprego se transformou em um mísero cabide de apadrinhados.

Falando em dinheiro

O governador declarou que não quer recursos do governo federal para construção de presídios, nem escolas, nem hospitais. Segundo ele, construir é fácil, caro é manter a estrutura de pessoal e manutenção. Ele também desautorizou qualquer secretário a firmar convênios com o que ele classificou de “armadilhas”.

260 mil brasileiros estão infectados com HIV e não se tratam

Embora afirme que a epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos, a cada 100.000.  Houve um aumento de casos princialmente entre populações vulneráveis e nos mais jovens. Entre pessoas com idade de 20 a 24 anos, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos por 100.000 habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015. Segundo o ministério, dois motivos explicam a vulnerabilidade dos jovens: menor inserção nos serviços de saúde e menor adesão ao tratamento. Mas, outra razão, segundo o infectologista Artur Timerman,  é o aumento de um comportamento sexual ‘liberal’ associado à falta do uso de preservativo. A taxa de detecção de aids em menores de cinco anos caiu 36% nos últimos 6 anos, passando de 3,9 casos por 100.000 habitantes. O ministério anunciou ainda que instituirá, com os estados, um selo de Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de HIV no Brasil. A certificação será concedida tendo como base os critérios já estabelecidos pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), como a detecção de aids em menores de 5 anos igual ou inferior a 0,3 casos para cada mil crianças nascidas vivas.

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