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Coluna – Até o falecido Isaac Benesby estava na folha do Estado

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Olha essa

A empresa Centro Médico Anestesiológico de Rondônia (CMA) é do Rio de Janeiro e é contratada para prestar serviços na área. Nos finais de semana, seus médicos saem do serviço por volta das 15 horas. Quando alguém precisa ser operado após esse horário, a empresa coloca nos relatórios que se trata de “urgência” e então requisita médicos do Estado para fazer o procedimento, que deveria ser feito por ela.

A empresa

Usa até mesmo os armários dos médicos do Estado, quando deveria ter os seus próprios. O governo paga R$ 27 mil para cada médico da empresa vir duas vezes ao mês, nos finais de semana.

O contrato

Do CMA atualmente é de pouco mais de R$ 13 milhões, e a primeira vez que a empresa foi contratada, foi por dispensa de licitação, em 2012. O valor inicial do contrato era de R$ 3 milhões, para atender os hospitais João Paulo II e Hospital de Base. Percebe-se que em menos de um ano, o contrato aumentou em R$ 10 milhões e mesmo assim a empresa utiliza a estrutura do Estado.

A questão

É séria e precisa de atenção. É um contrato vultoso com uma empresa relativamente nova que presta serviços em uma área sensível. Mas, não seria mais barato o Estado contratar médicos anestesistas ao invés de contratar uma empresa?

E sabe o que mais?

Desde sábado, 38 grávidas estão no Hospital de Base aguardando para fazer cesariana e elas não fazem por falta de anestesista. Também não tem medicamentos. Como já falamos em colunas anteriores, tem coisa muito errada com a saúde de Rondônia. E não é falta de dinheiro. É dinheiro sendo mal aplicado.

Podcast

E a folha?

O caso da folha de pagamento do Estado foi o assunto do fim de semana. A população está estarrecida com o escândalo.

Quer mais?

Olha essa, se você achou estranho um servidor receber R$ 190 mil durante três meses, teve outro que recebeu R$ 320 mil.

Outro caso

Ele era servidor público de Rondônia, delegado de polícia. Passou em um concurso para magistrado em outro estado. Pediu exoneração e foi embora. Meses atrás descobriu que estava em débito com a Receita Federal e foi checar. Descobriu que não havia saído da folha de pagamento do Estado. Mas ele também não recebia. Seus dados estavam lá, mas o número da conta corrente onde caía o dinheiro não era sua. O pessoal que estava fazendo o “rolo”, esqueceu de apagar os dados no fechamento do ano fiscal, quando são encaminhados para a Receita os detalhes dos pagamentos feitos pelo Estado a seus funcionários.

O resultado

Claro, está sendo uma tremenda dor de cabeça ao ex-delegado, que tenta resolver sua situação. Mas a casa da turma está caindo, e não demora.

E para fechar

Você sabia que até Isaac Benesby, que faleceu em dezembro de 2011 estava na folha de pagamento do governo, “recebendo” normalmente.

Minimizando

No sábado o governo emitiu nota tentando minimizar o escândalo, afirmando ter sido o responsável pela contratação da Fundação Getúlio Vargas para fazer a auditoria. De fato, o governo fez isso, mas só depois que Ministério Público e Tribunal de Contas iniciaram os trabalhos de investigação, devido ao excessivo número de servidores comissionados que haviam sido contratados no início do governo.

Mudanças

O prefeito Mauro Nazif deve promover algumas mudanças em seu secretariado até janeiro. A única confirmação, até o momento, é na secretaria de Educação. Mas o nome ainda não foi definido. Correm rumores de que o vereador Márcio do Sitetuperon deverá ser o novo secretário de Transporte e Trânsito do município, no lugar do coronel Carlos Guttemberg. Walter Canuto, suplente de Márcio, assumiria o cargo na Câmara. Outra mudança seria a saída de Christian Camurça, da Regularização Fundiária. Em seu lugar assume o vereador Edmilson Lemos, que deixaria a vaga para seu suplente, Porfírio Costa.

90

Esse é o número de servidores, entre jornalistas e editores que atualmente trabalha no departamento de comunicação do governo de Rondônia. Mas o boletim do DECOM não chega a 20 matérias por dia.

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Mulheres são mais propensas a falta de ar, diz pesquisa

Os músculos pulmonares das mulheres precisam trabalhar mais do que os dos homens, deixando-as sem ar com mais frequência após exercícios físicos, segundo um estudo realizado por uma universidade canadense. A pesquisa examinou a atividade do diafragma – o músculo responsável pela função pulmonar. Segundo mostrou o estudo, ele teria que trabalhar mais nas mulheres para compensar o tamanho menor dos pulmões. Mesmo com um homem e uma mulher de tamanhos iguais, os pulmões das mulheres eram menores, e suas vias aéreas mais estreitas. A falta de ar pode ocorrer por causa de exercícios físicos ou ser um sintoma de alguma doença, como a bronquite. O estudo comparou 25 homens e 25 mulheres com idades entre 20 e 40 anos, se exercitando em uma bicicleta. Os pesquisadores registraram a profundidade e a rapidez da respiração com diferentes níveis de exercícios. Eles também registraram a “motivação para respirar”, os sinais elétricos enviados para o diafragma para controlar seu movimento. Os pesquisadores pretendem agora investigar o impacto da obesidade sobre a falta de ar.

 

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