Coluna – Brasil comemora largada do impeachment, o problema é que não temos estadistas

Processo de impeachment será desgastante e ao final teremos um Michel Temer como presidente e entre PT e PMDB, não dá para avaliar quem é pior

Está difícil

Um decisão da justiça do trabalho esta semana deixa perplexo qualquer um que pense em abrir uma empresa séria nesse país. O Tribunal Superior do Trabalho decidiu a favor de um empregado de banco (público) que havia sido demitido e reintegrado por decisão judicial, não pode ser demitido de novo. No entendimento da Corte, se trata de “ação discriminatória”. Longe de mim querer ser contra os “direitos adquiridos” dos trabalhadores, mas tem que se pensar no setor produtivo, nas cadeia empresarial que é quem gera emprego. O setor está cada vez mais sufocado com altos impostos e taxas, e para complicar, uma legislação altamente protecionista que dá todas as garantias aos trabalhadores, mas nenhuma aos empregadores.

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Basta falar com qualquer empresário, seja micro, pequeno, médio ou grande que ele vai dizer a mesma coisa, “quando chega em audiência na justiça do trabalho, já é olhado e tratado como bandido”. Passou da hora dessa mentalidade por parte dos magistrados da justiça do trabalho, mudar. O empresário sempre sai depenado dessas audiências por mais razão que tenha. Que existem empresários trambiqueiros, sim, existem. Mas a grande maioria age de boa fé. Com a justiça do trabalho sendo extremamente paternalista como é atualmente, a má-fé, na maioria das vezes, é dos ex-empregados.

Vai, mas demora

O presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha autorizou nesta quarta-feira a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef. Mas esse é apenas o primeiro passo de uma longa jornada. O pedido será analisado por uma comissão especial formada por deputados de todos os partidos. A presidente terá um prazo para se defender. A comissão vai dar um parecer a favor ou contra a abertura do processo, que vai ao plenário. Se for aprovado por dois terços dos deputados, o processo é aberto e vai para o Senado, que vai julgar a conduta da presidente.

Como vai ser

Se aprovado na comissão, após 15 sessões, o pedido de impeachment segue para o plenário que vai votar pela abertura. Se3 dois terços da Casa, 342 deputados votarem a favor, o processo é aberto e aí a presidente é orbigada a se afastar por um período de 180 dias e o processo segue para o Senado, que decidirá em sessão, presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski. O impeachjmente só será aprovado se 54 dos 81 senadores votarem a favor. Se Dilma for inocentada, reassume o cargo imediatamente, se for condenada, é destituída e Michel Temer assume a presidência.

Sem entrar no mérito

Da moral dos que querem cassar a presidente (quem é Cunha para falar de moral, né?), esse caminho era inevitável dada a crise que o país atravessa. As pessoas podem até não entender direito as peças que se movem nesse tabuleiro de interesses gigantescos, mas tem hora que o processo se torna irreversível. Não se trata de culpa ou inocência, e sim de modelos de gestão que não agradaram. E esse é um dos problemas do populismo exacerbado, não conseguir manter a bolha por ele criada. Melhor uma economia mais lenta e sólida, que uma acelerada e inconstante como estamos vivenciando nessa fase.

O que teremos

De agora em diante será um teatro cujas personagens todos conhecemos. Mas o momento é propício, não apenas para tirar Dilma, mas para dar uma limpada, nem que seja superficial no Congresso. Chega de Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Sarney e outros trastes da política brasileira. O Brasil, infelizmente não produziu nenhum grande estadista desde que a democracia foi restaurada. Não se engane com Aécio, é um frouxo. Não se iluda com Marina, é uma sonsa. Michel Temer? Nunca foi solução. É PMDB. E não, não tenho um nome que esteja à altura, que faça uma reforma estrutural nesse país, que invista em educação, pesquisa e tecnologia e que seja decente. Os decentes o sistema destruiu a todos. Só nos resta esperar e torcer sempre pelo menos pior. Então que venha o impeachment, pelo menos trás novos ares e quem sabe uma falsa sensação de que as coisas vão melhorar um dia…

E o Cunha?

Pois é. Sua atitude nesta quarta-feira é o que se pode chamar de o abraço do afogado. Não quer morrer sozinho, está apenas cumprindo as ameaças que vinha fazendo há tempos, que se o PT não o salvasse, ele ia detonar a Dilma.

O que ele não contava

É que o presidente do PT, Ruy Falcão adotou uma postura correta diante da bandalheira que vem acontecendo nos últimos anos na legenda. Está tentando salvar o que resta do partido. Já anunciou que expulsa Delcídio, mandou votar contra Cunha e se bobear, entrega a cabeça de Dilma. O PT tenta se descolar dos escândalos protagonizados por “gente de fora” que não é “petista da gema”. Melhor salvar Lula e o PT, que afundar com Dilma e Delcídio.

Foi retaliação

É claro que foi. Cunha perdeu o apoio, e viu que seu futuro está selado. Só não quer cair sozinho. Usou da mesma cartilha de Roberto Jefferson no caso do Mensalão. Cai, mas cai atirando. O problema é que Cunha deve terminar preso.

//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js // No STF

Os deputados do PT vão recorrer ao STF para tentar anular a decisão de Cunha. Eles vão alegar perda de objeto, já que o pedido de impeachment se baseou nas pedaladas fiscais, que foram “legalizadas” pelo Congresso também nesta quarta-feira. Faz sentido. Pode ser que cole. Ou não.

Aposentadoria

O governo do Estado ia mandar para a assembleia legislativa o projeto que alterava a previdência dos policiais militares e bombeiros. PAINEL POLÍTICO teve acesso ao documento e divulgou por volta das 14 horas. Estava marcada uma reunião para às 17 horas entre deputados e representantes da polícia, mas por volta das 16 horas o governo recuou. O projeto, segundo o Executivo, “precisar ser melhor discutido”. Na verdade, a caserna já preparava uma revolta e já tinha gente falando em greve. Era o que Confúcio precisava para fechar o ano.

Olha essa

O Tribunal de Justiça de Rondônia resolveu que vai construir um prédio para abrigar os Juizados Cível, Criminal, Fazenda Pública, Infância e Juventude, Violência Doméstica, Turma Recursal, Central de Conciliação e serviço de atermação. Pois é, só que o local não poderia ser pior, na esquina das avenidas Jorge Teixeira com Pinheiro Machado. O imóvel, grande, está longe de ser a solução. O TJRO, mais uma vez não está pensando no futuro, pensa apenas no momento atual. Quando construiu sua sede na Farquar foi a mesma coisa, a obra já nasceu subdimensionada em um espaço obsoleto. O resultado, não tem onde estacionar e não abriga a metade do judiciário.

Mesmo erro

Construir na Pinheiro Machado com Jorge Teixeira é jogar dinheiro fora. Primeiro porque conhecemos as obras da justiça, são projetos suntuosos, cheios de mármores e colunas, com porcelanatos caros. Segundo, e mais óbvio é que o local é de trânsito pesado, não tem para onde expandir e o judiciário vai aumentar. É natural. A previsão é que a obras dure 7 anos, então, quando acabar já vai estar pequeno. O Tribunal precisa primar pela economicidade. O mais sensato seria adquirir uma área na BR, seja sentido Guajará ou Cuiabá, onde pudesse ser feito um prédio com anexos, estacionamento, refeitórios, enfim, um local que de fato abrigasse tudo. Isso é planejar, isso é primar pela economia do dinheiro público. Um prédio na Jorge Teixeira vai tumultuar ainda mais o que já é complicado. Não, não vai valorizar a área. Ela já é valorizada. Trata-se do metro quadrado mais caro de Rondônia atualmente. O TJ podia vender e usar o dinheiro para dar início a um complexo e não fazer mais um prédio bonito. De prédio bonito por lá, já temos a Havan.

 

Clínica Mais Saúde informa – Doces e bebidas diets prejudicam os dentes tanto quanto os produtos com açúcar

Refrigerantes, bebidas esportivas e doces sem açúcar podem ser tão ou até mais prejudiciais aos dentes do que produtos adoçados. É o que diz um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Melbourne, na Austrália. No trabalho, os pesquisadores testaram o impacto na saúde dos dentes de 23 produtos entre doces, refrigerantes e bebidas esportivas açucarados e sem açúcar. Os resultados mostraram que a maioria dos produtos contribui para o amolecimento de 30% e 50% do esmalte dos dentes, incluindo aqueles sem açúcar. As informações são da rede americana CBS. De acordo com os autores, isso acontece porque componentes, como aditivos ácidos e níveis baixos de pH (medida de acidez) amolecem o esmalte (tecido duro dos dentes), levando à erosão dentária. Uma dica para ajudar a proteger os dentes da erosão é olhar os rótulos dos produtos em busca de componentes ácidos e evitá-los. Entre eles, o ácido cítrico e fosfórico.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

2 thoughts on “Coluna – Brasil comemora largada do impeachment, o problema é que não temos estadistas

  1. Rapaz na verdade muita coisa vai rolar , para desconfortar mais ainda , vai depender do senado depois do STF ,eu com minha pobre opinião não acredito no impeachment dela .infelismente

  2. essas aberturas de processos de impeachment contra a Dilma só fica na enrolação , na hora crucial a maioria passa a dar atenção pra outras coisas.

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