Coluna – Caerd pagou R$ 14,6 milhões por estudo que poderia custar até 70% menos

Estatais nas mesmas condições que a Caerd fizeram os mesmos estudos gastando muito menos. Veja os casos concretos. E ainda, chefe de gabinete do prefeito de Porto Velho é alvo de novo boletim de ocorrência.

Olha essa

O BNDES disponibilizou um valor de até R$ 15 milhões para que fossem feitos estudos de viabilidade para a privatização de estatais. Veja bem, ATÉ. O próprio BNDES auxilia na contratação desses estudos e com isso tem economizado, e muito, nesses contratos. Como exemplo podemos citar o caso da Compesa, a companhia de águas de Pernambuco, que tem cerca de 4 vezes o tamanho da Caerd e foram gastos R$ 7,8 milhões para o estudo de viabilidade.

Em Rondônia

A presidente Iacira Azamor resolveu atingir o teto. Ela contratou em 2016 uma empresa, por conta própria, através de um chamamento público, pela bagatela de R$ 14.652 milhões. A empresa contratada, Bain Brasi recebeu o valor na íntegra, sem nenhum desconto, coisa que não aconteceu em nenhuma outra estatal, a maioria bem maior que a Caerd. Para se ter uma idéia, em alguns casos a diferença entre o preço inicial apresentado pelas empresas e o preço final, chegou a 71,13%, como foi o caso da DESO, de Sergipe. Partiram de um orçamento de R$ 15.155.569,57, fechando em R$ 4.375.900,00.

Confira como foi em outros estados

CASAL/ALPreço inicial R$ 19.212.233,62 – preço final R$ 8.350.000,00, desconto de 56,54% – Ernest & Young

CAESA/APPreço inicial R$ 13.137.093,34 – Preço final – R$ 5.319.000,00 – desconto de 59,66% – Pricewatherhousecoopers

CAEMA/MAPreço inicial R$ 23.406.964,45 – Preço final R$ 8.500.000,00 – desconto de 63,69% – BF Capital e Assessoria

COSAN/PAPreço inicial R$ 17.261.893,96 – Preço final R$ 6.200.000,00, desconto de 64,8% – BF Capital e Assessoria

COMPESA/PEPreço inicial R$ 26.342.913,64 – Preço final R$ 7.800.000,00 – desconto de 70,39% Banco Fator S/A

DESO/SEPreço inicial R$ 15.155.569,57 – Preço final R$ 4.375.900,00, desconto de 71,13% – Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados

A pergunta agora vai para o Tribunal de Contas e MP

Onde está o nosso desconto? Com tantas empresas que fazem esse serviço, porque a Caerd escolheu logo a única do mercado que não deu nenhum abatimento? Será que é porque Rondônia é longe?

Prestígio

O advogado Andrey Cavalcante promoveu na última segunda-feira em seu escritório em Brasília, o jantar temático “Cultura Gourmet de Rondônia” e conseguiu reunir autoridades dos mais diversos calibres, senadores, deputados federais, advogados e personalidades do universo jurídico brasileiro.

Mudanças

O desembargador Gilberto Barbosa (TJRO), que estava presente ao jantar, revelou que pretende se aposentar no início de 2018 para se dedicar a escrever livros jurídicos. Barbosa já lançou o primeiro em fevereiro deste ano e afirmou estar com o segundo “pronto para rodar” e o que está segurando a publicação é o presidente Michel Temer, “na hora que resolverem a questão da reforma da previdência, meu livro sai”.

Olha essa

O Chefe de gabinete do prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, Breno Mendes foi mais uma vez alvo de um boletim de ocorrências. De acordo com o registro, feito no dia 4 de abril deste ano, ele teria demitido uma assessora da prefeitura por conta própria, porque ela não pediu exoneração. A comunicante é a mesma que registrou boletim contra a esposa de Mendes, alegando estar sendo ameaçada. Breno realmente tem o talento de arrumar problemas por onde passa.

Eleito

O cientista político João Paulo Saraiva Leão foi eleito para o cargo de secretário executivo da diretoria Centro-Oeste/Norte da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP). A posse acontece nesta quarta-feira. A Chapa 2 foi eleita com 33 votos, e tem como diretora Danusa Marques (UNB), vice-diretor Francisco Mata Machado Tavares (UFG) e secretário executivo João Paulo Saraiva Leão (UNIR).

Perder-se na rua pode ser sinal de Alzheimer

Você se perde na rua ou tem problemas de localização? Se sim, é melhor estar atento, pois pode ser um sinal mais grave do que uma simples distração. De acordo com estudo baseado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, perder a habilidade de localizar-se ou perder-se nas ruas, principalmente em locais familiares, pode ser um indicador do risco de desenvolver Alzheimer na terceira idade. A descoberta é resultado de um longo estudo, chamado Projeto Prevenção, que tem sido realizado por cientistas de diversos centros de pesquisa do Reino Unido para descobrir como as doenças degenerativas afetam o cérebro e o comportamento das pessoas no dia a dia. O intuito do projeto é detectar sinais precoces do Alzheimer enquanto as pessoas ainda são jovens. Apesar da comprovação da eficácia dos testes que medem a proeza da noção de navegação na previsão de quem desenvolverá a doença de Alzheimer na terceira idade, são levantadas questões éticas. Por exemplo, se ainda não existe um tratamento eficaz para o Alzheimer, por que identificar aqueles em risco? Qual seria o benefício? Segundo os pesquisadores, existem várias respostas. “Não é apenas uma questão para as pessoas mais velhas, a doença pode afetar a todos nós e todos podemos ajudar a encontrar as soluções“, explicou Doug Brown, diretor do Alzheimer’s Society, instituto de pesquisa do Reino Unido. Medicamentos ainda não possuem efeito no tratamento da doença, no entanto, ministrado em estágios iniciais poderiam ser mais potentes, por exemplo. Além disso, praticar exercícios regularmente, alimentar-se de forma mais saudável e equilibrada e deixar de fumar também podem ajudar. “Há mudanças no estilo de vida que podem ajudar a reduzir o risco da doença”, disse Karen.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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