Coluna – Cassol chama delegado da “Carne Fraca” de irresponsável. E ele tem razão

E ainda, tomado de “juizite”, Sérgio Moro manda deter blogueiro para descobrir fonte de vazamentos na PF

Subiu à cabeça

O juiz Sérgio Moro, envaidecido com todos os holofotes que o iluminam, foi tomado de “juizite aguda” e resolveu determinar busca e apreensão de equipamentos do blogueiro Eduardo Guimarães, do “blog da Cidadania” e conduzir o jornalista coercitivamente para tentar descobrir suas fontes, que repassaram informações antecipadas sobre operações da Polícia Federal. Interessante que o magistrado só se preocupa com esses vazamentos. Ele poderia se preocupar com quem vazou criminosamente as conversas da então presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula às vésperas da nomeação de Lula para a Casa Civil. O Brasil vem flertando perigosamente com a ditadura disfarçada de “combate à corrupção”. Moro é um juiz e apenas isso. Ele não está acima da lei, e caso ele queira mudar a Constituição, que se candidate a deputado federal ou ao senado.

Rádio cipó

O vice-prefeito de Candeias do Jamari Luiz Ikenoguchi tomou posse, e antes mesmo do fim do luto oficial, exonerou toda a equipe de Chico Pernambuco e já nomeou os dele. Isso foi o suficiente para que a “rádio cipó” da cidade começasse a olhar com desconfiança para o vice. Pelo sim, pelo não, a polícia não está descartando nenhuma hipótese e as investigações continuam.

Irresponsável

Foi dessa forma que o senador Ivo Cassol (PP) classificou a forma como o delegado da Polícia Federal agiu em relação à Operação Carne Fraca, “foi um abuso de autonomia de poder, se ele sabia que tinha carne estragada há dois anos atrás, ele deixou a sociedade inteira consumir carne podre até agora e não fez nada”. O senador aproveitou para alfinetar a PF também em relação às operações envolvendo políticos, “Muitas vezes fazem isto com a classe política. Se coloca na imprensa, se divulga, e o político passa por bandido, por desonesto e por preguiçoso. E hoje se percebe que esta operação que aconteceu, parte dela infelizmente, a propaganda que deram, igual ao caso do papelão, foi vexatório e o Brasil hoje vai perder milhares de emprego, a economia que já está em recessão vai ter problemas”.

Cassol tem razão

No Brasil se criou o imaginário coletivo que a Polícia Federal é infalível, que Sérgio Moro pode tudo e que os procuradores da Lava Jato são os deuses da razão. Estamos longe disso. O combate à corrupção é necessário e deve ser sistemático, mas não podemos fazer isso passando por cima de direitos constitucionais, não podemos permitir um circo midiático apoiado por informações atravessadas, com claros interesses políticos. Se a Lava Jato fosse séria, Aécio Neves estaria preso, tal qual foi preso Eduardo Cunha. Quem disse que solto Aécio não interfere nas investigações, some com provas, coage testemunhas? E os 9 ministros de Temer, todos citados, com provas de depósitos, transferências e outros mimos? O Brasil precisa ser passado à limpo, mas como um todo. No rol da corrupção, o PSDB e o PMDB são tão culpados quanto o PT.

Danos irreparáveis

Os estragos causados pela divulgação de investigações (ou seja, em fase de apuração)  são irreparáveis aos envolvidos. Com o “tribunal da internet” operando diuturnamente, sem nenhum critério, vidas são arrasadas e não tem ação que repare esses malfeitos. A Polícia Federal tem que ter um melhor controle sobre suas investigações, trabalhar em sigilo e só revelar detalhes após tudo ter sido devidamente apurado e provado. O que temos hoje é um festival midiático sem nenhum tipo de filtro ou responsável direto.

Falando em vazamentos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acusou hoje (21) a Procuradoria-Geral da República (PGR) de vazar para a imprensa nomes de pessoas citadas nos depoimentos de delação premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. A crítica de Mendes foi feita na abertura da sessão da Segunda Turma, colegiado responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato. Mendes citou artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, no último domingo (19). De acordo com o jornal, a procuradoria enviou os pedidos em segredo ao Supremo, mas divulgou extraoficialmente os nomes dos investigados para alguns veículos de comunicação. Para o ministro, a publicação de informações da Lava Jato que estão sob sigilo é uma forma de “desmoralização da autoridade pública” e alimenta uma “caça de escândalos para espetaculização”. Não preciso dizer que Mendes está coberto de razão.

Veneno de aranha pode ter efeito protetor contra derrame

O veneno da aranha-funil, a mais mortífera na Austrália poderá ser o passo inicial para a criação do primeiro tratamento no mundo capaz de evitar que células cerebrais sejam danificadas após um acidente vascular cerebral. É o que revela um estudo inédito da universidade de Queensland, na Austrália. Utilizando pipetas, os cientistas sugaram o veneno de três aranhas da espécie, cujo veneno é capaz de matar o ser humano em até 15 minutos, e identificaram uma proteína chamada Hi1a. Entenderam que a substância se assemelhava a outros compostos químicos capaz de protegerem células cerebrais.  A substância foi recriada em laboratório e injetada em ratos. Kate Holmes, vice-diretora de pesquisa da Associação Nacional de Acidente Vascular Cerebral, no país, surpreendeu-se com a descoberta, mas acredita que ainda não se sabe se a proteína poderá ser usada em futuros tratamentos para humanos. “Qualquer tratamento que tenha o potencial de reduzir os danos causados ​​por acidente vascular cerebral é muito bem vindo, especialmente se isso pode beneficiar as pessoas que são incapazes de chegar ao hospital rapidamente, mas ainda é muito cedo para sabermos se esta pesquisa pode oferecer uma alternativa para pacientes com AVC”, ponderou.

 

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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