Coluna – Chamar delegados não vai resolver problema de segurança pública

Sobram delegados de polícia em Rondônia, o problema é que muitos estão em desvio de função. E ainda, Toffoli dá um “tchau querida” para o PT

Escapando

Ivo Cassol vem conseguindo o inimaginável, está escapando de ser preso e de perder o mandato. O italiano tem uma sorte incrível, e é sorte mesmo. Seu processo começou a ser julgado quando começou o inferno astral de Dilma Rousseff e do PT e agora vem se arrastando. Na última vez que o STF tentou julgar o processo, Dias Toffoli pediu vistas…

Falando em Toffoli

Ele deve ter sido a maior decepção que o PT teve na Suprema Corte. Foi alçado ao cargo de ministro do STF pelas mão de Lula e agora virou praticamente um peemedebista. Validou Temer no governo e nesta terça-feira, para decepção total de Lula e companhia, ele tascou, “não há impedimento para que investigado na Lava Jato seja ministro”. Dias Toffoli foi o oitavo ministro indicado pelo então presidente Lula para a mais alta corte do País, composta por 11 membros que julgam ações que mexem com a vida dos brasileiros. Ele era advogado do PT, não conseguiu ser juiz (tentou concurso duas vezes), mas ganhou de Lula o cargo no STF.

Pois é

Mesmo assim, Toffoli deu um “tchau queridos” e se bandeou para o lado do Temer. Não havia motivos para Toffoli pedir “vistas” ao processo do italiano, um processo velho, que ele, Toffoli, conhece de trás para a frente, já havia pedido vistas em outra fase e votou pelo aumento da pena de Cassol. Não existe a menor justificativa, que não seja política pura e simples, para ele estar protelando por tanto tempo esse voto. De acordo com a pauta divulgada pelo STF, na sessão do próximo dia 25 o processo será julgado. Sou capaz de apostar em um novo pedido de vistas…

Situação delicada

A questão é que o PMDB precisa manter a maioria no Senado e nessa altura do campeonato prender um senador da República, não ia pegar nada bem. E para fechar com chave de ouro, o PP, partido de Cassol, junto com o PSC e SD ingressaram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pedindo que prisões ou investigações de parlamentares sejam autorizadas pelo legislativo. Segundo esses partidos, “a CF autoriza a Câmara e o Senado decidirem a respeito da perda do mandato político nos casos de infrações previstas na própria Constituição”, e concluem, pedindo “a concessão da medida, com efeitos retroativos, para atribuir aos artigos 312 e 319, do CPP, interpretação conforme a Constituição para assentar que a aplicação das medidas previstas nesses dispositivos deverá ser submetida no prazo de 24 horas ao Congresso Nacional a fim de que delibere sobre elas sempre que houver aplicação de um afastamento total ou parcial do exercício das funções parlamentares”. Um verdadeiro trem da alegria para político corrupto.

Sobre a segurança pública

Na última coluna falamos sobre uma suposta pressão que estaria ocorrendo sobre o diretor geral de Polícia Civil para que ele evitasse convocar os delegados que foram aprovados no último concurso em detrimento de um reajuste salarial que deverá ser concedido para a categoria a partir de 2017. Em relação a esse assunto, eu particularmente tenho uma opinião formada, também sou contra a convocação e vou explicar.

Não resolve

Contratar delegados de polícia não resolve a questão da segurança pública, nem aqui nem em lugar algum. A segurança pública é formada por uma série de ações conjuntas, sincronizadas entre policia, estado e sociedade. Além do mais, o que não falta por aqui são delegados, o problema é que vários estão em desvios de função, outros em cargos burocráticos. O que falta é uma distribuição eficiente. Que Rondônia tem deficiências na segurança pública, isso é inquestionável, mas mesmo que fossem convocados todos os delegados do último concurso e todos os agentes aprovados, o problema persistiria. Poucos querem tirar plantão nas delegacias abandonadas, muitos querem ingressar no serviço público para poder conseguir transferência para outros órgãos ou funções.

Estado mínimo

Particularmente sou contra esse inchaço da máquina pública. Tanto na polícia quanto no judiciário e ministério público. Grande parte do serviço burocrático pode ser feito por empresas terceirizadas. O funcionalismo público brasileiro é caro e em grande parte ineficiente. O problema é que a população não enxerga isso, ela vê o serviço público como uma forma de estabilidade, de status social. A máquina precisa ser reduzida em todas as esferas, incluindo legislativo, gasta demais. Para se ter uma ideia, os supersalários que chocam muitos, como o do chefe do setor de xerox da Câmara dos Deputados, cujos vencimentos são de R$ 32 mil, só são possíveis graças a legislação brasileira, que permite anomalias como essa, que se repete em todas as esferas do serviço público.

Tem que mudar

No Congresso, alguns motoristas chegam a ganhar mais de R$ 20 mil de salário, o mesmo acontece no judiciário e executivo. Esses números se refletem na previdência e nas contas públicas. A culpa da crise é do funcionalismo? Claro que não, mas a mentalidade precisa começar a mudar. O caso da convocação dos delegados reflete isso. Me perdoem os “concurseiros” e os servidores públicos sérios, mas passou da hora do Brasil rever seus conceitos em relação a essas questões. Paternalismo é bom, mas chega uma hora em que a pessoa tem que sair da barra da saia e andar sozinha.

LF Imports informa –  Mantenha o pé no freio

Quando estão em um congestionamento ou semá­foro em uma ladeira, muitos motoristas acabam mantendo o carro automático parado usando apenas a força do câmbio, acelerando aos poucos. Isso jamais deve ser feito, pois aumenta a temperatura da caixa e acelera o desgaste dos materiais internos, provocando problemas nas válvulas solenoides e nos discos de acoplamento. No futuro, a transmissão pode começar a patinar ou dar trancos nas trocas de marcha. Por causa desse mau hábito, você pode ter de mandar abrir o câmbio para fazer um conserto. Não vai sair por menos de 1 000 reais (para trocar as válvulas) e pode passar dos 15 000 reais (se a caixa for substituída). A dica também vale para a transmissão manual. Segurar o carro em aclives só com a aceleração aumenta o desgaste do disco de embreagem. O correto nas duas situações é sempre deixar o pé no freio ou manter o freio de mão acionado enquanto o veículo estiver parado.

Clínica Mais Saúde informa – Atividade física regular reduz o risco de câncer

Praticar atividades físicas regularmente reduz o risco de desenvolver 13 tipos de câncer. De acordo com o estudo publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, a prática de exercícios está associada a uma redução de 7% na probabilidade de desenvolver qualquer tipo de tumor. A pesquisa, realizada pelo Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, revisou 12 estudos americanos e europeus feitos entre 1987 e 2004, com 1.4 milhão de participantes. Durante cerca de onze anos de acompanhamento, 186.932 casos da doença foram diagnosticados entre os participantes. Em seguida, os autores relacionaram os dados sobre a prática de atividade física com o risco de desenvolvimento de 26 tipos de câncer. Os resultados apontaram que uma vida ativa fisicamente está associada a um menor risco no desenvolvimento de pelo menos 13 tipos de câncer. Por exemplo, a prática de exercícios está relacionada à uma redução de 42% no risco de câncer de esôfago e 25% no caso de tumores no fígado e pulmão. Em média, a prática regular de exercício físico estava associada à redução de 7% no risco de desenvolver qualquer tipo de câncer. Por outro lado, a atividade física regular foi associada a um aumento em dois tipos de câncer: próstata (+5%) e melanoma (+27%). No caso do melanoma, tipo agressivo e letal de câncer de pele, o índice foi observado apenas em regiões onde há alta incidência de raios UV e os autores acreditam que esse aumento esteja relacionado à prática de atividade física ao ar livre. Já em relação ao câncer de próstata, não há uma hipótese de relação direta, mas os autores acreditam que homens que se exercitam mais também tendem a se cuidar mais e, assim, são mais diagnosticados.

News Reporter
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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