Coluna – Chuva, vaias e ausência de autoridades marcaram o 7 de Setembro na capital

Vice-governador levou sonora vaia e foi embora do desfile; em Jaru, vereadores querem afastar prefeita. De novo

É brincadeira

Relatório do Tribunal de Contas da União divulgado nesta terça-feira, 08, aponta que o Brasil perde R$ 100 bilhões por ano devido ao contrabando. É um número assustador para um país com graves problemas orçamentários e metido a “investir no social”. As fronteiras brasileiras são uma piada, a fiscalização é pífia, e pior, temos exército, marinha e aeronáutica que poderiam ser usados na vigilância de fronteiras, mas honestamente, alguém sabe explicar o que as forças armadas andam fazendo nos últimos tempos?

Por aqui

O aeroporto Jorge Teixeira, classificado como “internacional”, não conta com alfândega, mesmo tendo sido reformado há anos. Por causa disso, não tem como receber voos de outros países. Em Guajará-Mirim o porto está sem alfândega desde a enchente de 2014, mas isso também não faz diferença, por lá passa quem quer, quando quer e onde quiser. Bolivianos vendem gasolina e gás na cara dura nas ruas, as lojas oferecem para entregar “até em Porto Velho” qualquer produto comprado por lá, prova de nossa fragilidade alfandegária. A fiscalização, que ainda funciona meia-boca é de alguns aeroportos. No caso estamos falando de evasão fiscal. Contrabando pesado temos de madeira, ouro, diamantes e outros recursos naturais que se esvaem para os mais diversos pontos do planeta sem nenhum controle.

Aeroporto de Porto Velho é internacional só no nome
Aeroporto de Porto Velho é internacional só no nome

Enquanto isso

O governo federal pretende “buscar fontes alternativas de receitas”, mas já prevê uma “uma readequação orçamentária” em “investimentos físicos”, que trocando em miúdos significa cortes em políticas habitacionais, saúde, educação e segurança (novas escolas, nem pensar).

Alguém pensou

São 607 mil presos, o que nos coloca em quarto lugar em termos de população carcerária no mundo. São 607 mil pessoas que não produzem e custam, em média, R$ 3 mil por mês cada, aos estados. Um projeto de lei do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), propõe que os detentos paguem por essa “estadia”. Os apenados que tiverem recursos, vão pagar em dinheiro e os desprovidos, pagariam com trabalho. A proposta é uma das melhores que vi até hoje. Para saber mais sobre a matéria, clique AQUI!

//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js // Falando em legislativo

A Câmara Municipal de Jaru trabalha para tentar afastar, pela segunda vez, a prefeita Sônia Cordeiro e seria na próxima sessão, que acontece na segunda-feira, 14. O problema desse tipo de ação política é a instabilidade que cria no âmbito do município. Se as coisas estão ruins com a prefeita, o “entra e sai” piora ainda mais. Qualquer coisa que esteja em andamento emperra e gera desconforto entre os munícipes. Normalmente as câmaras atropelam a legislação ou os ritos, desobedece a linearidade da lei e começa a confusão.

A população

Fica sem entender porque o chefe do Executivo volta por força de decisão judicial, criando uma sensação de impunidade, que termina sobrando para o legislativo. Essas manobras precisam ser feitas com extrema responsabilidade, do contrário quem paga a conta sempre é a população. Se for para fazer o que não sabe, é melhor nem mexer.

Feriadão

Um texto que circulou durante o feriado via whatsapp afirmando que o PMDB pensa em expulsar o senador Valdir Raupp é meio “forçado”. O texto cita algumas fontes, mas nenhuma delas foi encontrada falando sobre o assunto. O jornal Folha de São Paulo publicou reportagem sobre o caso envolvendo o senador rondoniense, mas sem novidades. O fato continua o mesmo, uma doação de R$ 500 mil nas eleições de 2010 feitas ao diretório estadual do PMDB, que o doleiro Alberto Youssef garante ter sido para Raupp. O senador nega, afirmando se tratar de uma “doação legal”. Por enquanto, a situação do senador em relação a seu partido está tranquila. 

Chuva e vaias

O desfile de 7 de Setembro deste ano foi “xôxo”. E quem me disse isso foi meu filho de 9 anos que já foi a 4 desfiles seguidos. Normalmente ele voltava empolgado. Dessa vez voltou molhado e emburrado, “faltou um monte de coisa”, disse ele indo para o quarto se enxugar. Porém, soube que sobraram vaias ao vice-governador Daniel Pereira que representou o governador Confúcio Moura. Pereira ficou o tempo protocolar e foi embora. Esse ano o ambiente está muito hostil para a classe política.

Em Brasília

Os bonecos “pixuleco” e “pixuleca” roubaram a cena no desfile, marcado por uma cerca de proteção para evitar “atos hostis” contra a presidente da República. Cá entre nós, será que Dilma acredita, de fato que vai conseguir dar a volta por cima e permanecer no poder até o fim do mandato? O que falta para ela se tocar que a crise vai durar exatamente o tempo em que ela e sua equipe estiverem no poder?

pixus
Pixulecos marcaram o 7 de Setembro em Brasília

Ladeira abaixo

A popularidade de Dilma desabou nos últimos meses, e as medidas que ela vem tomando só pioram a situação. O governo petista está conseguindo destruir o que resta de nossa economia, e parece ser proposital. Uma equipe econômica desafinada, com cara de abobados completamente perdidos nos deixam em uma situação pavorosa. O cenário de incerteza econômico faz a classe empresarial recuar e principalmente, aumentar os índices de desemprego, desaquecendo a economia. Esse fim de ano promete ser daqueles bem magros para o comércio. Lamentável que estejamos vivendo essa situação.

Não é verdade

Que Mariana Carvalho tenha lançado sua candidatura à prefeitura de Porto Velho. Existe uma possibilidade, muito remota disso acontecer, mas por enquanto tudo não passa de especulação. Mariana já percebeu, há tempos, que prefeitura “é bucha”. Na Câmara ele continua nos holofotes, só que linda e loira. Se vier para prefeita vai passar de boneca Barbie a brinquedo assassino rapidinho.

Outro

Que também não quer nem ouvir falar em prefeitura é o empresário Mário Portugues, que não esconde isso de ninguém. Mário nos últimos tempos vem se dedicando a cuidar de sua fazenda onde planta soja e cria gado de corte. O empresário acha que “a hora passou”. Do PMDB sobraram Garçon e Pimentel. Resta saber como isso vai ser administrado. Pimentel, que é secretário de Estado de Saúde já deu a largada e Garçon está pensando onde poderia conseguir uns R$ 15 milhões para sua campanha.

Para contatosFale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Clínica Mais Saúde informa: Stress no trabalho é tão prejudicial quanto o fumo passivo

Ficar muito estressado no trabalho pode ser tão prejudicial para a saúde quanto o fumo passivo. É o que diz um estudo publicado recentemente na revista cientifica Behavioral Science & Policy Association. A partir da análise de 228 estudos científicos, os pesquisadores das universidades Harvard e Stanford, ambas nos Estados Unidos, descobriram que pessoas com altas demandas de trabalho tinham 35% mais risco de ter uma doença. Além disso, o levantamento mostrou também que trabalhar por muitas horas seguidas aumenta o risco de morte em quase 20%. Ainda de acordo com o relatório, o medo de perder o emprego aumentou em 50% a probabilidade de morte prematura. Taxas semelhantes são encontradas no caso de pessoas que são expostas de forma passiva ao cigarro. “Se pensar em quanto tempo as pessoas passam no trabalho, os resultados não são tão surpreendentes”, disse Joel Goh, professor da Escola de Administração de Harvard e coautor do estudo. Agora, os autores esperam que o estudo ajude as empresas a refletirem sobre o modo como administram as demandas dos empregados, já que o trabalho pesado e horas extras podem atrapalhar mais do que aumentar a produtividade.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Participe do debate. Deixe seu comentário