Coluna – Com salários de até R$ 21 mil, fica difícil manter a Caerd saudável

Em Painel Político

E ainda, Vicente Cambuquira é “ouvidor”, mas pelo jeito só escuta o salário de secretário caindo na conta todos os meses

Serve mesmo de que?

O governo do Estado tem um cargo que chama “Ouvidor Geral” e é ocupado por Vicente Cambuquira. Pois é, você ai que achava que ele tinha saído de circulação, estava enganado. Ele recebe salário de secretário de Estado e em tempos de interatividade total, com ferramentas online, que dão feedback em tempo real, não faz o menor sentido essa função existir, parece mais coisa de “ajudar o amigo”, que ajudar o povo.

Pior

Cambuquira, desde que chegou no governo de Confúcio, ainda no primeiro mandato, só arrumou confusão, e arregimentou inimizades em todas as esferas. E criou problemas para o governador, que resolveu “encaixar” a fera em um cargo obsoleto. Se desse as contas, não ia fazer a menor falta.

Falando em governo

Lembram do tal “seguro-pecúlio” que a gente falou aqui no dia 18 de novembro? Então, começaram a surgir os envolvidos, aqueles que estão ganhando dinheiro aos montes com um desconto que não é obrigatório, mas que está no contra-cheque de todo mundo que trabalha no governo. A coisa começa lá em Pimenta Bueno, envolveria uma seguradora e três deputados estaduais. Vamos confirmar a papelada e aí mostramos os bois…

Enquanto isso

No Supremo Tribunal Federal Renan Calheiros passa a ser réu. Agora só falta Dias Toffoli sair de cima do processo que proíbe que réus estejam na linha sucessória da presidência da República para que Calheiros seja afastado da presidência do Senado. Mas, pelo jeito, a coisa vai demorar…

De volta à Rondônia

A CAERD, além de ainda não ter cumprido a determinação judicial que determina a exoneração dos quase 140 comissionados com altos salários, achou pouco e contratou mais quatro, ou seja, desrespeita à justiça e ainda zomba da cara dela. Os quatro foram contratados em 05/09, 01/10, 14/10 e 03/11. Agora quer um número interessante? Os 100 concursados que foram convocados, aprovados no certame de 2012, custam para a companhia 47% dos 133 comissionados. Mas sabe porque? Os comissionados da chamada “Classe G” recebem salários a partir de R$ 7.500, na Classe H, R$ 8.500, na I, R$ 12.500, na L, R$ 13 mil e na M, 21.867,09.

Complicado né?

Ai fica difícil, realmente, a empresa se manter, investir e reerguer. O salário mais baixo, da Classe A, paga R$ 1.500, na B, R$ 2.500, na C R$ 3.500, na D R$ 4.500, na E, R$ 5.500 e na F R$ 6.500. Esses são os valores dos CDS que a CAERD, aquela empresa que o governo afirma ser “inviável” quer vender. Qualquer empresa que pague salários astronômicos desse porte vai quebrar mesmo. Até porque a produtividade não deve ser compatível com o valor do salário…

Nome de chuveiro

Renan Calheiros disse que “Onyx Lorenzoni parece nome de chuveiro”, se referindo ao deputado federal gaúcho, relator das 10 medidas contra a corrupção.  Na mesma fala, o presidente do Senado disparou, “com todo respeito e em favor dele, queria dizer que o teste de integridade vai fazer falta, porque pesava sobre ele uma acusação de ter recebido caixa dois da indústria de armas e seria uma oportunidade para que ele, nesse teste, pudesse demonstrar o contrário, com o meu apoio”. O gaúcho, que não gostou nem um pouco da brincadeira rebateu, “Bandido a gente enfrenta na delegacia e no tribunal. No caso dele, como tem foro privilegiado, vai ser no tribunal. Já assinei procuração e até o fim da tarde vou fazer uma interpelação judicial para que ele apresente provas da acusação que me fez. Ele, que já tem 12 ações no Supremo, talvez tenha a décima terceira – afirmou o deputado”. Com isso, já dá para ver que o terremoto institucional vai continuar reverberando por uns dias ainda.

Ecstasy poderá ser usado para tratar estresse pós-traumático

A FDA, agência americana que regula medicamentos e alimentos, aprovou na terça-feira um estudo clínico em grande escala sobre o uso de ecstasy – droga psicótica que dá a seus usuários uma sensação de felicidade – para tratar pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (PTSD, na sigla em inglês). A aprovação é um passo importante para o uso da droga como um medicamento. Se o novo estudo for bem sucedido, o ecstasy – também conhecido como MDMA, Molly e (oficialmente) metilenodioximetanfetamina – poderá ser disponibilizado publicamente para uso médico em 2021. O estudo de fase três é financiado pela Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos (Maps, na sigla em inglês), ONG criada em 1985 que luta em favor do uso médico de drogas consideradas ilícitas como MDMA, LSD e cannabis, e envolverá cerca de  230 pacientes. A Maps já subsidiou seis estudos fase II sobre o assunto, totalizando 130 pacientes. Em um deles, 66% dos participantes ficaram livres da doença. Outro estudo mostrou a redução dos sintomas de stress pós-traumático em 56% dos pacientes. Os exames de acompanhamento mostraram que a melhora durou mais de um ano após o fim da terapia.

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