Coluna – Confúcio acabou com a segurança em RO; sua timeline, leitor, prova isso

 Cenas de violência e queixas de roubos aparecem diariamente em postagens por todo o Estado; nomeações infelizes foram responsáveis por essa situação. Entenda

Em Pimenta Bueno

A cidade está em polvorosa desde a semana passada quando uma ação movida contra a prefeita Juliana Roque e seu vice foi julgada procedente pela juíza local. Mas a confusão não foi pelo mérito da ação em si, mas pelo modo como o recurso foi protocolado. O advogado de Juliana, Nelson Canedo enviou a defesa por email, coisa que, segundo ele, já havia sido feito anteriormente porque o fax da justiça (quem ainda usa isso?) estava sem funcionar. Protocolo aceito pelo cartório, mas negado pela juíza, resultado, recurso “fora do prazo” e “prefeita afastada”. Tudo isso, repito, sem entrar no mérito do processo. Nesta segunda-feira, a juíza eleitoral Jaqueline Conesuque determinou que a prefeita se mantenha no cargo até o julgado, ai sim, do mérito, para evitar instabilidade política.

Resposta ao email enviado pelo advogado para Pimenta Bueno

Enquanto isso

Em Brasília o Tribunal Superior Eleitoral se prepara para iniciar o julgamento da chapa Dilma/Temer a partir desta terça-feira, 6. E o clima promete esquentar. A PM, no DF, calcula que cerca de 10 mil pessoas estarão em frente ao TSE acompanhando a sessão. O resultado desse julgamento vai decidir os rumos do país pelos próximos anos.

MP 759/2016

Aprovada em sessão conjunta na semana passada, a medida Provisória 759/2016 que altera uma série de normas referentes a regularização fundiária e meio ambiente, vem sendo tema de questionamentos por parte do Ministério Público Federal que deve arguir, no STF a inconstitucionalidade do texto. Como é de praxe, alguns políticos mais afoitos, como o senador Acir Gurgacz (PDT) e o deputado federal Lúcio Mosquini (PMDB) correram para as redes sociais e para a imprensa para “elogiar” a MP, sem explicar os pormenores. Mosquini saiu-se com a clássica “milhares de rondonienses serão donos de suas terras”.

O problema

São as invasões, a insegurança jurídica em relação a propriedade e pode gerar o mesmo problema que tivemos com a Raposa Serra do Sol, que durante décadas foi uma área produtiva e de repente, em um julgamento do STF em 2009 decretou que a terra pertencia aos índios. O resultado foi um embróglio que acabou com a produção de arroz em Roraima. Isso é apenas para exemplificar o que pode vir a acontecer caso o presidente Michel Temer venha a sancionar mais essa irresponsabilidade do Congresso, que visando apenas o discurso fácil, ignora a Constituição.

Violência sem fim

Não sei se acontece apenas comigo, mas já estou cansado de ver na minha timeline imagens de câmeras de segurança com marginais matando, espancando, assaltando comércios e residências. Infelizmente são fatos rotineiros, quando deveriam ser exceções. E eis que na minha TL neste fim de semana, me deparo com imagens chocantes, o tesoureiro do Conselho Federal de Medicina, José Hiran Gallo, sendo arrastado e espancado por uma dupla de ladrões que invadiu uma loja. A seu lado, sua esposa, aflita, enquanto o marido sofria diversas agressões.

Isso é o retrato

Da impunidade, da crise, da falta de educação e de políticas sérias tanto na área de segurança pública quanto nas demais. Rondônia vem atravessando um dos momentos mais críticos na segurança desde que Confúcio Moura assumiu ele destruiu o setor, nomeando pessoas incompetentes para funções que deveriam ser ocupadas por gente qualificada. E exemplos não faltam. Confúcio já fez nomeações bizarras, mas a de Marcelo Bessa e seu time, que iniciaram esse desmonte foi a campeã. A Polícia Civil está sucateada, a Polícia Militar defasada.

Quer mais exemplos?

O hoteleiro Emerson Castro foi secretário de Educação e de Desenvolvimento antes de se alojar na Casa Civil; o “escritor-jornalista-poeta” Júlio Olívar foi secretário de Educação (?) antes de ser encostado como superintendente de Turismo; o administrador Florisvaldo Alves atualmente é secretário de Educação (?), mas antes dele passaram por lá Isabel Luz, que agora é superintendente de educação em Carapina, na Serra (ES); Jorge Elarrat e Fátima Gavioli. Se na educação ele melou tudo, na segurança não foi diferente. Depois da passagem desastrosa de Marcelo Bessa, Confúcio resolveu que Antônio Reis deveria comandar a SESDEC. Nem preciso comentar o resultado. As vítimas podem fazer isso.

Xingar ajuda a aliviar dores emocionais

A ciência já havia confirmado que xingar deixa você mais forte. Agora, você ganhou mais uma desculpa para falar palavrões. De acordo com estudo publicado no European Journal of Social Psychology, o xingamento tem o poder de aliviar a intensidade das dores emocionais, como o fim de um relacionamento ou situações mais comuns de stress psicológico, o que os especialistas definiram como “dificuldades sociais de curto prazo”. Estudos anteriores já sugeriram que os xingamentos podem melhorar a performance de atletas e aliviar as dores físicas. “Ainda há especulações sobre por que xingar em voz alta tem esse efeito nas dores físicas e sociais, mas é evidente que não é apenas uma reação aleatória a um dedo dolorido ou um coração partido”, disse Michael Phillip, principal autor da pesquisa, ao Daily Mail. Porém, cuidado ao exagerar na dose. Segundo os pesquisadores da Universidade Massey, na Nova Zelândia, quando ditos em excesso podem reduzir esses benefícios. Em comparação, os que não xingavam e escreveram sobre eventos perturbadores relataram maior nível de dor. Eles também mostraram maior sensibilidade à dor física. Já os que puderam xingar enquanto reviviam os momentos angustiantes, sentiram menos dor emocional. Enquanto isso, não houve evidências de maior sensibilidade à dor física. Essas descobertas sugerem que tanto a dor física quanto a emocional são similares e que o ato de xingar reduz os efeitos dessa angústia. No entanto, os cientistas afirmam que falar palavrões não é uma solução para pessoas com problemas sociais e emocionais sérios.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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1 Comentário

  1. Senhor Alan Alex, parabéns pelo seu trabalho, é raro ver matérias locais com tamanho teor de veracidade e indo ao encontro do clamor do povo rondoniense. Além da segurança, temos a educação defasada, que ao invés de ser um fator transformador da sociedade, é tratada com descaso, e a saúde sucateada, com a população perecendo por atendimentos básicos, garantidos pelos impostos que pagamos. Olhe para os servidores concursados, representantes do Inmetro em Rondônia, que recebem baixíssimos salários (é ridículo de tão irrisório que é!) e que mesmo lançados ao descaso do governador, executam uma fiscalização de prestígio, atestando a qualidade nos bens/serviços fornecidos à população rondoniense. Enquanto tivermos essa política de “gestão da cooperação” estaremos sempre em regresso.

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