Coluna – Confúcio, Raupp, Maurão, Acir ou Nazif, um desses será traído em 2018

E ainda, em Porto Velho, governo, prefeitura e empresários se unem para criarem juntos, mosquitos aedes com todo conforto e carinho que o dinheiro público pode comprar

Aedes

Que o poder público no Brasil é negligente e irresponsável, não é novidade alguma, mas aqui em Porto Velho as coisas estão fugindo aos limites da aceitabilidade. A quadra do colégio Padrão, que incendiou há alguns anos e está abandonada virou um verdadeiro criadouro de mosquitos e outras peçonhas. Mês passado um grupo que se autodenomina “ativistas de plantão” esteve no local e fez uma limpeza dentro de suas limitações. A prefeitura se comprometeu a resolver o problema de uma vez por todas, mas não fez. Já o governo, cujo principal propagandista contra o mosquito aedes é o próprio governador, mantém seus criadouros próprios, como o prédio da antiga Procuradoria e os pátios do Detran e quintais de delegacias abandonadas.

Porém

Ao mesmo tempo os mesmos governo e prefeitura gastam milhares de reais em publicidade para convencer você, leitor, a combater o mosquito em sua casa. Se for encontrado um vasinho de plantas com um pouco de água, é capaz de você ser até multado, mas eles não fazem sua parte. E ainda tem os dois esqueletos de prédios e do terreno abandonado na esquina da Pinheiro Machado com Marechal Deodoro, todos pertencentes a familiares do Chefe da Casa Civil do governo, que há anos causam transtornos à população de Porto Velho.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Os prédios

Criaram um impasse. Um deles, situado em frente ao Aquarius Selva Hotel apresentou problemas estruturais. Foram feitas as adequações exigidas, mas os compradores perderam a confiança e entraram com ações. O mausoléu está abandonado enquanto a coisa se arrasta na justiça. Sentenças já foram decretadas, inclusive com penhoras, porém, a empresa Aquarius Construtora, Administradora e Incorporadora de Bens Ltda está inativa e os oficiais de justiça não conseguem nenhum bem ou dinheiro para ressarcir os compradores.

Em 2009

O Ministério Público do Estado moveu Ação Civil alegando que o prédio colocava em risco a vida da população. A prefeitura, na época comandada pelo petista Roberto Sobrinho e por Emerson Castro (filho do dono do prédio e vice-prefeito), recorreu da Ação, junto com a empresa para que houvesse a desinterdição da área próxima ao prédio, que ficou fechada por meses devido ao risco que oferecia. A mesma decisão permitia que a empresa não desse continuidade às obras do empreendimento “enquanto não obtivesse autorização específica do Município de Porto Velho, inclusive para os trabalhos de recuperação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil”. Basta passar pelo local para saber o resultado dessa confusão.

Outro prédio

Que também causa desconforto a quem vive na capital e é um enorme criadouro de mosquitos e peçonhas fica em frente ao Porto Velho Shopping, que também pertence a Aquarius Administradora de Bens e está abandonado não se sabe se por problemas estruturais, falta de dinheiro ou bloqueio judicial. A família Castro também é proprietária de um terreno na Avenida Marechal Deodoro com Pinheiro Machado. E sabe-se lá o que tem por trás dos tapumes, já que no local funcionava um posto de gasolina.

Mas não só os Castro

Responsáveis pelo abandono de áreas na cidade. Na mesma Marechal Deodoro, que termina na Avenida Calama, duas galerias uma em frente a outra estão caindo aos pedaços há anos e o proprietário deveria ser multado só por permitir aquela imundície. O que um dia foram salas comerciais, estão sem telhado, tomados pelo mato e claro, por peçonhas de todos os tipos. Se a dengue, Zika e outras pragas precisam de um local para se proliferar, Porto Velho é o paraíso. E por enquanto, matar o mosquito mesmo, só em propaganda, porque na prática só temos foguetório de autoridades.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Vai ter que depor

O Conselho Nacional do Ministério Público derrubou a decisão que havia suspendido o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ministério Público de São Paulo que investiga a compra do triplex no Guarujá. O pleno do Conselho se reuniu nesta terça-feira e Lula deve depor nos próximos dias. Com isso, a situação do ex-presidente se complica.

E fica pior

Reportagem da Folha de São Paulo de 2010 resgatada pelo blog O Antagonista revela que José Carlos Bumlai corria a sacolinha nessa época, junto às empreiteiras para angariar recursos para a construção da sede do Instituto Lula. Nesse período a imprensa brasileira achava Lula “bunitinho” e ninguém falava nada.

Indecisão

O deputado estadual Maurão de Carvalho vai mudar de partido e isso não é nenhuma novidade. Ele está na dúvida entre o PMDB e o PRB. O PMDB soltou o ‘canto da sereia’ nos ouvidos de Maurão e ele está indo para uma armadilha coberta por promessas fáceis, discursos de compromissos e toda aquela ladainha que os políticos adoram contar. O problema da ida de Maurão para o [su_frame align=”right”] [/su_frame]PMDB é que a conta não fecha, e por um detalhe, alguém vai ser traído.

Explico

O PMDB tem dois nomes para o Senado em 2018, Valdir Raupp e Confúcio Moura, que está igual gato, arranha e esconde as unhas em relação a seu futuro político. Tem que administrar ainda uma aliança com o senador Acir Gurgacz, que todas as projeções dão como certa sua eleição ao governo. Mas o PMDB sabe que uma dobradinha entre Raupp/Confúcio não funciona. Então um dos dois vai para o sacrifício. Em relação à Maurão, tem o interesse real dele em disputar o governo em 2018. Ele não quer ser deputado federal e não quer mais ser estadual. Mas, que garantia ele tem, de fato, que a legenda vai lhe abrir espaço?

Já no PRB

Apesar de ser uma legenda pequena, estaria nas mãos de Maurão, que poderá decidir seu futuro com mais tranquilidade. O problema de Maurão são as “sereias” que ficam em seus ouvidos com aquele canto bonito.

E Gurgacz

Atualmente observa a movimentação das eleições desse ano. Aliado de Nazif, conta com o apoio do ‘brimo’ para sua eleição em 2018. Agora em 2016 o PDT está no modo ‘standby’, se Nazif não conseguir convencer o PMDB a vir junto no projeto de reeleição, o vice deve vir do PDT. De novo. Há que se levar em consideração o fato que em 2018 Nazif possa, dependendo claro dos resultados desse ano, também disputar o senado ou o governo. Ele é mais um fator à ser considerado nessa migração de Maurão para o PMDB.

Clínica Mais Saúde informa – Dirigir triste ou com raiva causa mais acidentes do que falar ao celular

Se estiver com raiva ou triste, não dirija. Essa é recomendação de um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A pesquisa, realizada por cientistas do Instituto de Transportes da Virginia Tech, nos Estados Unidos, mostrou que dirigir quando se está com o estado emocional alterado é muito mais perigoso do que distrações, como usar o telefone ou o painel de entretenimento do carro. Para chegar a estas conclusões os pesquisadores analisaram dados de 905 acidentes graves e mediram os riscos com a direção. Os veículos envolvidos nos acidentes faziam parte do Programa de Direção Naturalista e eram equipados com radares, câmeras e sensores. Isso permitiu que os autores tivessem acesso a informações detalhadas sobre a dinâmica dos acidentes. Os resultados mostraram que fatores relacionados ao motorista, como fadiga, erro, alterações emocionais e distração, estavam presentes em quase 90% das colisões. Os autores concluíram também que distrações, como falar o telefone ou o painel de entretenimento do veículo, dobram as chances de colisões. Dirigir com o estado emocional visivelmente abalado aumenta esse risco em 9,8 vezes. As ações que mais aumentam o risco de acidentes de trânsito são: digitar no celular (12 vezes), guiar bem acima dos limites de velocidade (13 vezes) e dirigir drogado ou embriagado (35 vezes). Por outro lado, para surpresa dos pesquisadores, aplicar maquiagem enquanto dirige ou ficar muito próximo ao veículo da frente praticamente não estiveram presentes nos acidentes analisados. Já interagir com crianças que estão sentadas no banco traseiro mostrou ter um efeito protetor, diminuindo a probabilidade de risco.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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