Coluna – “Conserto Rondônia em seis meses de governo”, diz Ivo Cassol

Senador declarou ainda que “candidatura de Maurão nasceu morta” e que ele disputa o governo mesmo sob liminar; e ainda, governo de RO recusa programa de capacitação do MTur

Enrolado

O senador Ivo Cassol está otimista em relação a sua condição política. Essa semana, em conversa com PAINEL POLÍTICO, ele declarou que está realmente disposto a enfrentar o processo eleitoral em 2018 para ocupar o Centro Político Administrativo a partir de 2019 como governador e vai concorrer com liminar, se for necessário. Atualmente pesa contra o senador uma condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de 4 anos e 8 meses, além de multa, que está em grau de recurso na discussão sobre a dosimetria da pena. Para Cassol, não houve dolo em seu procedimento quando foi prefeito de Rolim de Moura (ele é acusado de fragmentar uma licitação para favorecer empresas de parentes), e é nesse ponto que ele se apega para discutir o assunto.

De acordo com Ivo

Existe um novo entendimento no Tribunal de Contas da União sobre casos similares ao seu e esse será seu argumento, caso venha a perder o recurso que ainda não tem data para ser julgado. Seus advogados já estão com outra peça pronta para ser discutida. Questões técnicas a parte, vamos nos ater a política. O senador negou que sua irmã Jaqueline venha a ser candidata ao governo, “ela trabalha com a possibilidade de vir disputar uma cadeira como deputada federal”, afirmou. E é exatamente essa composição que ele vislumbra para as eleições do ano que vem. Ele também não esconde que ficaria satisfeito em repetir a dobradinha que fez com Expedito Júnior em 2006, “é hoje o candidato mais forte ao Senado, sem dúvida nenhuma”, declarou.

E a Lava Jato?

Cassol foi citado pelo executivo da Odebrecht Henrique Valadares em delação premiada, e foi acusado de ter recebido R$ 2 milhões em propina, além do pagamento de uma viagem de férias com toda sua família para os Estados Unidos quando era governador. Quando toquei no assunto ele foi incisivo, “não passa de um monte de bobagens. O cara disse que eu fui para Nova York, nunca estive lá. Fui com minha família para Miami uma única vez, paguei tudo com meus cartões de crédito e tenho as faturas para provar. Eu era mesmo ‘garoto propaganda’ das usinas porque acreditava que aqueles empreendimentos seriam importantes, como foram, para a economia do Estado”, afirmou. E completou, O o próprio Marcelo Odebrecht disse que o setor de propinas estava descontrolado, eram tantos pagamentos que eles se perdiam. Eu tenho minha consciência tranquila em relação a essa questão”. Cassol também afirmou que ainda não foi oficialmente informado sobre a denúncia.

Isenção às usinas

Na conversa disse ao senador que o agora conselheiro do Tribunal de Contas e ex-secretário de Finanças de Confúcio Moura teria dito, em audiência pública na Assembleia Legislativa que o projeto de isenção das usinas havia iniciado em sua gestão, quando governador. Cassol respondeu rápido, “não teve nada disso. O que aconteceu foi que, de fato começamos a discutir esse assunto em meu governo, mas ai ficou claro que o Estado teria prejuízos, não fazia sentido a gente abrir mão. Tanto que o projeto foi engavetado e foi retomado no governo de Confúcio. Eu não faria isso. Quem me conhece sabe bem que no meu governo a máquina de fiscalização e arrecadação funcionavam. Não tem o menor cabimento eu abrir mão de receita para Rondônia. Tanto que eu fui para a Assembleia Legislativa me colocar contra essa isenção e denunciei também esse absurdo”, esclareceu.

E a candidatura de Maurão?

“Nasceu morta”, respondeu curto, e emendou, “não pelo Maurão, ele é uma pessoa boa, que tem suas qualidades, mas não acredito que tenha espaço dentro do PMDB”. E continuou, “Maurão ficou chateado naquela ocasião em que não conseguiu ser candidato pelo PP ao governo, e apesar de tudo a gente ainda deixou ele ser candidato pelo partido. O regimento interno poderia ter impedido, mas como ninguém recorreu, a gente deixou para lá. Ele deveria se fortalecer politicamente, continuar fazendo uma boa gestão na Assembleia, mas não creio que ele consiga entrar na disputa de fato”, afirmou.

“Tem jeito”

Perguntei ao senador se “Rondônia tem jeito”, e ele respondeu rápido, “tem jeito. Eu conserto toda essa bagunça em seis meses de governo”.

E fechando

O italiano está mais tranquilo em relação a seu futuro político. Repetiu diversas vezes que “fez e continua fazendo sua parte” e que “tem a consciência tranquila” em relação as acusações que pesam contra ele, e acredita que mesmo com todos os obstáculos que interpõe entre ele e o comando do CPA, vai conseguir vencer “com a ajuda de Deus e do povo de Rondônia”.

Falando em Rondônia

O deputado federal Luiz Cláudio deu uma informação preocupante (mas não surpreendente) sobre o turismo no Estado. Ele foi informado pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão que o governo de Rondônia recusou recursos para um programa de capacitação de jovens em 2016, sem nenhuma explicação. O deputado soube ainda que no Estado apenas a BR 364 e a cidade de Porto Velho estão cadastrados no MTur. O restante aparece com as classificações C e D, ou seja, praticamente inexistentes. Luiz Cláudio é membro titular da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados.

Dia 31

Termina o prazo dos municípios reunirem documentação para encaminhar ao MTur. Esta é a primeira etapa do processo que irá consolidar o novo cenário do turismo nacional. O próximo passo é a validação dos documentos pelos Estados e, posteriormente, a divulgação do novo mapa pelo Ministério do Turismo. A partir de 01 de junho, segundo cronograma estabelecido pela Pasta, começa o prazo para inserção dos documentos no Sistema de Informações do Programa de Regionalização do Turismo e validação das Regiões Turísticas junto aos Fóruns e/ou Conselhos Estaduais de Turismo. O processo de atualização, que será conduzido pelos gestores locais, termina em 31 de julho. Prefeitos, não esperem por esse secretário de Turismo do governo não. É perda de tempo. Pegue mais informações AQUI.

Vitamina D reduz risco de menopausa precoce, revela estudo

Uma alimentação rica em peixes oleosos, como salmão, atum e sardinha, e ovos – ricos em vitamina D – pode evitar a menopausa precoce. De acordo com estudo publicado no periódico científico American Journal of Clinical Nutrition, o consumo de vitamina D através de alimentos e suplementos pode reduzir o risco da menopausa antes dos 45 anos em até 17%. Já os alimentos ricos em cálcio mostraram uma redução de 13%. Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, analisaram 116.430 mulheres que trabalharam na área da saúde durante duas décadas. Durante esse período, as participantes registraram sua dieta em cinco ocasiões e 2.041 mulheres entraram na menopausa. Estudos anteriores já haviam sugerido que a vitamina pode retardar o envelhecimento dos ovários. Cerca de uma a cada dez mulheres enfrenta a fase da menopausa precoce – antes dos 45 anos -, aumentando os riscos de osteoporose, doenças cardíacas e diminuindo a fertilidade. Uma mulher que entra na fase da menopausa aos 43 anos, por exemplo, pode enfrentar problemas de fertilidade por volta dos 33 anos. “Estudos procuram por algo que possa reduzir esses riscos. E a dieta, que pode ser facilmente alterada, tem grande implicação na saúde da mulher.”

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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