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Coluna – Decisão do TRE em cassar Confúcio deflagra crise de autoridade

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Governo que já estava em situação de fragilidade no primeiro mandato ficou acéfalo após cassação

Meio ambiente

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou relatório mostrando que o desmatamento na região Amazônica continua alto. Na verdade, 282% em relação ao mesmo período do ano passado e o Mato Grosso lidera o ranking dos estados que mais devastam áreas verdes (35%), seguido por Pará (25%) e Rondônia (20%). Evidente que debater essa questão é chover no molhado. O “avanço do progresso” é o principal responsável por esses índices que só aumentam.

Mas o problema

É que os mecanismo de controle tentam, se esforçam mas não conseguem obter resultados positivos, e podemos elencar uma série de fatores, tais como falta de pessoal, derrubadas clandestinas e por ai vai. O mais lógico, e prudente, seria o Estado Brasileiro demarcar essas regiões e estabelecer políticas efetivas de controle. Fazer de conta que proíbe e fiscaliza só aumenta a clandestinidade, e o pior, não se tem controle sobre a situação. Ao mesmo tempo, temos organizações não governamentais que ganham milhões atuando na região, e nenhuma delas consegue reduzir o desmatamento.

Esse modelo

Que o Estado brasileiro utiliza é falho em todos os sentidos. Prova disso é a quantidade absurda de minérios que nos são roubados diariamente. Ouro e diamantes são garimpados em Rondônia, na cara dura e as autoridades tentam, mas não conseguem evitar o descaminho. Esta semana, por exemplo, uma dupla foi presa no Mato Grosso em posse de R$ 2 milhões em diamantes extraídos da Reserva Roosevelt. A falta de uma política de exploração, com controle, permite esse tipo de aberração. Os ambientalistas dizem que se liberar piora, mas pior ainda é deixar como está.

Perdas

Por causa dessa política tivemos exploração de madeira clandestina durante anos, e ainda temos, garimpos ilegais e muitos, mas muitos prejuízos, incalculáveis. Se essas explorações fossem taxadas e controladas pelo Estado, teríamos uma imensa fonte de arrecadação e também de controle ambiental, porque o Estado passaria, de fato, a saber o que está saindo. Mas essas ações obtusas nos deixam isolados e pobres. E nossa bancada federal não se mexe no sentido de pelo menos reclamar.

Crise de autoridade

A cassação de Confúcio Moura pelo Tribunal Regional Eleitoral no último dia 5, agravou ainda mais o comando do Estado. Confúcio, que já chegou a ser chamado de “banana” pelo ex-diretor do Hospital João Paulo II durante o primeiro mandato, entrou no segundo sendo cassado e tendo que administrar uma situação que está cada vez mais complicada, a língua do vice, Daniel Pereira (PSB).

Pessoas próximas

Garantem que o governador já mandou diversos recados para Pereira, mas o vice tem feito ouvidos de mercador em relação as ordens do governador. Daniel está proibido de falar em nome do Executivo, mesmo assim, no último dia 13, em Vilhena, ele “deu pitaco” na decisão do Tribunal Regional Eleitoral e saiu com a seguinte pérola, “não é justa uma a decisão tomada por 7 pessoas ser mais forte do que de 250 mil que nos escolheram pra comandar Rondônia”. Por causa dessa frase aí, ele levou mais um “puxão” do Palácio.

Tem gente

Que jura ter ouvido Confúcio dizer que está arrependido pela indicação do PSB, “era melhor o Mário Medeiros, ele fala menos”, teria dito Confúcio.

Contando os dias

O novo Procurador-Geral do Ministério Público Airton Pedro Marin Filho, eleito este mês para conduzir o Ministério Público Estadual pelos próximos dois anos deve ser empossado em maio e o governo vem contando as horas para que isso aconteça. Confúcio confidenciou a pessoas próximas que não aguenta mais a tensão que ele vivenciou durante todo o ano de 2014 e início de 2015, temendo por novas operações. A cada “tic-tac” o alvoroço no Palácio e em algumas casas era imenso. Não é que o novo PGJ vá engavetar as investigações em andamento, mas é que Marin tem um perfil mais técnico do que operacional em relação a Héverton Aguiar. O que isso quer dizer exatamente, só o tempo irá mostrar.

De qualquer forma

O governo vem dando ampla cobertura a sucessão no Ministério Público. A euforia é perceptível.

Insônia

Entre a turma do primeiro e segundo escalão do governo o clima é de intranquilidade. De um lado, a turma do “não esquenta que não vai dar nada” espalha que “já está tudo acertado” pelas bandas do Tribunal Regional Eleitoral e avisam que “a coisa vai esfriar”. De outro lado a turma do “meu Deus vou ficar desempregado” começa a tentar articular uma boquinha no grupo do ex-senador Expedito Júnior, provável sucessor de Confúcio. De certo mesmo só o aumento no consumo de medicamentos ansiolíticos, aqueles que colocam a turma para dormir cedo.

Na Assembleia

Uma situação inusitada aconteceu durante uma tentativa de visita do deputado Jesuíno Boabaid ao Centro de Correição da Polícia Militar, em Porto Velho. Ele foi proibido pelo diretor da unidade de entrar sob a alegação de que “existia uma portaria com essa determinação”. O oficial deve ter esquecido que Jesuíno agora não é mais praça, e sim deputado estadual, e como tal, investido das prerrogativas do cargo. O deputado Léo Moraes, que integra a Comissão de Direitos Humanos da Casa oficiou o Comando Geral para que o major compareça à Assembleia na próxima quarta-feira para prestar esclarecimentos e já avisou que se o oficial não for, corre o risco de ser trazido pela polícia legislativa. Pelo jeito o clima vai pesar.

Atuação

E Léo Moraes declarou que pretende atuar com firmeza na Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia, que durante anos dormiu em berço esplêndido. Ele já deu início a uma série de apurações baseadas em denúncias e vai “mexer o caldo”. Parece que dessa vez as comissões, ao menos essa, servirá para algo mais do que apenas alguns comissionados a mais no gabinete.

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Tomar leite ajuda a aliviar dor de estômago?

O leite é tido como um remédio natural e poderoso e, até os anos 80, era recomendado a pacientes com úlceras no duodeno (parte inicial do intestino delgado, logo após o estômago) para aliviar dores e mal-estar. Mas, ao contrário do que muitos pensam, em vez de aliviar a dor, o leite pode aumentar o desconforto do doente. O leite tem pH ligeiramente ácido, embora bem menos ácido do que o do suco gástrico produzido pelo estômago. Durante muito tempo acreditou-se que a bebida tinha a propriedade de neutralizar o pH dentro do estômago e diminuir a dor. De fato, o leite age como uma barreira temporária entre o suco gástrico e a parede do estômago, mas estudos concluíram que ele estimula a produção de ácido, o que pode fazer com que o paciente volte a sentir dor após um período curto de melhora. Um desses estudos foi feito em 1976. Os voluntários tiveram seus estômagos esvaziados e foram alimentados com leite por meio de uma sonda introduzida no nariz. Uma hora mais tarde, o conteúdo dos estômagos dos participantes passou a ser retirado para medir a quantidade de ácido gástrico produzida. Os pesquisadores descobriram que o leite provocava um aumento na secreção de ácido gástrico nas três horas posteriores a sua ingestão. Aliás, isso não acontece apenas quando bebemos leite. Estudos comparando café, chá, cerveja e leite concluíram que todas essas bebidas estimulam a produção de ácido pelo estômago. Em suma, embora o leite cubra temporariamente a parede do estômago, esse alívio terá duração curta – cerca de 20 minutos. Ou seja, pode trazer inúmeros benefícios à saúde, mas não ajuda a amenizar dor estomacal.

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