[su_frame align=”right”] [/su_frame]Preocupação

O governo começa a se movimentar para tentar vencer Expedito Júnior neste segundo turno das eleições. O candidato a vice-governdor, Daniel Pereira andou declarando por ai que “servidor que tem cargo em comissão (CDS) no Governo e não trabalha pela reeleição de Confúcio deve ser imediatamente mandado embora”, e afirmou já ter tratado desse assunto com o próprio governador. Bom, não é nenhuma novidade que CDS é cargo de confiança, mas pelo tom de Pereira devem ocorrer demissões no governo em breve.

Vale lembrar

Que o cargo comissionado não é propriedade particular do gestor, muito menos do candidato. A natureza jurídica do cargo (ad nutum) correspondente à oportunidade e conveniência ao efetivo interesse da Administração Pública. Não do gestor/candidato particularmente. O cargo comissionado é disponível apenas ao interesse público. Nunca ao gestor, ao seu talante, ao seu arbítrio. O uso de cargo comissionado no interesse particular constitui prática de ato de improbidade administrativa, previsto no art. 9º, IV, da Lei Federal nº 8.429/92. A simples declaração pública já é merecedora de intervenção do Ministério Público.

Portanto

Essa história pode render muita dor de cabeça a coligação de Confúcio Moura. A “onda amarela” pode virar uma “onda marrom”.

Abusos

Ainda no começo do processo eleitoral a coluna chamava a atenção para inúmeros abusos que vinham sendo cometidos por alguns pré-candidatos, entre eles o ex-diretor do DER, que foi eleito deputado federal, Lúcio Mosquini. Mesmo estando fora do governo, ele participava de solenidades e chegava a sentar na mesa de autoridades. Qualquer pessoa que tenha percorrido o Estado durante a campanha eleitoral percebeu a quantidade absurda de material de campanha do então candidato. E Mosquini declarou ter arrecadado R$ 319 mil e alega ter gasto R$ 178.951,24. Mariana Carvalho, cuja campanha foi focada apenas em Porto Velho declarou ter gasto R$ 264.984,28. Então tem coisa muito, mas muito errada mesmo nessas contas.

Para exemplificar

Um dos supostos doadores de campanha de Mosquini fez contato com a coluna quando teve seu nome divulgado. Ele alegou não ter feito nenhuma doação. Ao ser confrontado com o sistema do Tribunal Regional Eleitoral, onde constava o nome de sua empresa e CNPJ, ele contactou Mosquini. O então candidato alegou “erro de digitação” e para evitar maiores problemas encaminhou uma declaração “corrigindo” a falha. Mas seria bem interessante o Tribunal Regional Eleitoral olhar com lupa essas contas. Se procurar, acha.

Alerta

Já que estamos em época de “ficha limpa” e “renovação na política”, as autoridades competentes poderiam esmiuçar com mais calma essas contas de campanha e impedir esses abusos antes da diplomação dos eleitos. Essa história a gente já sabe como termina, o sujeito é empossado e as ações emperram nas instâncias superiores. E nem adianta culpar o eleitorado. Se brasileiro soubesse votar não precisaríamos de uma lei para impedir que condenados fossem candidatos. Nem os que abusam do poder político e econômico.

Falando nisso

No Ministério Público do Estado avançam as investigações sobre a denúncia de enriquecimento ilícito por parte do ex-secretário de Confúcio Moura. Quem conhecia Mosquini antes dele ser assessor do governo, garante que ele tinha uma vida modesta. Não é bem assim atualmente. Ele é dono de postos de combustíveis em Jaru e Porto Velho, além de ter comprado uma fazenda e caminhões de transporte de combustíveis. Isso tudo durante o período em que estava no governo.

No Paraná

O empresário Assis Gurgacz, pai do senador Acir Gurgacz concedeu entrevista a uma rádio de Cascavel e tentou explicar a investigação do Tribunal de Contas da União e a denúncia do Ministério Público Federal sobre um suposto desvio de recursos públicos através da Fundação Assis Gurgacz em um programa de inclusão digital. O projeto previa a compra de dois ônibus, mas o patriarca afirma ter “comprado quatro usados”. O problema é que os usados pertenciam a empresas dele próprio e foram pagos, segundo o TCU, “os quatro veículos, ano 1996 com os equipamentos e adaptações discriminadas no edital não excederia a R$ 120 mil a unidade, ou R$ 480 mil no total, indicando um sobrepreço de cerca de R$ 528 mil, e isso se cada veículo, sem os equipamentos, fosse comprado no mercado a R$ 50 mil, situação que não ocorreu, visto que os veículos já eram de propriedade do mesmo grupo empresarial”.

Ele também

Não esclareceu uma série de outros apontamentos feitos pelos técnicos do TCU. No último dia 30 de setembro o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra o presidente e diretores da Fundação Assis Gurgacz (FAG), Assis Gurgacz, Jaqueline Aparecida Gurgacz Ferreira e Assis Marcos Gurgacz, entre outros envolvidos, por crimes de peculato e fraude em licitação. De acordo com o MPF, os acusados desviaram R$ 4.571.825,50 em valores atualizados, do Governo Federal. Durante a campanha, PAINEL POLÍTICO publicou essa denúncia. Gurgacz pediu direito de resposta ao Tribunal Regional Eleitoral alegando “não ter nada a ver com a Fundação”. A justiça eleitoral entendeu ser im possível dissociar o senador dos atos da instituição, “principalmente porque um dos denunciados é primeiro suplente do senador”. O pedido foi indeferido.

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Consciência pode permanecer por até três minutos após a morte, diz estudo

Aquele túnel com uma luz brilhante no fundo e uma sensação de paz descritos por filmes e outras pessoas que alegaram ter passado por experiência de quase morte podem ser reais. No maior estudo já feito sobre o tema, cientistas da Universidade de Southampton disseram ter comprovado que a consciência humana permanece por ao menos três minutos após o óbito biológico. Durante esse meio tempo, pacientes conseguiriam testemunhar e lembrar depois de eventos como a saída do corpo e os movimentos ao redor do quarto do hospital. Ao longo de quatro anos, os especialistas examinaram mais de duas mil pessoas que sofreram paradas cardíacas em 15 hospitais no Reino Unido, Estados Unidos e Áustria. Cerca de 16% sobreviveram. E destes, mais de 40% descreveram algum tipo de “consciência” durante o tempo em que eles estavam clinicamente mortos, antes de seus corações voltarem a bater. O caso mais emblemático foi de um homem ainda lembrou ter deixado seu corpo totalmente e assistindo sua reanimação do canto da sala. Apesar de ser inconsciente e “morto” por três minutos, o paciente narrou com detalhes as ações da equipe de enfermagem e descreveu o som das máquinas.

News Reporter
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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