Coluna – Delegados são acusados de pressionar DGPC para evitar novas contratações

Eles querem manter número mínimo para poder garantir carreira jurídica e reajuste salarial em 2017

Cerca de 800

Essa é a quantidade de “gente boa” andando por ai com tornozeleiras eletrônicas apenas em Porto Velho. Resolveram o problema de lotação nos presídios, mas deixaram à população à mercê da vagabundagem, já que os critérios para utilização desse equipamento vem deixando à desejar. O último incidente envolvendo um dos “gente boa” aconteceu no último domingo, quando ele, após assaltar várias pessoas pela cidade, resolveu que era boa idéia apontar um simulacro de revólver para um policial militar. Como resultado, levou um tiro no peito e foi usar tornozeleira no além.

Violência sem fim

Não sei se a impressão é só minha e da população, e talvez lá pela Sesdec e Comando Geral da PM não estejam chegando informações, mas a criminalidade disparou em Porto Velho nos últimos meses. Pior que não dá para perceber uma reação por parte das autoridades responsáveis pela nossa segurança, pelo contrário, parecem estar inertes e alheias a questão.

Mas quer saber o que funciona?

Um grupo de delegados da Polícia Civil estaria fazendo pressão sobre o diretor geral para que ele evite chamar um maior número de Candidatos aprovados no último concurso (2014) para o cargo de Delegado. Isso se deve pelo fato de que, no início do ano passado, 2015, foi aprovada a Emenda Constitucional nº97, tornando a o Cargo de Delegado de Polícia Civil, de Carreira Jurídica, com isso elevou  a sua remuneração á subsídio com o teto de que corresponderá a 90,25% (noventa vírgula vinte e cinco por cento) do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Acontece

Que esse aumento só poderá ser dado por Lei de iniciativa do Chefe do Executivo. Durante as “conversas”, os delegados acordaram somente aprovar a PEC da carreira jurídica, sem nenhum aumento, a partir de 2017. E é justamente nesse ponto que vários delegados são contra o aumento de efetivo no quadro funcional. Este grupo de delegados chegou a elaborar um documento quem contém nove motivos para não contratar mais delegados, tudo com um só objetivo, de ano que vem, 2017, pleitear o o aumento do seus subsídios.

Não são todos

Os delegados que concordam com a estagnação da Polícia Civil em prol de interesses pessoais Muitos estão sendo sacrificados nas delegacias da capital e no interior, são contra, e cobram diuturnamente novos delegados. As informações vem circulando entre os próprios delegados e agentes e promete acirrar a discussão.

Um juiz

Sabia que Porto Velho tem apenas um juiz responsável pelas audiências de custódia de presos?

Enquanto isso

O jornal O Globo revela que nos Correios ha um funcionário comissionado (em cargo de chefia) para cada dois servidores. Muito cacique para pouco índio. Os Correios farão concurso público para contratar 9 mil funcionários, mas têm exatamente a mesma quantidade em licença-médica, além de 4,5 mil aposentados por invalidez. Há 47 ações na Justiça do Trabalho contra a empresa, sendo a maioria por descumprimento da legislação. Os carteiros são obrigados a caminhar até 15 quilômetros por dia, carregando sacolas com 11kg nas costas – um sistema da década de 70. Um grupo pequeno usa motos, mas a estatal não paga seguro nem da frota nem individual, o que obriga o trabalhador a arcar com as despesas do próprio bolso se for comprovada sua culpa em um acidente. Só em São Paulo, 628 funcionários têm um passivo a pagar de quase R$ 1 milhão.

Tem mais

Com salário bruto de R$ 850, os trabalhadores da chamada área fim (70% do quadro) recebem quase o mesmo (R$ 741) com o auxílio-alimentação, benefício que não conta para aposentadoria nem FGTS. Sem estímulos, a estatal perde funcionários para outros órgãos.

A pergunta é:

Porque o Brasil ainda não privatizou os Correios, que já foram sinônimo de eficiência no passado, mas atualmente é sinônimo de irritação por parte dos usuários. Nem o Sedex funciona mais com a agilidade que deveria. Uma estatal inchada, com diretoria com altos salários e mais uma turma pendurada em sindicatos. Michel Temer deveria aproveitar o início de sua gestão desaparelhando o Estado e poderia começar vendendo esses elefantes.

Democráticos, pero no mucho

Cuba e Venezuela, dois exemplos enfadonhos e maltrapilhos de ditadura resolveram criticar o impeachment. Uma ilhota no Caribe, administrada pela família Castro desde os anos 60 e a Venezuela, que tem dois dias úteis na semana, a população passa fome porque faltam produtos nas prateleiras e é comandada por um lunático, dizem que sofremos “um golpe”…sinceramente, nem dá para levar a sério…

 

Clínica Mais Saúde informa – Trabalhar ao ar livre triplica o risco de câncer de pele

Após cinco anos de trabalho, profissionais que realizam suas atividades ao ar livre têm três vezes mais chances de desenvolver câncer de pele do tipo não melanoma, quando comparados a outros trabalhadores. A conclusão é de um estudo publicado recentemente no periódico cientifico Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. Esse tipo de tumor é o mais comum entre os tipos de câncer de pele e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. “O câncer de pele não melanoma virou uma epidemia e a grande preocupação é que, nos últimos anos, a incidência na população jovem, na faixa dos 30 anos, aumentou muito devido à maior exposição ao sol desde cedo e ao fato de termos muitas pessoas com pele clara em um país tropical, como o Brasil.”, diz Alexandre Filippo, dermatologista e presidente do Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Os pesquisadores concluíram também que ficar exposto diariamente ao sol triplica o risco de quetarose actínica, uma lesão causada por dano solar que pode levar ao câncer – entre 40% e 60% dos tumores começam por causa de queratoses mal tratadas. A melhor forma de evitar estas lesões e o câncer de pele em geral é protege-se contra a radiação dos raios ultravioletas (UV). Isso pode ser feito por meio do uso – e da reaplicação – constante de filtro solar, dar preferência a roupas coloridas ou escuras e longas (calças e camiseta de manga comprida) e o uso chapéu.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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