Coluna – Demissões na IMMA são o começo do agravamento da crise

Oportunismo politiqueiro e irresponsabilidade dos gestores arrastaram Porto Velho para a condição atual

Sem noção

A falta do que fazer por pura incompetência gera umas coisas completamente sem sentido. A Secretaria de Turismo do Estado de Rondônia, órgão que deveria estar construindo projetos de viabilidade nos municípios para desenvolvimento de potencial turístico, resolveu, já há algum tempo, fazer estardalhaço com um prato amazônico conhecido no mundo todo, o pirarucu. Desde que começaram a chegar os releases sobre o assunto que vários leitores cobravam comentários da coluna sobre o caso. Mas estávamos esperando ver até onde ia a papagaiada. Eis que o ápice (espero) foi a publicação da receita no Diário Oficial do Estado, na edição do dia 19, com direito a sugestão de harmonização com vinhos e espumantes.

Pois é

Júlio Olivar e sua trupe estão fazendo história na SETUR. Olha que por lá já passou gente atrapalhada, como o Basílio Leandro (que continua sem ter o que fazer, só que dessa vez na SUDER), mas o vilhenense se superou. Parece que no quesito “enganação” alguns assessores de Confúcio ganham disparado. Produtividade zero, enrolação 10!

Falando em pirarucu

Meses atrás o governo fez o maior barulho alegando que a criação de pirarucu em cativeiro seria a salvação econômica do Estado. Pois é, ninguém falou mais sobre o assunto. Quem investiu achando que teria apoio, “pirarucu”!

Crise

A Indústria Metalúrgica e Mecânica da Amazônia (IMMA) demitiu cerca de 360 trabalhadores na última segunda-feira em Porto Velho e assim ajuda a aprofundar ainda mais a crise econômica na cidade. Um dos grandes problemas da população de Porto Velho é o de se iludir com as baboseiras que parte da classe política propaga e duvida de quem tenta mostrar a realidade. Lembro bem na época em que se discutia as licenças para implantação das usinas que políticos em campanha alardeavam que a capital estaria salva, que nunca mais teria crise, empresários locais, embalados pelo desespero, chegaram a fazer um movimento chamado “Usinas Já”. Nesse período eu estava no Rondoniaovivo e junto com Paulo Andreoli chamávamos a atenção para que fossem observado como ficaria a cidade após a conclusão das obras.

Na época

Alertamos para a possibilidade de desemprego, de recessão e principalmente, da falta de planejamento por parte do poder público em desenvolver programas para o pós-usinas. Mas o imediatismo sempre fala mais alto. Aos poucos os empresários locais foram sendo trocados por empresas de fora, já que as da cidade não conseguiam atender a demanda. Porto Velho se transformou em uma currutela, com cortiços abrigando peões, dinheiro correndo na praça. Parecia mesmo um garimpão dos anos 80. A IMMA se instalou nesse período, contratou cerca de 1800 trabalhadores, mas aos poucos foi reduzindo. Com as demissões de segunda-feira, o número de funcionários não deve chegar a 100. E a tendência é de fechamento total. Durou até demais.

Lamento

Pelas famílias que irão enfrentar o fantasma do desemprego sob seus tetos. Lamento ainda mais que a classe política daquela época, com raríssimas exceções (acho que só Léo Moraes não estava na vida pública) continua exatamente a mesma. E tem tudo para se perpetuar.

Pior

Com a estagnação do setor da construção civil, e a insistência do governo de Rondônia querer, por conta própria executar obras quando deveria licitar, a tendência é de agravamento da crise pelos próximos dois anos. Caso venha, de fato, a acontecer a construção da ferrovia, pode existir uma esperança a médio prazo. Do contrário, Porto Velho vai voltar à condição que estava nos anos que antecederam a construção das usinas, totalmente inerte economicamente falando. É uma cidade de ciclos, que não aprende com os sucessivos erros.

Alguém está vendo?

O setor público se preparar, incentivar programas de qualificação e treinamento? A FIERO, como sempre, vai esperar até o último minuto para se mexer, mas nem tem tanta culpa assim. O sistema “S” está quebrado, corrompido e caro. Pelo jeito, se e, quando forem iniciadas as obras da ferrovia, teremos o mesmo cenário, euforia, irresponsabilidade política e a estagnação pós construção. Se bobear, com a mesma classe política.

Enquanto isso

Crescem (com força) os rumores que a citação de Dias Toffoli (STF) por Léo Pinheiro (OAS) não existem. A informação foi repassada pelo Procurador Geral de Justiça Rodrigo Janot. O que ele (Janot) não explicou foi, se não tem citação, porque mandou anular a delação? É uma ação orquestrada? A Veja deu “barrigada” ou foi induzida a erro? O fato é que o episódio está rendendo, e muito.

Em outra frente

Gilmar Mendes (STF) resolveu partir com tudo para cima das 10 propostas do Ministério Público Federal para combater a corrupção. É inegável que Mendes seja um dos maiores constitucionalistas do país, e ele tem razão até certo ponto em criticar alguns itens da proposta, como o que valida uma prova ilícita “feita de boa fé”. Mas ele poderia pegar mais leve em suas declarações. A última foi dizer que “defender a proposta é uma cretinice”. As medidas podem não ser perfeitas, mas alguém está fazendo alguma coisa, enquanto que o STF…

Clínica Mais Saúde informa – Casais se divorciam mais após as férias

De acordo com um estudo apresentado durante a conferência da Associação Americana de Sociologia, realizado em Seattle, nos Estados Unidos, a maioria dos divórcios acontece depois das férias de verão ou inverno. Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, analisaram pedidos de divórcio solicitados no Estado de Washington entre 2001 e 2015. Os resultados mostraram que a maioria deles foi iniciada em março, seguida por agosto. Esses meses correspondem respectivamente, ao período após as férias de inverno e verão no Hemisfério Norte. Entre dezembro e março, o número de pedidos de divórcio no Estado aumentou cerca de 40%. Para Julie Brines, autora do estudo, o auge do número de divórcios em março pode ser um efeito atrasado das férias de inverno e do Natal. Em relação ao aumento em agosto, a autora cita o fato de muitas famílias terem o costume de viajar em julho, durante as férias de verão. Logo, muitos casais esperariam esse período familiar passar para entrar com o pedido. “As pessoas tendem a encarar os períodos de férias com altas expectativas, apesar dos desapontamentos passados. Essa época representa um momento de antecipação de oportunidades para um recomeço, uma mudança, uma transição para um novo período de vida. É como um ciclo de otimismo, de certa forma. Se isso não acontece, o cônjuge que está infeliz se sente pronto para pedir a separação. É uma resposta ao que não aconteceu durante as férias.”, disse Julie. De acordo com os autores, esse padrão permaneceu mesmo após terem sido considerados fatores como desemprego e mercado imobiliário.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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