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Coluna – DER não paga credores e culpa Ivo Cassol de calote fiscal

E ainda: OAB do Mato Grosso emite carta cobrando que OAB nacional reaja diante de escândalos no país

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Complicando

A cada dia fica mais díficil a situação jurídica de Alex Testoni, prefeito de Ouro Preto, e Lúcio Mosquini, ex-assessor do governo Confúcio Moura, que estão presos desde a semana passada, na Operação Ludus, do Ministério Público do Estado. Acusados de uma série de crimes, entre eles lavagem de dinheiro, superfaturamento e falsidade ideológica, a suposta tentativa de queima de documentos fiscais de empresas pertencentes a Alex, flagrada por promotores de justiça, convenceu o judiciário de que ambos precisam permanecer presos, para evitar que as investigações sejam obstruídas.

Em nota

O irmão de Alex, deputado estadual Jaques Testoni negou, em nota divulgada nessa quinta-feira, que sua família estivesse queimando documentos. Porém, nesta mesma quinta, a empresa São Vicente, que pertence a irmã de Jaques, Jaqueline, cujos funcionários foram flagrados na boca do forno com os documentos, também emitiu “nota de esclarecimento” e afirma que os “documentos que seriam queimados são considerados sem validade contábil e fiscal de administração interna das empresas do Grupo São Vicente”. Mas, o Ministério Público garante que os papéis pertencem ao grupo Dom Bosco, de Alex, e não o São Vicente, de Jaqueline.

Para piorar

O Tribunal de Justiça autorizou buscas no escritório político de Jaques Testoni, em Ouro Preto do Oeste, que foram realizadas na tarde de quarta-feira, estendendo-se noite adentro. Foram apreendidos diversos documentos que serão analisados pelo CAEX.

Enquanto isso

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER), órgão que era comandado por Lúcio Mosquini não está pagando nenhum de seus fornecedores, alegando falta de recursos e a culpa seria de Ivo Cassol. De acordo com informações que estão repassadas aos credores, descobriu-se recentemente um débito fiscal no valor de R$ 18 milhões que seria de 2007 e por causa disso o Estado não vem recebendo os recursos do BNDES por estar sem certidão negativa.

Os credores

Evidente, estão em polvorosa e estão tentando uma audiência com o governador para terem mais informações sobre o que está acontecendo de fato. De qualquer forma, acho que o italiano deve reagir a essa afirmação por parte do pessoal do DER, ele não é de levar desaforo para casa e ser acusado de calote fiscal, no meio do fogaréu em que se encontra o cenário político atualmente não é boa coisa.

E no CPA

A vizinhança anda reclamando, e muito, da usina de tratamento de esgoto, que exala forte odor de gás metano sempre por volta do meio-dia e 17 horas. A usina fica na Avenida Presidente Dutra, bem em frente ao CPA, logo depois da antiga IDARON. Os moradores do entorno estão se reunindo e devem entrar com uma representação junto ao Ministério Público para que sejam tomadas providências em relação a situação, que segundo eles, está insustentável. Ali próximo funciona a creche Marise Castiel e lá é onde o fedor é mais forte.

Abuso de poder

O deputado estadual Adriano Boiadeiro foi acusado pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) de realizar um churrasco e uma cavalgada no bairro Areal em Porto Velho, durante a campanha e distribuir gratuitamente exemplares da edição número 18 da revista PAINEL POLÍTICO que havia circulado em maio deste ano e trazia Boiadeiro na capa. Na representação, a PRE destacou, “em todas as mesas do evento havia uma ou mais revistas do Painel Político que apresentava na capa a manchete “A batalha do Boiadeiro”, distribuída gratuitamente, apesar de cada exemplar custar 10 reais”. Se for condenador, Boiadeiro poderá ficar iinelegível por oito anos.

E no Mato Grosso

A Seccional da OAB daquele estado divulgou carta de 14 páginas assinadas por todas as subseções, encaminhada ao presidente nacional da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, cobrando dele uma postura em relação as denúncias que pesam contra a presidência da República. No documento, os representantes alegam que o “Conselho Federal tem aparentado manter uma postura tolerante e por demais distantes em relação aos acontecimentos recentes no Brasil, cuja gravidade exige uma coordenada atividade não somente do Ministério Público, Polícias, mas também da sociedade civil, e em especial, da Ordem dos Advogados do Brasil”, e cita os recentes escândalos envolvendo os Correios e Petrobrás, além de citar o programa Mais Médicos.

Nesse ponto

Eles cobram da OAB uma postura sobre o tema e completam, “não é possível que a Ordem dos Advogados do Brasil continue admitindo a presença de médicos de primeira e segunda classe, recebendo os primeiros, não cubanos, salários no patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais) e os outros, cubanos, um décimo desta quantia. O salário do trabalhador é sagrado, sendo certo que nossa Constituição Federal estabelece a irredutibilidade de salário”. E eles concluem, “Nós, Presidentes de Subseções da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de Mato Grosso, não queremos passar para a história como avalistas desta inércia institucional”. Para ler o documento na íntegra, CLIQUE AQUI, ou copie esse endereço e cole em seu navegador (http://painelpolitico.com/wp-content/uploads/2014/12/OAB_Mato_Grosso.pdf)

Nos bastidores

Comenta-se que o atual presidente da OAB nacional vem se fazendo de “gato morto” em relação as questões envolvendo o país porque seu nome vem sendo cogitado para assumir, no Supremo Tribunal Federal, a vaga do ministro Joaquim Barbosa. Bom, a OAB tem como principal pilar de sua fundação a luta no combate a corrupção e a defesa da cidadania. De fato, está deixando a desejar, e muito, em relação a essas denúncias todas que pipocam diariamente na mídia nacional.

Condenada

Ana da 8, sua irmã Luciane Dermani e outras duas pessoas foram condenadas por improbidade administrativa em primeiro grau, ou seja, cabe recurso, mas dificilmente ela conseguirá escapar. Um dos condenados, Albanice Avelino, era cuidadora da avó da deputada e nomeada como servidora comissionada no gabinete da parlamentar. Os crimes vieram à tona durante as investigações da Operação Termópilas (2011), quando foram autorizadas pela justiça escutas telefônicas na deputada, que também responde a outras ações isoladamente.

No Brasil da Dilma

A Justiça do Ceará condenou um gerente a 630 anos e 29 dias de prisão por comandar um esquema de fraude no Banco do Brasil na cidade de Acopiara, a 345 km de Fortaleza. A pena foi calculada com base nos crimes cometidos contra 30 vítimas do município. Ela é maior que a soma das sentenças impostas aos 22 condenados da ação penal 470 (Mensalão), o maior esquema de corrupção julgado no País, que chegam a 259 anos e 8 meses de prisão. O juiz cearense responsável pela dosimetria da pena, bem que poderia julgar os réus do Petrolão.

Para contatos

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Em 35 anos, ‘superbactérias’ poderão matar mais que câncer

Bactérias resistentes a antibióticos matarão pelo menos 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, mais do que o número atual de mortes provocadas por cânceres, se providências não forem tomadas por autoridades médicas ao redor do mundo. É o que afirma um estudo encomendado pelo governo britânico. Coordenado pelo economista Jim O’Neill, mais conhecido por ter criado o termo Bric – para juntar as economias emergentes Brasil, Rússia, Índia e China -, o estudo levou em conta projeções do instituto de pesquisas Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG para calcular não apenas taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas “superbactérias”, como também seu impacto econômico nos sistemas de saúde. Segundo O’Neill, os custos de tratamento de infeções causadas por essas superbactérias chegarão a US$ 100 trilhões nas próximas décadas. Atualmente, as infeçcões de superbactérias, associadas a doenças como a e. coli e a tuberculose, matam cerca de 700 mil pessoas por ano ao redor do mundo, ao passo que cânceres matam 8,2 milhões. De acordo com as projeções do estudo de O’Neill, as mortes anuais relacionadas a casos de doenças resistentes a antibióticos poderão chegar em 2050 a 4,7 milhões na Ásia, 4,1 na África e 392 mil na América Latina.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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