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Coluna – Donadon consegue direito de trabalhar fora do presídio

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Descaso

O secretário de Saúde Williamens Pimentel é um burocrata centralizador que não acrescentou nada de positivo ao setor no Estado, pelo contrário, em alguns casos piorou. Um exemplo claro disso ocorreu na semana passada, quando um bebê nasceu com problemas na cidade de Pimenta Bueno e precisava ser transferido com urgência para Porto Velho, onde já tinha vaga na UTI neonatal do Hospital de Base. Devido a gravidade da situação, o bebê teria que seguir de avião. Antes de Pimentel esse procedimento era relativamente simples, o médico do município informava o diretor do HB, que por sua vez liberava a aeronave e os tramites burocráticos eram feitos durante o procedimento de transferência.

Mas

Pimentel resolveu inventar. Agora o Estado só faz esse procedimento se for através de mandado de segurança, ou seja, a família, além de ter que se preocupar com o estado de saúde do bebê, ainda tem que correr atrás de Ministério Público, advogados, etc. Um processo simples agora leva horas preciosas. Por causa dessa burocracia estúpida imposta por Pimentel, o bebê morreu. E esse é um caso, certamente devem ter dezenas de outros bem parecidos.

Semi-aberto

O ex-deputado estadual Marcos Donadon, condenado a prisão em regime fechado a 9 anos e 10 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e supressão de documentos, conseguiu, através de seu advogado Nelson Canedo, o direito de trabalhar fora do presídio e até estudar. Nos próximos dias a Vara de Execuções Penais deverá receber o comunicado. Se mantiver o bom comportamento, Marcos Donadon poderá sair em breve da prisão. Resta saber quem vai arrumar emprego ao ex-deputado, que não tem formação superior e é deputado desde os 18 anos, ou seja…

E a enchente?

Atualmente 2.041 famílias atingidas pela cheia do Rio Madeira estão em 43 abrigos de Porto Velho e em outros distritos. Em São Carlos e Nazar regiões do baixo Madeira, todas as famílias precisaram deixar suas casas. Essa foi de longe uma das maiores calamidades que ocorreram na capital em toda sua história (a gestão petista na prefeitura não conta, não foi causa natural) e dezenas de perguntas estão sem resposta. A principal delas é, até que ponto a construção dessas usinas tem a ver com a enchente?

E mais

Se elas forem responsáveis, vão pagar esse prejuízo?

Sem espaço

Levantamento feito pelo jornal amazonense A Crítica revelou que a bancada da região Norte (65 deputados federais nos 7 estados) não tem espaço nenhum nas comissões permanentes da Câmara dos Deputados. Rondônia conta com 8 parlamentares, sendo dois do PT e dois do PMDB.

Correria

Expedito Júnior vem percorrendo o estado como se já estivesse em campanha eleitoral. Anda conversando com diversos partidos na tentativa de fechar aliança principalmente nas coligações proporcionais, que elegem deputados estaduais e federais. Mas é exatamente aí que está o problema, não apenas dos tucanos, mas da maioria dos partidos.

Como funciona

O sistema aparentemente é complicado, mas nem tanto. Em síntese funciona da seguinte forma, o quociente eleitoral é calculado de acordo com o número de votos válidos (exclui-se brancos e nulos) dividido pelo número de vagas. Vamos tomar como exemplo a Assembleia Legislativa que tem 24 vagas. Nas eleições de 2010 Rondônia tinha 1.079.327 eleitores, mas vamos excluir 10% desse total, seriam votos nulos, brancos e abstenções, sobram então 107.932 eleitores. Divide-se esse número por 24, o resultado é 40.474 votos para eleger um deputado estadual.

Porém

Uma outra conta também é feita, a que determina o quociente partidário e para isso dividimos a votação de cada partido (votos nominais – no candidato + legenda – no partido) pelo quociente eleitoral, desprezando qualquer valor da casa decimal. O número obtido será o quociente partidário, isto é, a quantidade inicial de vagas para cada partido. É preciso explicar agora a formação das coligações dentro da aliança, até porque esses não são termos sinônimos, como muitos pensam. Se formarmos uma frente tomando como exemplo o PDT. O partido deverá ter o apoio de PHS, PSB e PC do B, contudo, isso não quer dizer necessariamente que os quatro formarão a coligação para deputado. É possível dentro dessa “frente”, o PDT se coliga com PSB, PHS e PC do B, mas pode também não se coligar com nenhum, ou se coligar com apenas um deles, ou com dois. Enfim, muitos arranjos possíveis. (Essas coligações são fictícias).

Portanto

São nessas coligações e alianças que os partidos estão se batendo. Por um fator bem simples, um candidato forte pode fazer, por exemplo, 20 mil votos. Os outros 20.470 viriam dos demais candidatos da coligação e é isso que a maioria não quer, servir de “escada” para os mais conhecidos. E nessa conta, o PSDB, por enquanto, não faz nenhum federal e está com grandes dificuldades para estadual.

Safadeza

O grande assunto da semana passada foi o misterioso aumento do valor da cesta básica que estava sendo comprada pela prefeitura para os desabrigados. Uma pouco vergonha que foi barrada pelo Ministério Público e livrou o município de perder pouco mais de R$ 240 mil, que iriam parar no bolso de alguém.

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Consumo exagerado de carne e queijo é tão ruim quanto fumar

Aquele bife aparentemente inofensivo pode ser tão mortal quanto um cigarro. Um novo e amplo estudo que acompanhou adultos por mais de duas décadas revelou que uma dieta rica em proteína animal na meia idade quadruplica o risco de morte por câncer – um risco comparável ao do fumo. Antes deste estudo, pesquisadores nunca haviam demonstrado uma correlação tão definitiva entre o alto consumo de proteína e o aumento do risco de mortalidade. Além de serem mais suscetíveis ao câncer, as pessoas de meia idade que comem muita proteína animal – incluindo carne, leite e queijo – são também duas vezes mais sucetíveis a mortes precoces em geral, revela o estudo publicado na “Cell Metabolism”. Elas também se mostraram muito mais propensos a ter diabetes. Mesmo quem come uma quantidade moderada de proteína apresenta um risco três vezes maior de morrer de câncer do que aqueles que comem pouca proteína, revela o estudo. De forma geral, pequenas reduções na quantidade de proteína ingerida diariamente podem reduzir o risco de mortalidade precoce em 21%. Mas a quantidade ideal a ser consumida continua sendo um tópico controverso – sobretudo com a popularidade de dietas baseadas na ingestão excessiva de proteínas, como Atkins, Dunkan e Paleolítica. Embora, a curto prazo, essas dietas funcionem, segundo Longo, elas podem estar levando a uma deterioração da saúde a médio e longo prazo. No estudo publicado ontem, os cientistas definem uma dieta “rica em proteína” como aquela em que pelo menos 20% das calorias ingeridas provêm de proteínas. A alimentação pobre em proteína teria menos de 10%. O ideal, diz o cientista, seria seguir as recomendações das principais agências de saúde do mundo e consumir cerca de 0,8 grama de proteína por quilo de seu peso total por dia – algo como 55 gramas para uma pessoa de cerca de 70 quilos. Ou seja, um bife bem pequeno.

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