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Coluna – E 2013 está chegando ao fim e nada mudou…

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E o ano vai chegando ao fim

2013 não vai deixar muita saudade não. Está sendo um ano conturbado, com poucos avanços, principalmente nos setores mais sensíveis da sociedade, que são saúde e segurança pública. O Pronto Socorro João Paulo II continua exatamente como sempre esteve, com pessoas jogadas no chão, corredores lotados, servidores se matando para prestar as mínimas condições de atendimento e se expondo a situações de risco extremo, como contato com sangue e outros fluídos corporais. Quem está ruim, se recuperando, é retirado das macas para dar espaço aos que chegam ainda em pior condição.

Tivemos ainda

O caso das mortes dos bebês, por uma bactéria no hospital de Base, que ninguém foi responsabilizado por isso. Se o Brasil fosse um país minimamente sério, boa parte desses gestores que passaram pela secretaria de Saúde nos últimos anos, estariam apodrecendo na cadeia, mas aqui ele são homenageados e às vezes até reconduzidos ao cargo. Continua faltando medicamentos e as condições a que são submetidas as pessoas que dependem da saúde pública, chega a ser humilhante.

Na segurança

Tivemos um ano polêmico, principalmente pela utilização da segurança pública como forma de retaliação política. Não que boa parte dos acusados nas duas operações realizadas pela Polícia Civil fossem inocentes, longe disso, o problema é a utilização de um método abominável, que é utilizar a força do Estado de forma mesquinha. As operações Apocalipse e Cartas Marcadas, esta última realizada em Ji-Paraná, completamente fora de época e de propósito, tiveram todas as características políticas. Isso me dá medo, porque sabemos como começa, mas nunca como termina.

De quebra

Tivemos um aumento assustador nos casos de latrocínio, assaltos, furtos, roubo de veículos e crimes de pistolagem, sem nenhuma solução, sem nenhuma pista e o governo se comportando como se nada tivesse acontecendo. O reflexo direto dessa insegurança é a explosão nos preços dos imóveis em condomínios, diretamente proporcional a queda no valor das chamadas “casas avulsas”, aquelas que ficam fora da segurança dos residenciais, cercados por muros altos, guaritas e vigilância privada. Esse setor, aliás, um dos que mais faturou em Porto Velho em 2013.

No Brasil

Pagamos duas vezes por tudo, e em Rondônia essa duplicidade se revela de forma mais explícita. Temos estradas horrorosas, mesmo pagando taxas de licenciamento, IPVA, etc. Na mesma esteira temos duas balsas que também temos que pagar, mesmo já pagando todas as taxas, por causa de um grupo político e econômico que se instalou por essas bandas e deixa a população à mercê dessa situação esdrúxula. Nossas ruas são esburacadas e enlameadas, não conseguimos sequer concluir obras de infra estrutura, como viadutos, saneamento básico, pontes e elevados. Das duas uma, ou somos incompetentes demais ou isso aqui é curva de rio, para juntar tanta tranqueira em um só lugar. Em Rondônia, tudo dá errado.

Somos também

Um Estado de escândalos. Não que o restante do país seja um paraíso, mas nem São Paulo consegue ter tantas operações policiais contra a corrupção quanto Rondônia. Já viramos motivo de chacota nacional por causa desse excessivo número de operações. Pior é que não temos condenações. Desde 2006, quando ocorreu a Operação Dominó, a primeira de uma série desde então, ninguém foi condenado ainda. Estão todos soltos, lépidos e faceiros. Alguns até ocupando cargos públicos ainda.

Pode parecer

Pessimismo, mas não é. Em cada roda de conversa dessa cidade, onde paramos ouvimos reclamações. A coisa é tão ridícula, que a Eletrobrás (antiga Ceron) chegou ao cúmulo de desligar a energia na rua José Camacho, onde os moradores há oito anos enfeitam no natal, por puro capricho. Enquanto isso, nos mais diversos pontos da cidade, rabichos e uma rede elétrica porcaria colabora com o desperdício, encarecendo a conta da maioria, que não aguenta mais ser roubada por essa empresa. Sim, o que eles praticam é roubo, não existe outra palavra que justifique sucessivos reajustes de um serviço tão ruim.

2013

Também foi marcado pela perda de pessoas queridas, como Alcina Atalah, Ney Leal e Tadeu Fernandes, que ajudaram a construir Rondônia e partiram, deixando uma lacuna em todos que os conheceram. Tivemos muitas outras perdas, mas por questões práticas, fica difícil nominar.

Porém

Como nem tudo pode ser ruim, tivemos algumas coisas boas nesse ano que encerra daqui a alguns dias. Esse foi o ano em que tivemos manifestações em praticamente todo o país, contra tudo que estava (e continua) errado. Tivemos prisões de mensaleiros, dos irmãos Donadon, Marcos e Natan, o Brasil passou a discutir reformas contra a impunidade e contra a corrupção. Estamos vivendo um processo lento, mas contínuo de aperfeiçoamento da democracia em nosso país. Que venha 2014, com boas notícias e que traga esperança e paz a todos nós.

Podcast

Agradecimentos

Como fazemos todos os anos, gostaríamos de agradecer a todos que de forma direta ou indireta participaram de Painel Político. Quem nos acompanha sabe das dificuldades e batalhas pelas quais passamos para poder levar a informação da melhor forma possível a nossos leitores. A cada ano, estamos tentando melhorar ainda mais, mas o processo de aprendizado é algo contínuo, e estamos aprendendo. Gostaria de nominar a todos, mas isso é praticamente impossível, mas sintam-se prestigiados, porque sem vocês que colaboram e sem nossos milhares de leitores, que torcem, criticam, reclamam e elogiam nosso trabalho, a coluna já teria deixado de ser publicada, como já pensei em fazer por diversas vezes. E não o fiz por inspiração de uma frase de Edmund Burke que diz, “para que o mal prevaleça, basta que os bons não façam nada”!. Então vamos continuar fazendo.

Fechando

Estaremos de recesso até janeiro, mas atentos ao que estiver acontecendo. Caso ocorra algum fato de repercussão, estaremos fazendo a cobertura. Um assunto que vem circulando nos últimos dias, no cenário político, é que o prefeito de Ouro Preto estaria pensando em mudar-se para Miami tão logo encerre seu mandato. Na verdade, nas próximas semanas, a central de boatos vai estar à todo vapor e é bom prestar atenção, muita água ainda vai rolar até as eleições.

Atlas digital

Uma viagem que começa no topo do Everest e te leva aos confins do mundo que conhecemos. Cada estrela, planeta e quasar mostrados neste vídeo são baseados em observações precisas, cientificamente exatas e mostram o mapa mais completo do cosmos. O Atlas Digital do Universo criado pelos astrofísicos do Museu Americano de História Natural, em colaboração com o Museu de Arte Rubin, mostra em uma viagem mágica, como a terra desaparece e como as constelações Sagitário e Escorpião se esticam e distorcem até chegar ao limite do espaço observável. Veja o vídeo e tenha uma noção exata do quanto somos ínfimos no universo. Feliz natal e um grande 2014 a todos!

Anuário

E esta semana estaremos fazendo a distribuição do Anuário Advogados de Rondônia. Em todo o Estado.

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Para o pessoal que está pensando em migrar para o Uruguai

O uso contínuo e diário de maconha pode causar alterações na estrutura do cérebro parecidas com as da esquizofrenia. Em estudo com adolescentes, pesquisadores da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, relataram que as modificações cerebrais estão ligadas à perda de memória de curto prazo, o que compromete o desempenho escolar. A pesquisa foi realizada com estudantes que fumavam diariamente durante três anos, entre os 16 e 17 anos, mais ou menos. As anormalidades cerebrais e problemas de memória foram constatadas dois anos após eles terem interrompido o consumo da droga, quando tinham cerca de vinte anos. O resultado aponta para os efeitos do uso crônico a longo prazo. De acordo com os cientistas, as estruturas relacionadas com a memória pareciam encolher nos usuários, possivelmente refletindo uma diminuição nos neurônios. O estudo também mostra que as anormalidades cerebrais ligadas à maconha possuíam relação com o baixo desempenho da memória de curto prazo, o mesmo problema observado no cérebro de esquizofrênicos. Nos últimos dez anos, os cientistas da Northwestern, em conjunto com outras instituições, têm apontado que mudanças na estrutura do cérebro podem alterar a forma como ele funciona. Estudos anteriores já haviam avaliado os efeitos da maconha sobre o córtex, mas poucos haviam comparado diretamente o cérebro de usuários crônicos ao de esquizofrênicos. Esta é a primeira pesquisa a segmentar as regiões da área cinzenta subcortical afetadas por usuários e também é a única a ligar a área com a capacidade de processar informações do momento e, se necessário, transferi-las para a memória de longo prazo.

 

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