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Coluna – Entenda (de verdade) o que aconteceu há 20 anos em Corumbiara

Episódio manchou a história da Polícia Militar de Rondônia e mudou a estratégia das operações

Há 20 anos e um dia

No dia 10 de agosto de 1995 a internet engatinhava no Brasil, vinha sendo usada em fase de testes e era uma coisa concreta, mas surreal para a grande maioria. Nesse mesmo dia a população de Rondônia era informada, de forma desordenada e moderada pela mídia estadual, sobre um massacre ocorrido na distante Corumbiara, no dia anterior. Na época, eu trabalhava na Rádio Clube Cidade como rádio-repórter junto com Marcelo Reis e apesar de termos informações demais, tínhamos liberdade de menos para noticiar o que acontecia. Foi um massacre, com direito a desaparecidos, abusos policiais e uma mancha na história da Polícia Militar de Rondônia, que passou a ter mais cuidado em suas ações.

Resumo

Um grupo de posseiros havia tomado conta da fazenda Santa Elina, em Corumbiara. Valdir Raupp governava Rondônia e a polícia civil, que vinha acompanhando o caso sabia que ia acontecer uma tragédia naquela situação. O falecido César Pizzano, na época, em conversas com jornalistas, alertava para que dessemos atenção ao que acontecia na região. Mas, em função da distância e dificuldades de comunicação, não tínhamos como acompanhar o assunto. Em síntese, cerca de 600 pessoas ligadas ao MST invadiram a fazenda que eless consideravam “improdutiva”. Uma liminar da justiça determinou a reintegração de posse, e a PM, ajudada segundo os integrantes do MST, por jagunços do proprietário da fazenda, Antenor Duarte, foi cumprir a ordem judicial, e foi aí que começou o problema.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Avanço

Antes de prosseguirmos é necessário que façamos um registro. O então governador Valdir Raupp estava em seu primeiro ano de mandato e o PT integrava a administração. Movimentos de esquerda cresciam em toda a América Latina e no Brasil o MST ganhava corpo. No ano seguinte teríamos o massacre de “Eldorado dos Carajás”, no Pará, também um conflito entre policiais e militantes do MST. Portanto, provocação era palavra de ordem. Na fatídica madrugada do dia 9 de agosto, os policiais deram início a operação, mesmo sabendo que os invasores haviam dito que revidariam. Ao invés de esperar o amanhecer, a polícia começou o ataque ainda escuro e o saldo dessa malfada operação foi de 16 mortos (dois policiais). Porém, movimentos ligados a Igreja Católica e MST falam em cerca de 100 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Brutalidade

Em que pese o fato de não apoiar nenhum tipo de invasão, há que se concordar que é no mínimo uma covardia um enfrentamento entre pelotão armado e treinado contra um bando de posseiros com espingardas de caça. O fato de um policial ter sido atingido na cabeça logo nos primeiros minutos da operação, também pesou para nos excessos cometidos durante a ação. Poucas imagens existem do dia fatídico, uma, que circulou o mundo, mostra alguns policiais militares encapuzados e vários sem terra sentados no chão, dominados. A foto foi feita à distância e é um dos poucos registros da época.

Na verdade

Nunca saberemos de fato o que aconteceu naquele local. Na polícia, que foi anistiada em 2013 pelo Congresso, não dá para acreditar, tampouco é possível levar em consideração relatos exagerados de posseiros. Os laudos tanatoscópicos provaram execuções sumárias. O bispo de Guajará Mirim, dom Geraldo Verdier, recolheu amostras de ossos calcinados em fogueiras do acampamento e enviou a Faculté de Médicine Paris-Oeste, que confirmou a cremação de corpos humanos no acampamento da fazenda. O episódio serviu de referência e desde então não são mais realizadas reintegrações nas madrugadas. Infelizmente temos essa mácula horrorosa em nossa curta história de Rondônia. Entraram para o livro negro dessa história, os oficiais que comandaram essa chacina. E uma garotinha, de apenas 6 anos, identificada apenas como “Vanessa”, que levou um tiro de fuzil nas costas.

Fechando

Pessoalmente entrevistei alguns dos feridos, e foram mais de 50, que foram trazidos para serem socorridos em Porto Velho. Imagine se hoje em Corumbiara a saúde é precária, em 1995 era inexistente. Os relatos eram chocantes e muitos tinham marcas de sola de coturno em seus tórax e costas, além de hematomas por todo o corpo. Hoje, certamente esses abusos não teriam sido cometidos. Ou se tivesse, muitos policiais estariam presos por um longo tempo. Quem estava lá sabe o que fez, ou o que sofreu. Torço profundamente para que essa história não caia no esquecimento, para que nunca mais se repita. O PT na época entregou os cargos que ocupava no governo. O PMDB, bem, esse continuou se fazendo de gato morto sobre o ocorrido.

Falando em PMDB

A força-tarefa da Lava Jato descobriu que o contrato de afretamento do navio-sonda Titanium Explorer pela Petrobras rendeu ao PMDB e a seus indicados na Diretoria Internacional cerca de US$ 31 milhões em propina. O dinheiro foi repassado pelo executivo chinês Hsin Chi Su, da TMT, e o lobista Hamylton Padilha. Os ex-diretores beneficiados foram Jorge Zelada e Eduardo Musa, ambos apadrinhados pelo PMDB. O partido também recebeu o seu quinhão na negociata. O juiz Sergio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público contra todos, que viraram réus por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As informações são de Diogo Mainardi.

E o Odebrecht?

No fim de semana circulou a informação na coluna de Jorge Bastos Moreno, no jonal O Globo, que o empresário Marcelo Odebrecht está trabalhando em sua delação premiada. O pai de Marcelo, Emílio, já teria dado “sinal verde” para as negociações. O que vem pesando na decisão, segundo jornalistas que acompanham o dia a dia da Lava-Jato, é o fato das condenações não estarem sendo anuladas, nem discutida a dosimetria das penas aplicadas em relação aos que já foram condenados. Traduzindo, a turma viu que o ferro entrou, e agora avaliam o quanto vão deixar entrar. Nesse caso, não estão querendo pagar para ver. Perdoem a piadinha infame, eles acham que o ferro de Moro está muito grande. E com areia.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Pode ser. Ou não

Jaqueline Cassol, agora filiada ao PP, concedeu entrevista a um site da região Sul do Estado onde não assumiu nenhum tipo de compromisso. Há tempos não lia algo tão evasivo. Ela disse que não vai disputar a prefeitura de Porto Velho em 2016, “mas deixa aberta a possibilidade de entrar na briga”. Disse que “estuda morar em Vilhena a partir de 2018” porque teria “recebido convite”, mas não disse de quem nem porque, limitando-se ao chavão, “o interior oferece melhor qualidade de vida”. Disse que deve promover eleição para renovar o diretório do PP em Vilhena, mas também declarou  “não ter preferências por nomes em 2016”. A única certeza (?) que ela deu foi que tem um projeto pessoal já definido: concorrer a deputada federal daqui a três anos. Mas, pelo jeito, esse “projeto pessoal” não está assim tão definido, já que ela pode “entrar na briga” em Porto Velho, mudar para Vilhena em busca de “qualidade de vida”, ou até, quem sabe, não fazer nada disso.

Transposição

A Justiça Federal determinou que a União promova a transposição dos inativos e pensionistas (no prazo de 120 dias) que estavam em atividade até a data de 31 de dezembro de 1991. A decisão da Justiça Federal atende a ação impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário do Estado de Rondônia (Sinjur), representado pelo advogado Diego Vasconcelos. Foi concedida ainda a antecipação da tutela para que a União faça a transposição dos servidores no prazo máximo de 120 dias, sob pena de multa diária pelo não cumprimento da decisão.

Folha paralela

Na 3ª Vara Criminal aconteceu na manhã desta segunda-feira audiência para ouvir testemunhas da Operação Dominó (2006) quando 23 dos 24 deputado estaduais foram acusados de criar uma “folha paralela” na assembleia legislativa para ficar com dinheiro desses servidores fantasmas. Apenas uma testemunha compareceu e a audiência foi redesignada para uma nova data. Essa história mostra o quão ridículo chega a ser nosso processo penal. O caso foi em 2006, estamos em 2015 e ainda estão querendo “ouvir testemunhas”. Realmente…

Movimentação

Todo mundo ligado no aeroporto para ver quando chegam os agentes da PF. Calma, eles agora descem na Base Aérea, e só saem para cumprir os mandados…

Qualidade e quantidade do esperma melhoram com estímulo de nova mulher

Com a ajuda de homens heterossexuais e alguns vídeos pornográficos, cientistas da Universidade de Wooster, em Ohio, mostraram que eles ejaculam mais rápido e produzem mais esperma e de melhor qualidade quando se masturbam com um “estímulo de nova fêmea” – uma mulher que não a sua habitual. Para o estudo, os pesquisadores analisaram amostras de sêmen coletadas por 21 homens heterossexuais, que se masturbaram enquanto assistiam a sete filmes sexualmente explícitos da série pornô “Passions Intimate” ao longo de um período de 15 dias. Os seis primeiros filmes contaram com a mesma atriz e ator, já o sétimo tinha o mesmo ator, mas uma atriz diferente. Os homens foram convidados a se abster de álcool e atividade sexual nas 48 horas que antecederam cada sessão de masturbação. Como resultado, a equipe observou aumentos significativos tanto em volume ejaculado quanto do número de espermatozóides móveis dos homens depois que assistiram ao último filme. O tempo para a ejaculação foi substancialmente menor enquanto viam o sétimo filme. As descobertas, publicadas na revista “Evolutionary Psychological Science”, não significam que os homens estão de algum modo programados para trair suas namoradas e mulheres. Isso pode sugerir que eles evoluíram de tal modo que é mais fácil do que para elas ter relações sexuais com (e engravidar) outras mulheres sem que seus parceiros habituais descubram. Além de fornecer novos insights sobre biologia evolutiva, a descoberta pode levar a uma melhor detecção e tratamento da infertilidade masculina. Quando os homens procuram um médico sobre problemas de fertilidade, eles muitas vezes fornecem amostras de sêmen coletadas enquanto se masturbavam com pornografia. E uma vez que apresenta novas mulheres, “a ejaculação produzida em clínicas de fertilidade pode ser de maior qualidade do que a habitual, o que pode ocultar quaisquer problemas de fertilidade potenciais vivenciadas no quarto”, afirmou o estudioso Paul N. Joseph, em uma declaração por escrito. Portanto, a descoberta pode poupar mulheres de passar por procedimentos diagnósticos invasivos para detectar problemas de fertilidade que na verdade se encontram em seus parceiros.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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