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Coluna – Gestão Nazif está terminando de afundar Capital e Câmara fica omissa

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Fator tempo

Já se foi um ano e dois meses desde que Mauro Nazif e sua equipe assumiram a prefeitura de Porto Velho e pelo jeito essa gestão está fadada a ter o mesmo fim que a de seu antecessor, o petista Roberto Sobrinho. Durante a campanha, Mauro alegava ter a solução para todos os problemas, ridicularizou uma fala do então candidato Mário Português, que comparou Porto Velho a uma favela, mas não está fazendo nada para melhorar a aparência da cidade. E não nem falar dos problemas crônicos.

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Porto Velho é de longe a capital mais suja, feia e mal cuidada do país e a população já se acostumou a essa imundície. A desastrosa gestão petista esculhambou o pouco que a cidade tinha e Nazif está concluindo o trabalho. Parece que ele fez curso de gestão com Roberto Sobrinho. Nos últimos tempos, o mantra repetido pela prefeitura é que “caminhões vassouras foram comprados e vão revolucionar a limpeza”. Mas isso não vai resolver nada, vassoura não varre buraco. Porto Velho precisa de cuidados e tanto o prefeito quanto os vereadores são responsáveis por esse descaso.

Balela

A Câmara está mais preocupada em resolver questões internas, como a eleição da nova mesa diretora, que cobrar da prefeitura ações fiscalizatórias, perdem tempos com discussões vazias sobre a mudança de sentido da Sete de Setembro enquanto a cidade afunda na lama. Os vereadores, se tivessem o mínimo comprometimento com a cidade, já estariam falando em impeachement desse prefeito, enquanto ainda dá tempo de realizar uma nova eleição. Será que os órgãos de controle e fiscalização como Ministério Público e a própria Câmara vão deixar Porto Velho refém de maus gestores, tal qual fizeram com Roberto Sobrinho, que foi preso nos últimos dias de seu segundo mandato? Acho sinceramente que a população da minha cidade não merece tamanho descaso.

Boatos

E nos últimos meses o que mais se escuta são informações sobre negociatas envolvendo figuras do primeiro escalão da prefeitura. Recebemos algumas informações e tão logo sejam confirmadas, vamos publicar. Chega de tanto rolo nessa prefeitura. Porto Velho merece uma gestão que faça o básico, o mínimo, que não feito há 9 anos e dois meses.

Podcast

Ouça a coluna:

Turbinada

O governo da confusão resolveu dar uma atualizada no sistema Guardião, aquele utilizado para escutar conversas alheias e também em investigações criminais. Foi implementado o web guardião, que já grampeia tudo, até pensamento. Os agentes de inteligência estão fazendo treinamento para utilização do novo sistema, que não é tão novo assim. A Polícia Federal utilizou o sistema durante a Operação Termópilas.

Enquanto isso

Faltam viaturas para a Polícia Militar na capital. A coisa está tão séria que o tempo resposta para ocorrências tem aumentado significativamente.

Eleições

E o secretário de Defesa de Rondônia, Marcelo Nascimento Bessa está com uma vontade enorme de ser deputado federal. Por enquanto, é pré-candidato a pré-candidato.

Para governador

O deputado estadual Maurão de Carvalho confirmou que pretende disputar o governo do Estado. Ele vem se articulando junto a lideranças e anda conversando com diversos partidos. Em sua legenda, Maurão acredita que não terá problemas para garantir a indicação. Ele é filiado ao PP.

Olha essa

Paulo Queiroz, jornalista veterano que faleceu em 9 de março de 2011, havia publicado, em novembro de 2010, uma carta cobrando dinheiro que o governo da atrapalhação (que já havia começado errado) estava lhe devendo em função de trabalhos efetuados na campanha. Paulo coordenou a equipe de jornalismo e não recebeu. Chegou a pedir doações para tentar honrar alguns compromissos financeiros. Agora, o governo que havia aplicado esse calote, resolveu que vai fazer uma “homenagem”, batizando um prêmio de jornalismo com seu nome. Sobre isso sou contra. É um oportunismo barato. Para ler o desabafo de Paulo sobre o calote, veja o final da coluna.

Enchentes

A coisa está feia em Porto Velho e pior ainda em Guajará-Mirim. Por lá, a população já começou a armazenar comida e os postos de combustíveis estão com filas imensas. A ponte do Araras está submersa e ir para Guajará só de avião.

Por aqui

A avenida Rogério Weber já foi invadida pela água e a população assiste atônita a alagação. Todo mundo olha para as usinas com desconfiança e com razão. Os engenheiros de Santo Antônio e Jirau não calcularam com precisão os efeitos dessas obras. Como resultado temos uma discussão sobre abertura de comportas, banzeiros violentos no Madeira e prejuízos, muitos prejuízos.

Na caserna

Na manhã desta quarta-feira um soldado da Base Aérea de Porto Velho matou um oficial com três tiros no rosto após uma discussão banal. O oficial teria cobrado uma continência e o soldado recusou. Começaram a bater boca e o soldado atirou. Evidente que esse crime está associado a abusos cometidos por alguns oficiais. De vez em quando, esse tipo de caso ocorre.

Anuários

Já estamos encaminhando as propostas para os anuários dos advogados e médicos de Rondônia. Contatos para maiores informações podem ser feitos pelos telefones (69) 9363-1909 ou 3225-9979, falar com Murilo.

Fale conosco

Pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no Facebook.com/painel.político e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Para fazer parte de nossos grupos no whatsapp envie um whats para 9248-8911 com a seguinte informação: nome+sobrenome+NOTÍCIAS (apenas para receber informações); Caso queira participar de debates e interagir com os demais membros envie nome+sobrenome+DEBATES; Não incluímos ninguém por indicação, a própria pessoa deve enviar o pedido. Notícias são enviadas até às 22 horas, a partir desse horário só se for algo de grande relevância.

Índices de morte por câncer de mama são os mesmos em mulheres que fazem ou não mamografia

Um dos maiores e mais meticulosos estudos de mamografia já feitos, envolvendo 90 mil mulheres durante 25 anos acrescentou novas e poderosas dúvidas sobre o valor dos testes de rastreamento para mulheres de qualquer idade. Este trabalho descobriu que índices de morte por câncer de mama e por todas as causas eram os mesmos em mulheres que tinham ou não feito mamografia. E a seleção teve danos: um em cada cinco tumores encontrados através de mamografia não eram uma ameaça para a saúde da mulher e não precisavam de tratamento, como quimioterapia, cirurgia ou radioterapia. O estudo, publicado esta semana na British Medical Journal é uma das poucas avaliações rigorosas sobre mamografia conduzidas na era moderna dos mais eficazes tratamentos para câncer de mama. Mulheres canadenses entre 40 e 59 anos escolhidas aleatoriamente fizeram mamografias regulares e exames de mama com enfermeiros treinados ou fizeram exames de mama sozinhas. Os pesquisadores procuraram determinar se havia alguma vantagem em encontrar tumores de mama pequenos demais para sentir. A resposta é não, relatam os pesquisadores.

Por cima de queda, coice!

Para tentar sair do buraco provocado por mais de um ano sem receber salários do jornal “O Estadão do Norte”, crise agravada pela ilusão do site como forma de recuperação rápida, aceitei coordenar o comitê de imprensa da campanha eleitoral de Confúcio Moura (PMDB) e, pelo jeito, levei outro calote.

Somando as partes que me deixaram de ser pagas no 1º turno da eleição com o nada que recebi pelo trabalho na segunda etapa do pleito, a coordenação da campanha peemedebista me deve R$ 18 mil.

Era com que contava para sanar parte da insolvência que começou com o problema do pessoal do “Estadão”.

Após mais de um ano tirando do cartão de crédito e de empréstimos consignados os salários que “O Estadão” não pagava, o bicho começou a pegar.

Achei que seria fácil sair da crise abrindo o site. Agravou. Entrei ainda mais no crédito consignado, troquei cheques na praça e apanhei feito um condenado até conseguir fazer a ferramenta operar. Achei que ficou bacana, mas a fila de credores cresceu.

Entrei na campanha do PMDB pelas mãos do senador Valdir Raupp. Ofereceu para fazer os textos dele mais do que a proposta que me havia sido feita pelo pessoal do PT.

Tinha um compromisso moral com os petistas. Mas este era ainda menor do que o que existia com o pessoal do partido ao qual sou filiado – o PSOL.

O trotar dos credores no meu encalço, no entanto, me obrigou a ficar a campanha inteira abrindo um sorriso amarelo sempre que não conseguia me esquivar de um encontro com uns e outros.

O palanque da aliança peemedebista foi operado por duas coordenações – uma para cada candidatura majoritária.

Não obstante os desencontros iniciais, a coordenação da campanha do senador Valdir Raupp pagou tudo – a mim e aos profissionais que levei até com inabitual antecipação.

Mas com a coordenação do candidato ao governo administrada pelo Assis Oliveira, o mesmo que agora comanda a transição, foi esse tormento em aberto.

Apesar de tudo, ofereci meus serviços para operar a comunicação no processo de transição.

Comecei a suspeitar que posso ter levado um calote quando os primeiros textos sobre a transição começaram a ser distribuídos.

E haja telefonemas para tentar receber o que me devem. Nem para me mandar aos quintos retornam.

Mas decidi que vou brigar. Trabalhei, quero receber o que ficou acertado. Os meus credores também. Só que estes exigem prá já! Ontem…

O pior é que ninguém acredita na minha história. Pudera!

Não bastasse o procedimento ser incongruente com a campanha vitoriosa, não consigo estabelecer prazos com quem devo, porquanto também não os tenho dos que me devem.

Razão pela qual estou sendo obrigado a esta providência extremada. Na pior das hipóteses, saberão que não lhes estou mentindo.

Não entrei na Justiça do Trabalho contra “O Estadão” porque a direção jamais deixou de me dar satisfações. Sempre se justificou pondo-me a par das dificuldades da empresa. Sem falar que amo a casa. Deixei de fazer a coluna porque precisei do tempo despendido para produzi-la.

Mas o Mário Neto já me chamou para conversar. Ainda não fui porque a abordagem se deu em meio à campanha e não havia, literalmente, tempo para fazer outra coisa, senão à campanha. Poucas vezes estive tão ocupado.

Vou, mais uma vez, incomodar os amigos advogados – os que sempre me socorreram na modalidade “pro bono” nas inúmeras ocasiões em que políticos me levaram às barras dos tribunais.

Mas enquanto essa questão se arrasta, preciso aplacar a fúria dos credores até para conseguir trabalhar.

Por isso, vou apelar e ver se dá certo, pelo menos em parte, uma idéia que foi relatada pelo jornalista Abdoral Cardoso, semana passada, no 4º Seminário Arquidiocesano de Comunicação.

Contou que o blogueiro Altino Machado, num momento desesperador, pediu ajuda aos leitores do blog indicando a conta bancária para doações.

Estou copiando a iniciativa numa circunstância não tão dramática e com uma diferença: primeiro não estou, como Altino, na iminência do desabastecimento doméstico, ou seja, ameaçado pelo fome; depois, aceito empréstimos com prazos em aberto.

O leitor que puder esperar e se dispuser é só identificar o eventual depósito por intermédio do e-mail do site ([email protected]). Depois confiro com o extrato e organizo uma contabilidade. Não tenho outra garantia a oferecer, senão a minha palavra: devolvo tudo assim que puder.

Mas quem preferir doar, não estou em condições de recusar. Os dados da minha conta são os que se seguem:

Banco do Brasil, Agência: 3181-X – Conta: 4051-7

Paulo Queiroz Bezerra

PS – O apelo à cidadania tem a ver com o sentido com que sempre exerci a minha profissão, colocando o interesse público como meta.

No entanto, não tenho certeza se isso está certo. Riscos de toda ordem e não consigo enxergar saídas menos patéticas. Nuanças cujos relatos implicariam complicações inescrutáveis impedem algumas que podem parecer óbvias e razoáveis.

Seja como for, também preciso de trabalho extra.

Além de saber um bocado sobre editoração de jornais, tenho boa experiência em assessoria de imprensa, faço análises de conjuntura aceitáveis, consultorias para políticos e entidades (sindicatos, ONGs etc.) e textos para quase todos os fins. Ademais, tem o site.

E não é preciso dizer do quanto agradeço aos que atenderem esse apelo. É isso.

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