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Coluna – Governo proíbe munição em delegacias para não pagar periculosidade

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Mas mandou três tenentes da PM por 35 dias para fazer curso de mediação na Espanha

Recordar é viver

Vocês lembram do ex-prefeito de Guajará-Mirim Claudio Roberto Scolari Pilon (PMDB)? Para quem não sabe ou não lembra, há cerca de 7 anos, ele teve o mandato de prefeito cassado pela justiça eleitoral por ter cometido uma série de crimes. Pilon até hoje é apontado como um dos principais responsáveis pela triste situação que se encontra o município de Guajará-Mirim. Pois bem, um dos crimes cometidos por Pilon foi o de remunerar seu advogado de defesa através de um contrato no município.

Ou seja

O causídico era pago pela municipalidade para defender ações particulares do prefeito na justiça eleitoral. E advinha só, o deputado Alex Redano está querendo seguir o mesmo caminho. Ele conseguiu seu registro vamos dizer, “triscando”, e deve estar em seu primeiro e último mandato como deputado estadual, já que tem condenação e está inelegível. Ele contratou seu atual advogado como servidor do gabinete. Em outras palavras, está pagando sua defesa com um cargo público. Começou bem errado.

Fica olhando

Diás atrás a coluna alertou para a falta de segurança nas delegacias e os riscos que os policiais estavam correndo pela falta de efetivo, ou seja, as delegacias, que armazenam armas e explosivos, poderiam ser atacadas e invadidas a qualquer momento. O governo adotou providências em relação a essa situação. Quer saber quais foram? Vou contar.

Em qualquer estado sério

O governo teria remanejado pessoal, convocado concursados e melhorado as condições de segurança nas delegacias, mas não o governo de Confúcio Moura. No dia 6 de abril, através do Ofício 0542/GAB/CC/RO (Casa Civil), o secretário Chefe da Casa Civil Merson Castro determinou ao secretário de defesa, Antônio Carlos dos Reis que “no prazo de 10 dias após o recebimento do ofício, sejam remanejados todos os explosivos porventura armazenados nas delegacias de polícia do Estado, evitando-se assim, o pagamento “desnecessário” do adicional de periculosidade”.

Pois é

Por “explosivos” entenda-se munições e afins, que ficam nas delegacias por que, taticamente esse material tem que estar à mão, em casos de necessidade. No mesmo dia 6, o secretário Antônio Carlos dos Reis encaminhou o Ofício 558/15-GAB/SESDEC ao diretor de polícia Pedro Roberto Mancebo para que ele adotasse as providências necessárias e deu um prazo de 5 dias para que fosse feito o levantamento nas delegacias e cumprida a determinação.

Portanto

A partir de agora, além de não ter polícia nas delegacias, também não tem mais munição. Não sei, mas acho que se é para economizar, também podia proibir os policiais de trabalharem à noite, assim não precisava pagar adicional noturno. Ou quem sabe até mesmo fechar logo tudo, assim não precisaria pagar vale-alimentação, transportes, etc…

Curioso

É que esse mesmo governo que se preocupa em economizar no pagamento do “adicional de periculosidade”, foi o mesmo que autorizou a viagem à Colômbia, por cinco dias, às custas do erário para a cúpula da segurança pública ir fazer “um intercâmbio” que nem Confúcio sabe o que é isso, já que andou cobrando publicamente melhorias no setor.

Mas quer uma melhor?

Quando o governador se referiu esta semana a “outros já fizeram cursos”, ele estava falando dos tenentes da Polícia Militar Adma Franciane Levino Gonzaga; Paulo Enrique da Silva Barbosa; Marcelo Vitor Duarte Correa e do coordenador técnico legislativo Hélder Risler de Oliveira. Em 2014 eles passaram 34 dias na paradisíaca cidade espanhola de Villa Real, em Valência fazendo um “curso de especialista em mediação policial”. O decreto da viagem é o 18.985 de 30 de junho de 2014.

Pois é

Agora sabemos que temos três tenentes capacitados para “mediações policiais”. Nada contra o servidor público, seja ele de qualquer função, buscar melhorias para exercerem suas funções, mas cá entre nós, esses oficiais ai não foram os primeiros a viajarem para fazer cursos no exterior, e certamente não serão os últimos, mas cadê os que fizeram antes deles, porque não capacitam os demais? A segurança pública de Rondônia está precisando de policiais nas ruas e em delegacias, e não viajando para cima e para baixo. Reclamavam do Cassol porque ele só liberava viagens desse tipo se elas não fossem custeadas pelo governo. E sou obrigado a concordar que nesse ponto, ele estava certo.

Os policiais de Rondônia

E não foram poucos, já fizeram todos os tipos de curso as custas do erário. Muitos estão repassando esses conhecimentos, mas através de cursos particulares. Ou seja, o governo pagou para capacitar o policial e ele ao invés de retribuir ao estado capacitando turmas, está dando aulas particulares. Como eu disse, precisamos de polícia nas ruas, e não em cursos mundo afora.

Em Vilhena

O auditor fiscal Waldomiro Onofre Junior, preso na última quinta-feira sob acusação de receber propina em troca de “aliviar” dívidas de empresas, já havia sido acusado e condenado anteriormente pelo Tribunal de Justiça de Rondônia pelo mesmo crime. Ele e outros fiscais. Para ser mais preciso, em 1999. A íntegra do acórdão pode ser lido AQUI!

Acabou

O prefeito Maro Nazif assinou nesta sexta-feira o fim do contrato com as empresas de ônibus da capital. E vai fazer um emergencial. Nada contra, mas acho que o Ministério Publico devera ficar de olho nesse “emergencial”. Tinha gente de olho nessa quebra de contrato. Gente do Grupo Rovema. Mas, pera lá, não vai ser licitado? Então como é que eu sei?

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Vacina contra malária chega a fase final de testes

Clínica Mais Saúde (agende seu check-up 3214-847/9242-1079) – Novos testes de uma vacina contra a malária produziu resultados animadores chegando à fase final de testes – a primeira a atingir este estágio – mas também produziu demonstrações de desapontamento com o grau de efetividade aquém do ideal. Nos experimentos, a droga RTS,S/AS01 ofereceu proteção parcial a um grupo de 16 mil crianças de sete países africanos. Mas não foi efetiva em bebês de até três meses de idade, afirmaram os autores do estudo na revista científica britânica The Lancet. A malária mata mais de 500 mil crianças no mundo, o equivalente a uma a cada minuto. No Brasil, segundo a OMS, o número de casos de malária tem diminuído, tendo sido registrados em 2014, 178 mil casos, que levaram a 41 mortes. Apesar do desempenho limitado, os cientistas salientaram que a droga é a vacina estágio clínico mais avançado disponível. Quase 9 mil crianças entre 5 e 17 meses de idade e 6,5 mil bebês entre 6 e 12 semanas receberam a vacina em sete países africanos (Burkina Faso, Gabão, Gana, Quênia, Malauí, Moçambique e Tanzânia) entre março de 2009 e janeiro de 2011. Elas foram acompanhadas até o início de 2014. Segundo os dados publicados no Lancet, a droga protegeu um terço das crianças vacinadas no experimento.

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