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Coluna – Governo quer torrar R$ 12 milhões em publicidade ainda este ano

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No páreo

Desde que foi candidato em 2010, e teve o pedido de registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral, que Expedito Júnior vinha se mantendo longe de polêmicas e evitava falar em candidatura. Vinha acompanhando decisões análogas a sua condição e finalmente decidiu lançar sua candidatura agora em 2014. A coluna conversou com advogados, magistrados e políticos e a conclusão que chegamos é que Expedito só não consegue seu registro se o Tribunal Regional Eleitoral decidir por uma barbeiragem jurídica. E vou explicar.

Ponto final

O tucano pode ser candidato por uma questão bem simples, a tal alínea “D” da lei do ficha limpa foi excluída de seu julgamento pelo ministro Arnaldo Versiani durante análise do pedido de registro, em 2012. Na ocasião, o ministro disse o seguinte: “Desse modo, tendo sido o candidato condenado, com base na antiga redação do art. 22, XIV, da LC no 64/90, a três anos de inelegibilidade a partir da eleição de 2006, não há como se aplicar a nova redação da alínea d e concluir que o candidato está inelegível por oito anos. Nesse ponto, afasto o fundamento alusivo à inelegibilidade do art. 1o, I, d, da LC no 64/90, mantendo‐se o indeferimento do pedido de registro, em virtude da causa de inelegibilidade decorrente da citada alínea j”.

Ou seja

O que deu inelegibilidade a Expedito em 2010 foi a alínea J e essa já foi superada em julgamento análogo. Portanto, em uma análise fria da questão, o único fator que poderia afetar o registro de candidatura de Júnior seriam questões de cunho político ou pessoal, coisa que o TRE por aqui nunca se prestou. Evidente que os argumentos apresentados nessa coluna são embasados em análises de operadores do direito e em julgamentos são mostradas diferentes versões sobre o mesmo tema.

Ficha limpa

A lei do ficha limpa será aplicada em sua totalidade pela primeira vez em uma eleição, sem discussões, nem questionamentos. Ela é, sem dúvida alguma, um avanço no sistema político brasileiro e caberá, principalmente ao eleitor, avaliar as candidaturas que estão sendo postas. Também é interessante avaliar que não ter nenhuma condenação transitada em julgado não quer dizer que a pessoa seja correta, ou mesmo um bom político. Já conheci muito ladrão que não tem nenhuma condenação e esses, garanto, costumam ser bem piores.

Podcast

Ouça a coluna:

Ainda o SEBRAE

O governo da atrapalhação, ops, da cooperação, anda jogando pesado para emplacar na diretoria do SEBRAE o ex-superintendente do Banco do Brasil do Tocantins, Edvaldo Sebastião de Souza. Ele assumiria a superintendência do Sebrae de Rondônia no lugar de Pedro Teixeira, preso na Operação Feudo, realizada no fim do ano passado. Lá pelo Sebrae já está ocupando um cargo, Francisco de Assis, aquele complicado cunhado do governador citado em diversas situações

E o PV?

O deputado estadual Luzinho Goebel também andou fazendo juras de amor ao PSDB, de Expedito Júnior e garante que arrasta o PROS junto em uma coligação com os tucanos. Seria uma alternativa, mas não garante sua reeleição. Luizinho está tentando garantir sua recondução à assembleia e vai para onde for mais vantajoso. Para ele, claro.

Na última coluna

Falávamos sobre a aliança PSB/PMDB e o ex-deputado Daniel Pereira, militante do PSB acrescentou que sua legenda também está fechada com o PDT, de Acir Gurgacz e vai apoia-lo a reeleição ao senado. Com essa confirmação, já se sabe que PDT, PMDB e PSB caminham juntos agora em 2014, em 2016 e 2018, respectivamente. Pode até mudar, mas essa configuração é vantajosa para todos. O prejuízo maior é do PSB, já que o PMDB de Confúcio está afundando graças a atrapalhada administração confuciana e o PDT só tem votos em Ji-Paraná.

Entrou água

Apesar de andarem conversando, é quase nula a possibilidade de aliança entre o grupo do senador Ivo Cassol e os petistas de Padre Ton. É mais ou menos como tentar misturar água e óleo, não funciona. No último fim de semana, Ton reuniu-se com petistas de Guajará e Nova Mamoré onde implantou diretórios com novas composições. O petista quer deixar o partido todo organizado o quanto antes.

E o Garçon?

Após ter aparecido na tal Operação Apocalipse do governo da atrapalhação, ops, da cooperação, o ex-deputado federal Lindomar Garçon sumiu lá pela Linha Triunfo e não apareceu mais.

Fênix

Ninguém sabia do paradeiro de Amir Lando até que ele ganhou uma vaga na Câmara Federal com a prisão de Natan Donadon. O catarinense, que mora em Brasília só dá as caras em Rondônia em época de eleição, ou quando o PMDB está no poder por essas bandas. Vai ver que é por isso que ele teve pouco mais de 6 mil votos na última eleição. Sei não, mas acho que seria melhor ele disputar eleição em Brasília, onde ele mora.

Campanha

O governo da atrapalhação pretende gastar R$ 12 milhões em publicidade até junho deste ano. É bom o Ministério Público dar uma olhada nesse pacotão que deve ser liberado pela Minha Agência, responsável pela conta governamental. Até onde sei, esse governo não fez tanta coisa assim que justifique torrar uma fortuna dessas em propaganda.

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Testosterona pode causar câncer, infertilidade e problemas no coração

Testosterona. Hormônio masculino que aumenta a massa magra, esculpe os músculos, dá mais força e turbina a libido, mas pode causar sérios danos como problemas cardiovasculares, infertilidade e câncer de próstata quando usado sem necessidade. No Brasil, segundo o Sistema de Acompanhamento de Mercado de Medicamentos (Sammed), a partir de dados dos Relatórios de Comercialização encaminhados anualmente pelos laboratórios fabricantes e divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as vendas de medicamentos que contêm testosterona como princípio ativo (injetável ou cápsula gelatinosa) aumentaram 55% entre 2004 e 2012 só entre os registrados e em suas embalagens originais, sem contar os manipulados. Na semana passada foi divulgado um relatório sobre o aumento de risco cardiovascular em homens acima de 65 anos que faziam uso da substância, assim como nos mais jovens com histórico de doenças cardíacas. E aí a FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, anunciou que vai rever a segurança dos produtos comercializados e investigar índices de derrames, ataques cardíacos e mortes associados a essas drogas.

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