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Coluna – Grampos da Termópilas confirmam negociatas de isenção

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Mentirosos

No dia 20 de fevereiro deste ano a coluna Painel Político trazia o seguinte título, “Por descaso da prefeitura, Restaurante Popular se perde na enchente”. Na ocasião, falávamos que a prefeitura, irresponsavelmente, havia deixado os utensílios do Restaurante Popular se perderem na enchente, mesmo tendo sido alertada por órgãos de controle. No dia seguinte, a prefeitura de Porto Velho, em sua página na internet estampava “Devido à cheia do Madeira materiais do Restaurante Popular foram remanejados para locais seguros”. Não foi o que aconteceu.

Matéria e fotos

Do jornal eletrônico Rondoniaovivo mostram os equipamentos estragados no Restaurante Popular, entre eles fogões e freezers. Sabe o que não estava lá? mesas e cadeiras, que segundo a secretária-adjunta de Assistência Social Arthelúcia Amaral haviam ficado lá por serem “fixados ao piso do restaurante. Veja o trecho da matéria da prefeitura que destaca a fala dela,“só não foram retirados os materiais que realmente não tem como serem removidos que é o caso das mesas e cadeiras que são fixadas no piso do restaurante, o restante foi muito bem guardado e cuidado”. O Ministério Público deveria intimar essa senhora e fazer com que ela arcasse com os prejuízos. Quem sabe na próxima enchente, ela trate com mais zelo a coisa pública.

Problema social

O Brasil é um país, que sem dúvida alguma está em melhores condições que o Haiti. Mas a migração em massa dos cidadãos haitianos para cá, está começando a gerar problemas sérios, de ordem social e política. O Acre (administrado pelo PT)  resolveu deportar os haitianos para São Paulo (também administrado pela companheirada). O caso gerou uma crise, que é claro, deverá ser abafada por estarmos em ano eleitoral. Nada contra a migração de estrangeiros, mas é preciso haver um controle sobre esse fluxo. Do contrário, em breve teremos guetos formados por haitianos e senegaleses e junto com isso, todos os problemas comuns aos guetos.

Bastidores

O pagamento de propina pelas usinas para parlamentares e membros do Poder Executivo (governo do Estado) é um fato concreto, e além das explicações dadas pelo ex-deputado Valter Araújo, existem alguns fatores que dão total sustentação às declarações dele, são as escutas telefônicas, autorizadas pela justiça, que estavam sendo feitas pelo Ministério Público e Polícia Federal durante a Operação Termópilas (2011). Naquela época, a correria era grande e o desespero bateu pesado quando o Ministério Público, agindo rápido, impetrou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade com pedido de medida cautelar, pedindo a anulação da lei 2.538 de 11 de agosto de 2011 que concedia a isenção fiscal às usinas.

A Ação

Do Ministério Público do Estado foi rápida porque já se sabia de toda a articulação que estava acontecendo, inclusive as barganhas, daí a necessidade de brecar a manobra, que foi combinada nos pormenores. O projeto do governo previa isenção para algumas peças, a Assembléia ampliou, concedendo isenção ampla tanto à Jirau quanto Santo Antônio e o governo, ao invés de aplicar o veto, sancionou como se o projeto tivesse voltado da forma como foi. Percebe-se nessa manobra que existia um conluio, e a confirmação disso está nos grampos da Termópilas.

Durante o processo

De negociação da lei que causaria rombo de mais de R$ 1 bilhão aos combalidos cofres do Estado, houve uma pressão enorme sobre o Ministério Público, com direito a romaria de deputados, representantes das usinas e advogados, que tentavam convencer os promotores que “a lei era benéfica”. Porém, já se sabia exatamente quem estava levando quanto e como. O pagamento seria feito em 4 parcelas, a primeira foi paga tão logo a lei foi aprovada pela Assembleia. Quando espalhou a notícia que o Ministério Público ia intervir, bateu o desespero.

Depois

Passada essa fase, o Tribunal de Justiça concedeu a cautelar e a turma apavorou. Foram marcadas reuniões, conversas ao telefone ficaram ásperas e “acabou a amizade”. A ideia era tentar derrubar a liminar e garantir a manutenção da lei. Certamente seriam envidados todos os esforços nesse sentido, não fosse a Operação Termópilas ter brecado essas articulações. Evidente que muita coisa foi tratada em conversas que não haviam sido grampeadas, mas esses detalhes foram passados por Valter Araújo durante suas longas conversa com o Procurador do Ministério Público Federal.

As conversas

Renderam, a princípio, dois inquéritos que certamente devem desvendar uma série de fatos que ainda estão acobertados. Valter Araújo teve uma ascenção rápida ao poder e movia-se com desenvoltura nas mais diversas frentes. Conseguiu formar um grupo coeso dentro do legislativo e vinha se fortalecendo politicamente. Certamente faria a diferença nas eleições desse ano, mas quem joga em muitas frentes não consegue manter o foco. Vamos aguardar os próximos movimentos. Principalmente, quem eram os interlocutores e o que eles falavam nesses grampos.

No circuito

As contas do ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho (PT) devem chegar em breve à Câmara de Vereadores que tem tudo para reprová-las. Porém, isso não pode acontecer, o que tornaria Roberto inelegível. Por isso, ele teria chamado para conversar, o ex-presidente daquela Casa, Eduardo Rodrigues que ficou responsável pelas articulações para eleger, na próxima semana, Jurandir Bengala (PT), presidente da Câmara. Essa eleição da nova mesa se transformou em uma “lenga-lenga”. Primeiro seria em abril, jogaram para dezembro e agora querem fazer às pressas para ajudar o “cumpanheiro”.

Vale lembrar

Que Roberto teve as contas reprovadas em anos anteriores e a legislatura passada da Câmara, aprovou essas contas sem nenhuma justificativa plausível.

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Beber de 2 a 4 cafés por dia pode reduzir risco de diabetes

Uma nova pesquisa, feita pela Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos, aponta que aumentar o consumo de café pode resultar na redução “imediata” da diabetes tipo 2. Segundo os pesquisadores, a ingestão de mais de uma xícara da bebida por dia pode estar associada a um risco 11% menor de desenvolver a doença nos próximos quatro anos. As informações são do Huffington Post. De acordo com o estudo, as pessoas que bebem três xícaras ou mais de café por dia estão 37% menos propensas a sofrer de diabetes tipo 2 do que as que consomem uma xícara ou menos. Já reduzir a ingestão da bebida em, no mínimo, uma xícara aumentou as chances de ter a doença em 17%.

 

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