Coluna – Gurgacz deve votar contra impeachment de Dilma

Senador é presidente do PDT que está expulsando deputados que votaram pela saída da presidente na Câmara

Limitações

As operadoras de telefonia querem limitar o uso de banda nas conexões de internet fixa. Isso representa dizer que o ruim, vai ficar ainda pior. E mais caro. Há tempos que eles já utilizam algumas ferramentas de limitação. A OI, por exemplo, reduz drasticamente a banda de quem usa clientes torrent, sistema ‘peer-to-peer’ de transferência de arquivos grandes, como filmes, por exemplo. Quando a operadora detecta um aumento significativo no consumo, ela já tratava de reduzir. Mas as limitações que elas querem impor agora tem como foco os serviços de streaming, como Netflix e Youtube, e claro, limitar a entrada de concorrentes, como HBO, Fox e outras que possuem o mesmo serviço (inclusive Vivo, Claro e OI).

O problema

É que ao invés das operadoras fazerem o que deveriam, que é a expansão e melhoria do serviço, e o desenvolvimento de tecnologia própria, eles preferem cercear a concorrência prejudicando os consumidores brasileiros. Pior é ver a agência reguladora, emitindo uma opinião pra lá de suspeita, favorável às operadoras. É bom lembrar que estamos no Brasil e normalmente alguns responsáveis por essas agências reguladoras recebem ‘mimos’ das empresas que deveriam fiscalizar e não o fazem. A internet é um exemplo disso, você paga um plano de 10MB, por exemplo, e a operadora só é ‘obrigada’ a entregar um percentual disso, ou 2MB (com direito a oscilações no sinal, quedas, etc).

A coisa é tão séria

Que o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, João Rezende teve a pachorra de culpar as pessoas que jogam on-line, em coletiva nesta terça-feira. Segundo ele, “tem gente que adora, fica jogando o tempo inteiro e isso gasta um volume de banda muito grande”, afirmando que esses usuários prejudicam quem usa pouca internet. E continuou, “é evidente que algum tipo de equilíbrio há de se ter porque, senão, nós teremos o consumidor que consome menos pagando por aqueles que estão consumindo mais. É essa questão da propaganda, do ilimitado e do infinito que é um negócio que acabou desacostumando o usuário”. É mole? Se o Brasil fosse um país sério esse sujeito seria exonerado sumariamente.

Por aqui

Temos uma situação curiosa. O leitor que acompanha PAINEL POLÍTICO pode puxar pela memória (se quiser pode clicar AQUI), e recordar que em 24 de novembro do ano passado, Ezequiel Neiva assumiu o DER e a gente alertava para o fato de Confúcio estar trocando ‘seis por meia dúzia’. E pelo jeito, tínhamos razão. O DER continua parado igual na época do bombeiro Lioberto Caetano. E olha que ele ainda deve estar mantendo tal Grupo de Operações Aéreas. E o DER continua sem equipamentos e as estradas derretendo…

Em Brasília

Fica cada vez mais complicada a situação do senador Acir Gurgacz em relação a votação do impeachment de Dilma Rousseff. Existem dois pontos a serem observados nessa questão, o primeiro é a história política de Gurgacz, que sempre caminhou ao lado do PT, desde que disputou a prefeitura de Ji-Paraná (e ganhou tendo um  petista como vice), até sua ascensão ao Senado. O segundo ponto é a questão partidária, já que o PDT está expulsando os deputados que desobedeceram a determinação da legenda na Câmara Federal, no último domingo, que era votar contra o impeachment. A determinação deve valer também para o Senado.

E aí complica

Gurgacz é presidente estadual do PDT em Rondônia e há anos dá as cartas no Estado. É senador eleito, tem dinheiro e peso. Ele também foi o relator das pedaladas de Dilma Rousseff e seu relatório foi favorável à presidente. Praticamente impossível ele votar pelo impeachment. Se isso de fato acontecer, ele deve ficar sem dormir em Ji-Paraná pelas próximas semanas, porque a turma promete fazer buzinaço na frente da casa dele por um bom tempo. Sem contar que o prejuízo político para ele, será imenso.

Valdir Raupp

Já adiantou que vota segundo determinação de seu partido, o PMDB, presidido por Michel Temer. Então, já sabemos como será seu voto.

Cassol

Por sua vez, não falou nada. Ainda. O senador já foi “Dilmista” sem ser petista. Já defendeu a presidente, já bateu também, então, seu voto, dada a sua condição de fragilidade em relação a seu processo no Supremo Tribunal Federal (que sentaram sobre ele), é uma incógnita.

Coisas do Brasil

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes falou sobre a PEC 412, que dá autonomia à Polícia Federal e foi enfático, “sou contra” e justificou, “o que a proposta quer é o que a Defensoria obteve recentemente, autonomia administrativa e financeira. Sabe o que a Defensoria fez com esse benefício? No dia seguinte a implementação desse modelo aprovou auxílio moradia, sem Lei, sem nada”. O ministro está coberto de razão. Só esse auxílio gera um gasto aos cofres públicos de mais de R$ 80 milhões mensais. A máquina publica brasileira é dispendiosa. Está na hora de cortar, e não de aumentar.

Quer uma notícia boa?

Uma alternativa na crise é reduzir despesas, principalmente com combustíveis. Uma grande dica está aqui, NESSE LINK, você vai ver que dá para economizar com estilo.

Clínica Mais Saúde informa – Ejaculação frequente reduz o risco de câncer de próstata

Ejacular com frequência reduz o risco de câncer de próstata. De acordo com um estudo publicado recentemente na versão online da revista científica European Urology, homens que ejaculam pelo menos 21 vezes por mês têm um risco 20% menor de desenvolver este tipo de tumor. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, acompanhou cerca de 32 mil homens ao longo de 18 anos. Durante este período, 3.839 participantes foram diagnosticados com câncer de próstata, dos quais 384 foram fatais. Em um questionário preenchido no início do estudo, os participantes relataram a sua frequência média de ejaculação por mês em três períodos de suas vidas: entre 20 e 29 anos, de 40 a 49 anos e no ano anterior ao início do estudo. Os resultados mostraram que, em geral, os homens que ejaculavam pelo menos 21 meses por mês corriam um risco 20% menor de desenvolver câncer de próstata, em comparação com aqueles que tinham entre quatro e sete ejaculações mensais. Embora uma maior frequência de ejaculação tenha sido associada a um risco menor, mesmo homens que reportaram um número menor de ejaculações por mês – de 8 a 12 – conseguiram reduzir o risco em 10%. Uma das explicações para a associação estaria na liberação de substâncias, como os hormônios ocitocina e DHEA durante a ejaculação. Os compostos teriam um efeito benéfico para a saúde.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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