Coluna – Maurão reage e cobra definição na candidatura de Confúcio

E ainda, 2018 o ano que acabou logo no início para Gurgacz e Capixaba, Emerson Castro é multado pelo TCE por irregularidades na Seduc

Repercussão

As condenações do deputado federal Nilton Capixaba (PTB-RO) e do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) não chegaram a causar surpresa na classe política, o que surpreendeu foi a dosimetria aplicada em ambos os casos. Capixaba foi condenado a 6 anos e 4 meses em regime semi-aberto e como se trata de segunda instância, está sujeito a ter um mandado de prisão expedido a qualquer momento. Já o caso de Gurgacz, que depende da Mesa, é um pouco mais complicado, mas nos corredores do Senado rumores que circulam apontam que ele não terá a mesma sorte que teve o senador mineiro Aécio Neves, “não dá para comparar Aécio com Acir. Exceto pelo nome de ambos começarem com a letra “A”, Neves faz parte da elite política brasileira, já Acir…”, disse um parlamentar que para evitar bate-boca prefere o anonimato.

Sem torcida

O ex-senador Expedito Júnior (PSDB-RO), que teve o mandato cassado por um processo onde Gurgacz movimentou tudo que podia para atrapalhar a vida do tucano, e depois assumiu sua vaga, se limitou a dizer que “cada um colhe o que plantou”, e que “não ficou feliz com o resultado, mas também não ficou triste”. A mesma resposta deu o senador Ivo Cassol, desafeto declarado de Gurgacz, complementando “ele me ofendeu, falou o que bem entendeu, mas eu não fui condenado por crime doloso, tanto é que minha pena não prevê perda de mandato, já o caso dele, não dá para dizer a mesma coisa”.

Politicamente

É unanimidade entre todos os políticos ouvidos por Painel Político, entre prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, que as carreiras de Nilton Capixaba e Gurgacz estão encerradas por um bom tempo. Nilton disputaria a reeleição e Gurgacz sonhava com o governo. O STF enterrou ambas pretensões. Com isso, Cacoal, reduto de Capixaba, passa a ser disputado pelos demais parlamentares que devem ocupar espaço. Mas, o deputado deve continuar no comando do PTB e mesmo não podendo disputar, vai fazer parte do processo político regional.

Já Gurgacz

Tem dois caminhos a seguir, pode compor com Daniel Pereira, integrando time de campanha e talvez indicando vice, ou “recolher os flaps”, como se diz na aviação, e brigar para tentar a reeleição daqui a quatro anos. Fato é que 2018 acabou ainda no início do ano, para ambos.

‘Jus sperniand’

No jornal da família Gurgacz (aquele que tem mais de 20 anos e pouco mais de 6 mil curtidas no Facebook), Acir se manifestou e declarou que “vai manter sua candidatura ao governo” e que “acredita conseguir reverter sua condenação no Pleno do STF”. Advogados ouvidos por PAINEL POLÍTICO informaram que ele pode até conseguir uma redução no pagamento das multas, mas a condenação dificilmente será revertida”.

Falando em eleições

Maurão de Carvalho está conduzindo um movimento de rebeldia dentro do MDB. Em contato com a coluna nesta quarta-feira, informou que não vai mais permitir que membros do governo, capitaneados por Confúcio Moura, interfiram nos trabalhos da Assembleia, e que a permanência do governador nas fileiras do partido vem causando um tremendo mal estar, vez que ele não se compromete com as diretrizes da legenda. Maurão lembrou que cumpriu todos os acordos e “esperou demais” por uma definição de Confúcio, “ele fragiliza o partido com essa coisa de que sai ou fica. Tem que resolver”.

O que falta?

A assembleia Legislativa tem pelo menos duas CPIs que não foram implantadas por falta de assinaturas. Elas deveriam estar em andamento investigando o caso do pagamento de R$ 30 milhões a uma construtora através de um acordo na justiça arbitral, cheio de ilegalidade e a desapropriação de áreas para recolocar os desabrigados da cheia do Madeira, com pagamentos superfaturados (em um dos casos o governo da cooperação pagou R$ 4,1 milhões em uma área comprada 9 meses antes pela bagatela de R$ 60 mil).

Mais uma rasteira

Um grupo de deputados estaduais, entre eles Maurão de Carvalho, conversou com Confúcio Moura e pediu para que ele mantivesse os comandantes da Polícia Militar. Confúcio fez o salamaleque de sempre, ligou para Emerson Castro e disse que “estava tudo certo”. Porém, esse foi mais um dos compromissos políticos que o governador não honrou. Na manhã desta quarta-feira, em solenidade oficial comandada por Daniel Pereira, a PM passou a ter um novo comando.

Vem aí

O deputado estadual Léo Moraes conseguiu com que o governo convocasse os 257 PMs, 23 policiais civis (15 delegados e 8 escrivães) e 20 bombeiros que havia sido aprovados no último concurso, e já emendou pedindo um novo certame. Segundo Moraes, existe uma defasagem imensa na área da segurança que precisa ser urgentemente resolvida. A promessa ele ganhou, já o edital…

O problema

É que por mais que a equipe governista alardeie que está “com as contas em dia”, o Estado não tem recursos para investimentos, principalmente em pessoal. Confúcio, que adora criticar o inchaço da máquina pública, abarrotou a folha com apadrinhados e cargos sem função prática com altos salários. O resultado é um monstro movido à comissionados. Bom lembrar que Daniel Pereira tem a mesma “pegada administrativa”.

Balão de ensaio

É só eu que estou sentindo o cheiro de candidatura presidencial no ar com a superexposição da pauta “segurança pública” tendo Raul Jungmann como “grande justiceiro do Brasil”?

Plano da enganação

O governo de Rondônia copiou (mais um) projeto do governo de Goiás e resolveu aplicar na educação. O Projeto Gênesis, um remanejamento de pessoal que na prática troca seis por meia dúzia vem sendo vendido como “o grande avanço educacional” e não é. Referência em educação é o Maranhão, que elevou o salário inicial do professor de 40h para R$ 5.750,00. Isso é investimento.

Falando em educação

Para quem não sabe ou não lembra, Emerson Castro foi secretário de educação por um período e no último dia 27, o Tribunal de Contas do Estado julgou irregulares (e multou) Emerson pela aquisição de câmeras de vigilância para as escolas do Estado sem que a licitação fosse feita pela Seduc, gerando, segundo o TCE, “perda da economia de escola e, portanto, de eficiência na realização da despesa; e ainda por falha no planejamento da substituição da vigilância presencial pela eletrônica, sem que a adoção de medidas suficiente à implantação tempestiva da vigilância eletrônica, tais como produção de estudos e projetos que contassem com os elementos necessários para a perfeita caracterização do serviço (mapeamento dos equipamentos necessários para cada escola, tai como: projetos individualizados; padronização; ART do responsável; parecer técnico e jurídicos”. Tá tudo AQUI

O que se sabe sobre a ligação entre o consumo de álcool e a demência

Há uma série de razões pelas quais beber muito álcool regularmente não é uma boa ideia. Isso pode gerar danos ao fígado, ao coração e ao cérebro e é ruim para a saúde em geral, por isso a recomendação de médicos britânicos é que não sejam consumidas mais do que 14 unidades de álcool por semana – o equivalente a quase dez latas de cerveja ou sete taças de vinho. Mas as pesquisas, incluindo uma divulgada recentemente, apontam que beber em excesso pode ter outro malefício: aumentar o risco de uma pessoa desenvolver demência. O novo estudo foi publicado no periódico científico Lancet Public Health e realizado na França com mais de 1 milhão de adultos que têm esse problema. Os pesquisadores descobriram que ser hospitalizado por alcoolismo ou outros problemas de saúde decorrentes do consumo excessivo de bebidas é um forte fator de risco para a progressão da demência, especialmente no surgimento precoce dos sintomas, antes dos 65 anos. Mas é difícil definir se essa é uma associação direta ou apenas um dos fatores entre muitos. Pessoas que bebem de forma excessiva têm maior tendência a fumar, ter depressão e levar vidas pouco saudáveis – fatores que aumentam o risco da demência. A demência é considerada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma síndrome – um conjunto de sintomas que podem ter causas diversas, como doenças e outros danos. Ela leva à deterioração da memória e de funções cognitivas, tendo também impactos psicológicos e sociais.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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