Coluna – Mesmo sub judice Cassol ainda desponta como principal nome ao governo em 2018

Outros nomes podem surgir e até mesmo o julgamento no STF não atrapalha o senador; E ainda, secretário de transportes complica gestão de hildon Chaves em Porto Velho

Eu avisei

Em novembro de 2015 o Brasil acordava com a notícia da tragédia na cidade mineira de Mariana, soterrada pela lama da barragem da empresa Samarco. Começava um drama que se arrasta e comprova que no Brasil, vagabundo se cria na impunidade. Em janeiro de 2016 a coluna já alertava para essa situação, lembramos de outros casos e chamamos a atenção para os números assustadores gerados pela tragédia, foram 17 mortos, dois desaparecidos, 600 quilômetros de rios destruídos, quase 1500 hectares de vegetação atingidos. Os mais de 600 moradores foram realojados em Mariana, município vizinho. Os que tiveram parentes mortos deveriam receber R$ 100 mil de indenização. Os outros, R$ 20 mil para cada família.

Essa semana

A justiça federal suspendeu a ação contra 22 pessoas, entre elas, funcionários da Vale, Samarco e BHP Billiton, acusados de homicídio envolvendo o rompimento da barragem de Fundão. O motivo, uma tecnicidade jurídica que não justifica o absurdo que é essa situação. Após idas e vindas, bloqueios judiciais, troca de promotores e por fim a suspensão da ação contra os acusados mostra que no Brasil, o crime compensa. As famílias estão sendo assentadas, mas a dor da perda de entes queridos, causados pela irresponsabilidade dos executivos que sequer tinha um projeto para a barragem nunca vai se apagar. E claro, ninguém vai ser preso.

Não dá para levar a sério

Pesquisa eleitoral divulgada essa semana em alguns sites colocam a deputada federal Mariana Carvalho como favorita ao governo do Estado e Pimenta de Rondônia na frente de Ivo Cassol. Não sei exatamente onde a pesquisa foi feita, mas é por essas e por outras que a população deixou de acreditar nessas sondagens. Diversas pesquisas que foram feitas para consumo interno indicam exatamente o sentido oposto dos números apresentados essa semana.

Dados apontam

Que mesmo sub judice, em qualquer cenário apresentado, Ivo Cassol desponta. O senador, que anda às voltas com o Supremo Tribunal Federal, mantém-se como o principal nome na corrida sucessória ao governo de Rondônia. Em conversa recente com a coluna, o senador declarou que pretende ser candidato e garantiu que “não vai mais cometer erros”. O discurso de Ivo encontra eco nos municípios e principalmente junto aos produtores e empresários do interior, que sentem-se abandonados pelo governo de Confúcio Moura, “me criticaram dizendo que eu só sabia fazer estradas. Tudo que eu fiz é o que tem hoje, eu tenho projetos claros para Rondônia, é o Estado onde vive toda minha família e eu vou consertar tudo que está errado, se eu realmente for candidato e for eleito”, afirmou o senador à coluna.

Cabo eleitoral

E o principal cabo eleitoral do italiano é o governador Confúcio Moura e sua equipe. Em oito anos Cassol conseguiu estruturar o Estado e ainda sobrava dinheiro para investimentos e ele quase concluiu as obras do CPA; Confúcio em oito anos só pode se gabar de manter a folha de pagamento dos servidores em dia e de endividar o Estado a níveis ainda desconhecidos.

Em Porto Velho

O tempo fechou para o secretário de transportes do município, Marden Ivan Negrão, que veio “importado” de São Paulo pelo prefeito Hildon Chaves e seria “o cara” que resolveria o complicado trânsito da capital rondoniense. Não foi. O trânsito em Porto Velho continua exatamente o mesmo e cá entre nós, falta a Hildon coragem de resolver o problema. Não é um secretário que vai fazer isso. A prefeitura deveria contratar uma empresa especializada em urbanismo e tráfego e investir em um projeto eficiente e não ficar remendando o que é ruim. Tempos atrás, em conversa com Hildon em frente à sua faculdade, ele me confidenciou que, se fosse prefeito resolveria o problema com obras simples, como a construção de trincheiras em cruzamentos complicados como o da Rio Madeira com Calama, e elevados em outros pontos com gargalos. Na mesma conversa, ele afirmou que o correto seria exatamente isso, contratar uma empresa que resolvesse o problema. Pelo jeito, a burocracia e a pressão da turma fez o agora prefeito esquecer de tudo…é a tal ‘amnésia política’…

Como resultado

Velhos problemas se arrastam e complicam. No último domingo, no cruzamento da Avenida Raimundo Cantuária com Rua Neuzira Guedes, bairro Tancredo Neves, zona Leste de Porto Velho, o funcionário público municipal, Delmacy Jorge Nascimento, 61 anos, morreu ao invadir a preferencial em sua motocicleta. A ironia dessa infeliz tragédia é que Delmacy era motorista do Samu a cerca de 20 anos. Prefeito, quando uma coisa começa errado, termina errado. Melhor mandar o secretário de volta à São Paulo, contratar uma empresa e fazer a coisa certa. Porto Velho está cansada de remendos.

Redes sociais podem causar paranoia

Segundo pesquisadores da King’s College London, no Reino Unido, uma a cada cinco pessoas sofre de paranoia – e o principal motivo pode ser o acesso frequente às redes sociais. Ainda, de acordo com a Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças, o aumento de casos de auto-mutilação entre jovens, que representam o maior grupo de risco para a doença, pode estar associado a esse vício. A necessidade de acompanhar as atualizações de amigos nas redes sociais o tempo todo, intrínseca à própria natureza do on-line – presente 24 horas por dia – acaba por prender as pessoas nesse ciclo vicioso. “O mundo digital está mudando a sociedade de uma forma que pode nos fazer sentir como se estivéssemos sob vigilância o tempo todo”, disse Philippa Garety, professora de psicologia clínica na King’s College London. A paranoia é o medo injustificado de que alguém está sempre tentando prejudicá-lo, física ou socialmente, ou prejudicar sua reputação. Em sua forma mais extrema, pode levar à psicose – um problema de saúde mental que faz com que as pessoas percebam ou interpretem as coisas de maneira diferente daqueles ao seu redor – o que pode causar alucinações e/ou delírios. No entanto, mesmo em casos menos graves, a doença pode levar à ansiedade, à dificuldade para trabalhar e de se relacionar com outras pessoas.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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1 Comentário

  1. achei muito estranho mariana despontar em pesquisas sendo que moro em Pimenta Bueno e a conversa aqui é só Casol, tá igual aquela pesquisa onde lula está com 30 pontos, impressionante como querem que essas pesquisas ganhem aceitação e votos.

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