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Coluna – Mirante vai desabar, e ameaça vizinhança

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Escavadeira Bucyrus, casas e hospital estão correndo grave risco por escombros que não tem mais salvação

Vai olhando

No finzinho de janeiro de 2013 o restaurante Café Madeira, situado na região central de Porto Velho ao lado do Hospital de Guarnição do Exército foi interditado pela Defesa Civil. O local corria o risco de desabar. Ainda não caiu, mas vai. Desde então, já se foram 2 anos, e o mausoléu continua lá, no mesmo local, atrapalhando a visão do rio Madeira e colocando em risco as casas e o próprio hospital, já que se ele desabar por conta própria, vai puxar o que estiver no entorno.

Lá embaixo

Está a escavadeira Bucyrus, que não está segurando barranco coisa nenhuma, como sugeriram alguns engenheiros, sabe-se lá de que, que em 2013 saíram com essa “pérola” de que se a escavadeira fosse retirada, iria desabar tudo. A situação é exatamente inversa, o Café Madeira, antigo Mirante I que está colocando o patrimônio histórico em risco, já que quando cair vai arrasta-la para o fundo do rio.

Falta bom senso

O local onde está situado o que resta do Café Madeira pertence à prefeitura, assim como os Mirantes II e III. Eles são dados em concessões de uso, que aliás nunca foram bem esclarecidas, já que eles são alugados a terceiros, coisa que é proibida em qualquer concessão. De qualquer forma, qualquer tipo de discussão sobre indenização pode esperar. O que não pode aguardar mais é que aconteça um desastre iminente.

O problema

É que por aqui o poder público, ao invés de prevenir, prefere “consertar depois que aconteceu”. Como resultado de toda essa falta de planejamento, temos atualmente um paradoxo criado pelo judiciário. Uma ordem determina que deixe a escavadeira onde está para “evitar o desmoronamento do Café Madeira”. Outra diz que “tem que retirar em um prazo de 10 dias”. Evidente que a mais razoável é a que determina a retirada. O Café Madeira não tem salvação, já a Bucyrus faz parte da história de Rondônia e ajudou a fazer parte da história do Canal do Panamá, de onde veio para ajudar na construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

Mas tem mais

A Caterpillar, empresa fabricante da Bucyrus, entrou em contrato com o governo da cooperação em 2012 e está disposta a doar até R$ 1 milhão para custear o resgate e recuperação da máquina, já que ela é uma raridade. O governo não se dignou sequer a responder a oferta, preferindo “deixar como está” para não ter trabalho nem responsabilidade. Enquanto isso, um pedaço de nossa história apodrece sob uma barranca ameaçada de desabar e ser soterrada para sempre, por pura falta de amor pela nossa história.

Luz no fim do túnel

A Funcultura.l está disposta a encarar o desafio e salvar não apenas a Bucyrus, mas o que restou do patrimônio da Madeira Mamoré. Porém, vem esbarrando na burocracia do IPHAN, aquele órgão do governo federal que tem três funcionários e não consegue dar conta de resolver absolutamente nada. Um projeto de recuperação dos 7 quilômetros de ferrovia entre Porto Velho e Santo Antônio, a ser executado pela Santo Antônio Energia, mofa em alguma gaveta empoeirada do IPHAN há mais de um ano e eles não conseguem liberar. Falta pessoal, falta vontade e principalmente, falta competência. Desde que o IPHAN foi aparelhado por indicados do Partido dos Trabalhadores, que virou um órgão de faz de contas.

Nebulosa

O professor Francisco Xavier, em artigo publicado em PAINEL POLÍTICO fez uma série de questionamentos sobre a prestação de contas da atual diretoria do Sintero. Um deles foi o local escolhido, a cidade de Guajará-Mirim, cujo acesso está complicado, sem contar que é completamente fora do eixo da BR 364, local onde se concentra a maioria dos profissionais de educação. Outro ponto foi a convocação, publicada três dias antes, no rodapé de um jornal impresso (aqueles que ninguém mais lê). O professor também apontou que o sindicato repassou mais de R$ 240 mil para a CUT, sendo que pouco mais de R$ 40 foram para “inscrições e participações em cursos”. A entidade também teria gasto mais de R$ 500 mil em “cursos de capacitação”, que o professor alegar desconhecer completamente.

De fato

Faz tempo que Xavier aponta erros na atual diretoria do Sintero. Sobre as acusações do professor, o Sintero se cala, prefere aciona-lo judicialmente. E segundo Xavier, ele “o advogado do sindicato é pago com dinheiro do sindicato para processa-lo”. O advogado do Sintero, segundo as prestações de contas, teria recebido cerca de R$ 20 mil por mês, durante o ano de 2014.

Onde estão?

Em 2012 o então diretor do DER, Lúcio Mosquini apresentava a imprensa o funcionamento do Sistema de Controle de Equipamentos Pesados, que segundo ele, “monitorava, em tempo real, o uso do maquinário do DER, da hora em que liga a hora em que desliga”. O sistema também prometia que cada equipamento operaria dentro de uma “cerca virtual”, ou seja, ao entrar em operação em determinada área, ele estaria delimitado a um setor de funcionamento. Se operar fora desse perímetro, o sistema emitiria um alerta à central em Porto Velho”. Com isso podemos deduzir duas coisas, ou o sistema não funciona, o que é pouco provável, ou alguém permitiu que deliberadamente roubassem maquinários pesados do DER.

Em 2014

O servidor de carreira do DER, Nélio Dias Rezende apresentou denúncia contra o órgão pelo desaparecimento de uma pá carregadeira, além de outros equipamentos. Até hoje o caso não foi resolvido, e está o dito pelo não dito. A pergunta é, o sistema funciona? Se funciona, quem liberou o maquinário? Se não funciona, porque parou?

R$ 1,5 milhão

É quanto o senador Ivo Cassol vai ter que devolver aos cofres públicos. Ele e a Construtora Terraplanagem foram condenados por fraude à licitação em obras realizadas pela prefeitura de Rolim de Moura, quando Cassol administrava a cidade. O desembargador federal Souza Prudente, relator do processo 26092620084014101 anotou em sua sentença que “o desprezo ao regular procedimento licitatório, além de ilegal, acarreta dano, porque a ausência de concorrência obsta a escolha da proposta mais favorável dos possíveis licitantes habilitados a contratar. Desnecessário comprovar superfaturamento para que haja prejuízo, sendo certo que sua eventual constatação apenas torna mais grave a imoralidade e pode acarretar, em tese, enriquecimento ilícito”.Essa já é uma sentença de segundo grau.

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Genes da obesidade fazem engordar com exercícios

Clínica Mais Saúde (agende seu check-up 3214-847/9242-1079) – Para quem não gosta de ir à academia, o resultado da última pesquisa da Universidade de Arizona, nos Estados Unidos, pode parecer uma desculpa e tanto. Pessoas com mais genes responsáveis pelo ganho de peso podem engordar mais com atividade física. Os dados são do jornal Daily Mail. Os pesquisadores analisaram amostras de DNA de 84 mulheres, entre 30 e 65 anos, variando de magras a obesas. Todas participaram de um programa de atividade física de 75 minutos, três vezes por semana, que contava com alongamento, musculação em aparelhos e levantamento livre de pesos. A alimentação continuou a mesma que já tinham. Constatou-se que as participantes com baixo número de genes da obesidade perderam quase 1,3 kg, em média. Por outro lado, aquelas com alta taxa acabaram com quase 1,2 kg a mais. O pesquisador Yann Klimentidis alertou que os resultados não devem ser usados como uma desculpa para não se exercitar. Em vez disso, eles simplesmente significam que algumas pessoas podem ter de suar mais a camisa para perder peso.

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