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Coluna – Morte de neta de senador alerta para onda de suicídios

E agora?

A decisão que havia anulado os ritos da Operação Apocalipse ao vereador Jair Montes foi estendida na manhã desta quinta-feira a todos os réus, o que não havia sido feito antes. Os réus Márcio César Gomes, Fernando Braga Serrão e Alberto Siqueira impetraram o mesmo pedido feito pelo vereador Jair Montes e por unanimidade o Tribunal de Justiça acatou o pedido, estendendo aos demais a decisão.

Com isso

O Tribunal de Justiça coloca uma pedra sobre a atrapalhada operação, que consumiu centenas de horas de trabalho e envolveu, segundo a própria SESDEC, 80 delegados, 420 agentes e escrivães, 10 peritos, 10 datiloscopistas e 5 médicos legistas. De acordo com o então secretário de Defesa, Marcelo Bessa, em entrevista concedida logo após a operação, “foram inicialmente apuradas ações relacionadas ao tráfico de drogas e ao financiamento do tráfico”. Foram exatamente essas acusações, sem nenhuma prova, que enterraram todo o trabalho.

Epidemia

No Brasil, nos últimos anos, as mortes por suicídio de pessoas entre 15 e 24 anos cresceram 1.900%. Apenas este ano, em uma rápida pesquisa feita no noticiário regional, encontramos 22 casos que foram registrados. E nesta quinta-feira, mais uma jovem tirou a vida. Trata-se de Emily Soares, 19 anos, que estava grávida e saltou de uma laje no bairro Embratel. Ela estava com depressão. Emily era neta do senador Odacir Soares e faleceu após ser atendida no pronto-socorro de um hospital particular.

No Brasil

O suicídio representa a terceira principal causa de morte de pessoas em plena vida produtiva. As conseqüências atingem também a família. Pesquisas mostram que cada morte afeta – profundamente e por tempo prolongado – pelo menos cinco pessoas. As estatísticas revelam a extensão de um problema que merece a nossa reflexão. Nos últimos 40 anos, as taxas de mortalidade mundial por suicídio subiram cerca de 60%. Nada menos do que um milhão de pessoas morrem por ano por essa causa – uma morte a cada 40 segundos, praticamente todas elas em conseqüência de depressão ou de algum transtorno mental.

Soluções

No final de junho, entre os dias 28 e 30, 80 conferencistas de 16 países se reuniram em Belo Horizonte (MG) para trocar as suas experiências sobre o assunto durante o II Congresso Latino-americano de Suicidologia. “Uma das nossas tarefas é convencer donas de- casa, pais, educadores, jornalistas, publicitários, líderes comunitários e de opinião de que o debate sobre o suicídio não é uma questão moral ou religiosa, mas um assunto de saúde pública e que pode ser prevenido. Aceitar essa idéia é o primeiro passo para poupar milhares de vidas”, conclui Humberto Corrêa, que presidiu o evento. Essas informações são da Revista Planeta deste mês.

Alerta

Leve a sério quando alguém ou um parente diz que a vida não vale a pena e se mostra deprimido. Por baixo disso pode estar a intenção de interromper a vida. Estudos em diversas regiões do planeta mostram que quase todos os indivíduos que se suicidaram estavam padecendo de um transtorno mental. A Inglaterra conseguiu reduzir o número de mortes por suicídio com um amplo programa de tratamento de depressão. No Rio de Janeiro há um serviço especializado para quem perdeu pessoas próximas por suicídio, o Projeto Conviver. Outro começará a funcionar em Belo Horizonte, em Minas Gerais, este mês.

A pergunta

Que na maioria das vezes nem a família nem amigos consegue responder é: porque? O que leva uma pessoa, na maioria das vezes jovem, com estrutura familiar sólida a tirar a própria vida. Há mais ou menos um século, tanto o sociólogo Émile Durkheim, quanto o psicanalista Sigmund Freud apresentaram algumas explicações. Durkheim, não surpreendentemente, viu as causas do suicídio em fatores sociais, como por exemplo, a incapacidade que uma pessoa tem de se integrar na sociedade, enquanto Freud enraizou sua explicação em impulsos instintivos, especialmente no que ele chamou de Instinto de Morte. Explicações mais recentes têm tendência a concentrarem-se em fatores como depressão, desesperança e dor emocional, mas nenhuma delas teve muito sucesso na resposta à pergunta fundamental sobre o suicídio: por que algumas pessoas se matam, enquanto outras continuam vivendo em circunstâncias idênticas?

Mais estudos

Segundo o psicólogo da Universidade de Harvard, Matthew Nock, que estuda suicídio e auto-mutilação, alguns progressos foram feitos processando grandes quantidades de dados sobre suicídio. Os pesquisadores detectaram, por exemplo, que o índice mundial de suicídios está cada vez maior. O suicídio é a segunda principal causa de morte em pessoas entre 15 e 24 anos, vindo atrás de acidentes de carro. As mulheres são mais suscetíveis do que os homens a tentar suicídio, mas eles têm muito mais probabilidade de êxito. A maioria das pessoas que cometem suicídio tem algum transtorno mental. Dentre estes, as principais causas de suicídio são: Depressão, Dependência a drogas, Transtorno bipolar, Anorexia, Esquizofrenia e Transtorno de personalidade. Esses dados e informações são Banco de Saúde.

Errata

Na última coluna cometemos uma pequena falha no primeiro parágrafo, “o próximo governador de Rondônia assume no dia 1 de janeiro e já vai herdar uma dívida de R$ 3,3 bilhões, ou seja, 66% da receita do Estado estará comprometida apenas com empréstimos. O restante, 44% é o que sobra para folha de pagamento, projetos sociais e investimentos”. Na verdade sobram 34%. Obrigado a todos que observaram essa pequena distração matemática.

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Barulhos demais podem causar doença cardíaca e ganho de peso

Estudos mostram que os problemas causados pela barulheira da vida cotidiana não são somente nos ouvidos, mas também nos vasos sanguíneos e coração. Na última semana, especialistas se reuniram no Japão para discutir a relação da poluição sonora com o ganho de peso. Pesquisadores da Universidade de Karolinska, na Suécia, descobriram ainda no ano passado que quanto mais alto e ruído do tráfego as pessoas eram expostas, maior era a circunferência de suas cinturas. No último mês a descoberta dos pesquisadores da universidade foi ainda mias dramática em relação ao barulho emitido por aviões. Após acompanhar a vida de 5 mil pessoas por 10 anos, relataram que as cinturas aos mais expostos ao ruído das aeronaves aumentaram, em média, 6 centímetros. Pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram que altos níveis de exposição ao ruído ainda pode elevar em 20% o risco de hospitalização por doenças cardíacas. Os efeitos da poluição sonora são ainda sentidos por bebês no útero. Em outros estudos apresentados na conferência da semana passada, pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, examinaram dados de mais de 68 mil nascimentos e descobriram que, para cada aumento de seis decibéis do ruído do tráfego, houve uma queda de 15g a 23g no peso do bebê no nascimento. O baixo peso ao nascer está associado a uma série de problemas de saúde a longo prazo, como pressão arterial alta, diabetes e doenças cardíacas.

 

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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