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Coluna – Mosquini está sendo investigado por enriquecimento ilícito

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Além da ação pelas irregularidades no Espaço Alternativo, o deputado federal terá que explicar origem de seu dinheiro

Não tem jeito

O trecho da BR 364 entre Ji-Paraná e Presidente Médici foi refeito ano passado. Estava esburacado e em algumas partes nem existia mais asfalto. A obra durou quase o ano inteiro e foi finalizada em novembro. Estamos em março, quatro meses apenas e já está tudo esburacado de novo, comprovação do descaso das construtoras responsáveis pelas obras nas rodovias federais. O pior é que fica tudo do mesmo jeito, ninguém é punido e nós continuamos pagando a conta.

Parou tudo

A economia em Rondônia estagnou, e o reflexo maior é sentido em Porto Velho. Os municípios estão com aparência de abandono. Ariquemes, Jaru e Cacoal, que são os maiores, estão esburacados, com ruas cheias de lama e tomados pelo mato. Os prefeitos dessas três cidades se perderam em gestões medíocres, com denúncias de corrupção e descaso. Rondônia não está muito diferente de Brasília, se tornou um estado caótico, sem comando e seguindo por um caminho preocupante.

Falta liderança

Confúcio nunca mostrou a que veio, de fato. Logo no começo de seu primeiro mandato perdeu o controle, deixou a coisa correr frouxa e ainda no primeiro ano sofreu um baque pesado, parte de seus assessores foram presos na operação Termópilas e desde então a coisa desandou geral. Foram quatro anos de operações policiais que tentaram se não acabar, mas ao menos reduzir a corrupção em Rondônia. E isso está tendo um alto custo para a população.

Platéias

Em dezembro do ano passado veio a pá de cal sobre o governo. O próprio Confúcio foi levado para a Superintendência da Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre diversas denúncias que haviam sido feitas contra ele. Todas baseadas em depoimentos de presos na Operação Termópilas. Desde então, o governador vem sofrendo com uma crise gerencial sem precedentes. Comandando uma equipe fraca, que não se entende, o Estado segue desgovernado, precisando urgente que a situação seja resolvida.

Durante 2014

A coluna alertava para a necessidade de oxigenar, de trocar o comando do Estado. Se os primeiros quatro anos foram ruins, os próximos seriam ainda piores. E não importava quem seria o eleito, desde que não fosse Confúcio. Porém, o governo usou descaradamente a máquina pública na reeleição e o preço está pagando agora. No último dia 5 Confúcio foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas ainda está no cargo. Virou um zumbi político. Está lá, mas não manda.

Ao mesmo tempo

Assessores de primeiro escalão correm para tentar garantir o emprego e jogam nas duas frentes, buscando espaço em uma possível gestão de Expedito Júnior, caso seja mantido o afastamento de Confúcio. Uma verdadeira romaria.

No Brasil

Levantamento apresentado no Boletim Estatístico de Pessoal e Informações Organizacionais, elaborado pelo Ministério do Planejamento apontou que os governos de Lula e Dilma criaram juntos 4.552 cargos comissionados no governo federal. Aqui em Rondônia temos quase o mesmo número.

Sem privacidade

O Ministério Público gravou todas as conversas na sala de custódia entre os 14 presos na Operação Ludus, que investigou as ilegalidades nas obras do Espaço Alternativo em Porto Velho. O pedido foi feito à justiça para evitar conchavos ou orientações durante o tempo de permanência na sala, antes dos interrogatórios. O pedido foi aceito pela justiça. As conversas foram filmadas e usadas no inquérito.

Dinheiro à rodo

Analisando o processo da Ludus, percebe-se uma grande movimentação financeira por parte do deputado federal Lúcio Mosquini (PMDB) ao longo do período das investigações. Ele comprou touros reprodutores, repassou dinheiro para pelo menos dois deputados durante a campanha, Edson Martins e Lebrão, um total de R$ 334 mil. Mosquini, como não é novidade alguma, era diretor do DER e Secretário de Obras do Estado e enriqueceu em cargos públicos. Evidente que essa movimentação não passaria desapercebida e ele está sendo investigado por enriquecimento ilícito.

Nas apreensões

Realizadas na casa de Mosquini, os policiais encontraram uma grande quantidade de notas de compras, feitas nos Estados Unidos e chamou a atenção o gosto, digamos, exacerbado do deputado por marcas famosas. Ele fez compras na Tommy Hilffiger, Adidas, Apple, Ralph Lauren, Calvin Klein e outras lojas famosas nos Estados Unidos. E foi ainda para Las Vegas, onde curtiu alguns cassinos.

“Segundo turno”

Tanto em depoimentos como em conversas gravadas com autorização da justiça, fica evidente o uso de máquina administrativa do Estado em prol da reeleição de Confúcio Moura e eleição de Mosquini ao cargo de deputado federal. Em conversa gravada, Mosquini insiste para que Confúcio libere os pagamentos do consórcio que constrói o Espaço Alternativo e ressalta, “é o nosso segundo turno, governador”. Duas obras deveriam ter sido inauguradas em 2014, mas não foram, o Espaço Alternativo e a Rua da Beira. O primeiro, um projeto desnecessário e caro e o segundo necessário e vital. Ambos estão abandonados.

Em Brasília

O advogado Diego Vasconcelos obteve 10 dos 21 votos para ser indicado ao cargo de desembargador federal. Com isso, ele ficou em quarto lugar e bateu na trave na composição da lista tríplice. Um grande desempenho para um advogado jovem e de Rondônia. Se Diego tivesse conseguido 11 votos, teria segundo turno. Um resultado apertado, mas que, segundo ele, valeu pela experiência.

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Islândia mapeia DNA de toda sua população

Cientistas na Islândia dizem ter mapeado com sucesso o código genético do “país inteiro”. A façanha teria sido realizada por meio da combinação de dados de DNA com árvores genealógicas. Representantes da equipe científica deCODE, responsável pelo mapeamento, disseram que agora podem encontrar todas as mulheres que correm risco de desenvolver câncer de mama “com o apertar de um botão” – e que seria um crime não usar essa informação. A pesquisa científica, publicada no jornal científico Nature Genetics, usou os dados para fazer uma série de descobertas, incluindo a idade do último ancestral em comum de todos os homens. O DNA é passado de geração para geração, assim, ao decodificar o código genético de uma criança, é possível mapear o DNA de seus país e avós. A equipe pesquisou as sequências de DNA de dez mil pessoas e combinou os dados com árvores genealógicas. “Usando essas técnicas podemos prever, com substancial exatidão, o genoma de toda a nação”, disse o chefe executivo do deCODE, Kari Stefansson.

 

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