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Coluna – Na surdina governo fecha shopping cidadão na capital

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Olha essa

Nos últimos meses muita gente vem questionando a participação de Expedito Júnior nas eleições de 2014, se ele poderá ou não concorrer. Painel Político ouviu um monte de gente sobre o assunto, advogados, promotores e juízes e apesar de algumas ponderações, todos são categóricos em afirmar que ele poderá disputar as eleições sim, sem os problemas ocorridos em 2010. Nas próximas linhas vou colocar as ponderações e os motivos que levaram os amigos consultados a essa conclusão.

Em 2010

Expedito estava em uma situação complicada. Havia sido aplicada a ele a Lei do Ficha Limpa, que até então estava em discussão se valeria ou não para aquelas eleições. O Supremo Tribunal Federal só resolveria essa questão em 2012, após quase dois anos de discussão e 11 sessões de julgamento. Mas, em 2010 ela havia sido aprovada pelo Congresso e naquele mesmo ano a justiça eleitoral, por conta própria, a adotou. Com isso, as chances de Expedito foram para o ralo e Confúcio Moura foi para o segundo turno com João Cahúlla de quem ganhou apertado.

Voltando

Ao caso de Expedito, agora em 2014, cerca de 4 dias antes do dia da eleição, ele estará com sua ficha limpa. Terão passados os oito anos de sua inelegibilidade (aplicada a partir das eleições 2006, quando ele foi acusado de compra de votos).  Porém, vale uma observação nesse ponto. Ele não estará apto no momento do pedido do registro de candidatura, e certamente deverá concorrer com liminar, que vai lhe garantir a participação no pleito.

Isso quer dizer

Que, no dia da eleição, como ele estará com sua situação “zerada”, ele estará em pé de igualdade com qualquer outro candidato, poderá ser votado e o principal, poderá ser diplomado e empossado no cargo, situação bem diferente da ocorrida em 2010. Supondo que naquela eleição ele tivesse sido eleito, certamente teria sérios problemas no momento de ser diplomado e a probabilidade de perder o mandato seria imensa.

Portanto

Em 2014 a condição de Júnior é completamente diferente. Em 2010 os eleitores debandaram com medo de “perder o voto”, o que certamente aconteceria, já que teríamos embates jurídicos para resolver a situação. Com essa nova condição, amparada por decisões análogas do Tribunal Superior Eleitoral, o cenário muda completamente.

Sendo assim

O tabuleiro começa a ficar definido para 2014. Se Júnior decidir pela disputa ao governo, as chances de vitória são grandes, levando em consideração pesquisas de consumo interno que estão sendo feitas praticamente todas as semanas pelos partidos. Expedito traz consigo, além do PSDB, legendas menores que ele vem mantendo proximidade. Articulado, ele tem cabos eleitorais em todas as regiões do Estado. Se optar pelo Senado, ganha de lavada de Acir Gurgacz, que no quesito organização partidária perde feio.

Só para relembrar

A única eleição que Acir ganhou foi para prefeito de Ji-Paraná, contando com o apoio do PT, legenda que sempre lhe deu sustenção em termos de militância. É incontestável que a “companheirada” é bem organizada nos municípios e costuma vestir a camisa dos partidos aliados. Mesmo assim, Acir foi derrotado em todas as outras eleições que participou. Ele está senador atualmente devido a saída de Expedito.

E para quem

Não sabe ou não lembra, em 15 de junho de 2009 Expedito Júnior pediu para a Polícia Federal abrisse inquérito para investigar uma suposta armação para incriminá-lo por compra de votos. Os vigilantes que haviam feito as acusações mudaram seus depoimentos e disseram ter sido abordados, em 25 de setembro de 2006, por dois fiscais da empresa que prestava serviços ao governo, para que votassem nos quatro candidatos em troca do pagamento de R$ 100. Eles tiveram de assinar pequenos contratos de prestação de serviços, apelidados de contrato formiguinha, para justificar o depósito do dinheiro que seria feito em suas contas correntes. No depoimento, afirmaram que aceitaram a proposta por medo de perder o emprego.

Também em depoimento

O ex-funcionário da Assembleia Legislativa de Rondônia Rodrigo Batista Balcazar disse ter arregimentado cabos eleitorais para denunciar o senador e o governador por compra de votos a pedido de ex-presidente da Casa, Carlão de Oliveira, e em favor do segundo colocado na disputa ao Senado, Acir Gurgacz. No depoimento, Balcazar disse também que os vigilantes foram orientados por um advogado de Gurgacz a acrescentar o envolvimento de Cassol no suposto esquema. “Já que todos pertenciam ao mesmo partido e, caso contrário, a denúncia não surtiria efeito”, afirmou o ex-funcionário da Assembleia. Ele revelou que o advogado teria afirmado que “Acir Gurgacz faria um acerto financeiro com todos e ninguém iria se arrepender de levar as denúncias à frente”. “Isso era um esquema, montaram uma farsa para incriminar Cassol e Expedito”, afirmou o estudante ao site Congresso em Foco. Para prestar os depoimentos, os vigilantes receberam R$ 800 cada num primeiro momento e depois R$ 800 por mês pelo tempo que Gurgacz ficasse no mandato. Ele teria, ainda, se comprometido a pagar os reajustes da categoria dos vigilantes ao grupo.

Podcast

Opinião

A coluna Resenha Política, assinada pelo articulista político Robson Oliveira passou a ser publicada no site Painel Político a partir desta quinta-feira, 7. Publicada em diversos sites de Rondônia, Resenha é uma das mais importantes e confiáveis fontes de informação política.

Fora do ar

A Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação (SEMUR) tem um sério problema que tem nome, chama-se Christian Piana Camurça. Desde que ele aportou por ali, a coisa emperrou. Para se ter uma idéia da total falta de gerenciamento, desde sexta-feira da semana passada, ou seja, há quase uma semana que o tal “sistema da SEMUR” está fora do ar e ninguém consegue resolver nada. Projetos estão parados, inúmeros pedidos e o secretário não resolve nada. Tem coisas que não dá para entender na gestão Nazif. Christian na SEMUR é uma delas.

Fechando

O governo de fato está apertando o cinto da população e complicando a vida de quem mais precisa. A partir do dia 14 o Shopping Cidadão, um dos poucos projetos governamentais (não desse governo) que deu certo, será fechado. O conceito do shopping é o de reunir todos os serviços em um único local, facilitando a vida das pessoas, que não precisam ficar indo de um ponto a outro para resolver problemas. Já estão fora do shopping o Ministério Público, a Defensoria, o Tribunal de Justiça. Procon, JUCER, Bombeiros e DER deixam o prédio até o dia 14.

Sendo assim

O governo da cooperação consegue enterrar mais um serviço que funcionava. E era extremamente necessário, já que o shopping vivia lotado. Era tão cheio, que senhas eram distribuídas aos usuários e facilitava a vida de todos. Lamentável que a incompetência administrativa e financeira esteja acabando com um serviço tão importante. O pior é que o governo não está avisando ninguém. As pessoas chegam no local e dão com a cara na porta.

Duas notícias

De “extrema importância” para a população foram divulgadas pelo DECOM do governo nesta quinta-feira, a primeira foi “Governador elogia obra no aeroporto de Ji-Paraná” e a segunda “Governador prestigia partida de basquetebol no JIR”. São informações que mudam a vida da gente, né?

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Melhor horário para tomar café é entre 9h30 e 11h30

De acordo com o neurocientista Steven Miller, da Universidade Militar de Ciências da Saúde, nos Estados Unidos, o melhor horário para tomar café é entre 9h30 e 11h30. A explicação é que, nesse intervalo de tempo, os níveis do hormônio cortisol, relacionado ao estado de alerta das pessoas, caem. Se ingerir no momento de pico, pode se tornar resistente à cafeína e vai precisar de doses maiores para obter o mesmo efeito. O profissional acrescenta que os níveis do hormônio são geralmente altos logo depois de acordar, mas começam a cair uma hora depois. Portanto, deve-se levar em conta o horário que a pessoa levanta para descobrir a hora de ingerir café. Vale acrescentar que, segundo ele, as taxas de cortisol também crescem na hora do almoço e entre 17h30 e 18h30.

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