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Coluna – Nazif diz que “não está nem aí” para críticas à sua gestão

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Nova Atlântida

Assim deveria passar a se chamar a cidade de Porto Velho graças as usinas do Madeira, responsáveis pelo maior desastre ambiental que se teve notícia nos últimos anos nesse país. As usinas, evidente, negam qualquer tipo de responsabilidade, colocam a culpa nas chuvas, nos bagres do Madeira, nos andes bolivianos, mas ninguém assume de fato a culpa. A questão não são as enchentes em si, o Madeira virava e mexia, causava transtornos à população. Sei disso, nasci e fui criado em Porto Velho e acompanhei as maiores enchentes. O problema está na força dos banzeiros, que estão desbarrancando o rio, reduzindo propriedades e destruindo o que já era precário.

Exemplo

Quem conhece bem o que é perder uma propriedade por culpa dessas obras do governo federal é deputado federal Rubens Moreira Mendes, que tinha um sítio próximo a Santo Antônio. Na propriedade do parlamentar, inclusive, estava o Marco Rondon, que foi parar no fundo do rio e resgatado após denúncia de moradores da região. O Marco foi parcialmente recuperado, mas  sítio de Moreira já virou lenda.

Espelhos e miçangas

Quando parte da população de Porto Velho, impulsionada por uma administração municipal irresponsável capitaneada por Roberto Sobrinho ficou cega diante das promessas feitas pelas usinas, gerou-se um ufanismo, era como se esses empreendimentos fossem a salvação da cidade. O resultado é esse que temos agora, uma das cidades mais violentas do país, com gravíssimos problemas sociais e ninguém assume a responsabilidade. E o rio não vai parar. Ee não “estabilizar” conforme andam falando por aí. O Madeira é um rio andino, de formação recente e caudaloso. O projeto dessas usinas nunca havia sido executado, a não ser em laboratórios. E para lá seguiram jornalistas e empresários, com tudo pago pelas usinas, para ver uma “maquete”. Saíram de lá convencidos que tudo era mágico. Percebe-se agora que a mágica maior foi balançar espelhos e miçangas, tal qual fizeram os portugueses quando aportaram no Brasil lá pelos anos 1500, e conseguiram convencer os nativos.

Agora

Todo mundo chia. Querem renegociar, querem compensações, querem uma satisfação. Os consórcios falam o que, e quando querem e fica tudo por isso mesmo. Se alguém pode ser responsabilizado por essas anomalias que estão ocorrendo, é a presidente da República e seu antecessor, o ex- barbudo que vive rindo, só fala em futebol e para ele tudo está sempre bem. Enquanto isso, os ribeirinhos e moradores do Cai N´água, Balsa e Nacional vão naufragando e acumulando prejuízos. É o Brasil, um país de todos!

Falando no ex-barbudo

A justiça de São Paulo determinou o cancelamento de uma doação que a prefeitura havia feito de um terreno para o Instituto Lula. O imóvel é localizado no centro da cidade e havia sido gentilmente doado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab. Seria construído no local um “Memorial a Democracia”.

Pancadaria

O deputado estadual Hermínio Coelho bateu pesado no governador Confúcio Moura durante entrevista a um programa de rádio da capital nesta quinta-feira. Para o parlamentar,  “infelizmente temos um governador frouxo e corrupto, além de uma bancada federal fraca, que não reúne condições morais de cobrar da Presidência da República questões pontuais como a dívida do Beron, os recursos para as obras da Caerd e também a transposição dos servidores estaduais contratados até o ano de 1991”. Ele também acusou o governo de ser omisso em relação a situação das usinas do Madeira.

Das cinzas

O jornal Folha de Rondônia volta a circular nas próximas semanas. O matutino, que foi fundado pelo empresário Pedro André, passou pelas mãos de Ayres do Amaral e João do Valle e voltou para Pedro André, que comprou equipamento novo e garante que o jornal volta a circular.

Conversas

O senador Ivo Cassol deve se reunir, pela segunda vez com o deputado federal Padre Ton (PT) ainda esta semana. Apesar de não combinarem em nada, existe a possibilidade de Maurão de Carvalho (PP) ser vice de Ton. O prefeito de Rolim de Moura, César Cassol sairia ao senado, nessa composição. Resta saber, primeiro, se o PT não vai lançar candidato ao senado, depois se essa mistura de católico com evangélico vai dar liga.

Nem ai

E o prefeito de Porto Velho Mauro Nazif declarou, em reunião com assessores, que “não está nem ai” para as críticas que estão sendo feitas sobre sua gestão nas redes sociais e na imprensa, de uma forma geral. Para Nazif, “o povo ainda vai se surpreender”. Cá entre nos, preferia não ter surpresa alguma. Queria apenas que ele cumprisse as promessas feitas na campanha.

Quer um exemplo?

Quando era deputado federal Mauro alegava ter conseguido inserir Porto Velho no programa Cidade Digital, que distribui internet de graça em toda a cidade, via wireless. Ele acusava seu antecessor de não ter implantando o sistema “porque nao quis”. Pois bem, Nazif já está há mais de um ano à frente da prefeitura e até hoje nem mexeu nesse projeto, que, segundo ele próprio, estava todo pronto.

E os vereadores?

Estão com cara de paisagem e fazem de conta que eles não tem nada a ver com a situação caótica que se encontra a cidade.

Rombo

E os técnicos do governo estao se batendo para tentar fechar a conta do IPERON, mas nada dá certo. Não sei, mas acho que o PMDB tem algum problema com qualquer coisa que termine com “RON”. Raupp acabou com o BERON, quase quebra a CERON, vendeu a TELERON e o Confúcio, pelo visto, vai extinguir o IPERON.

Olha essa

O governo da confusão resolveu criar a tal “polícia turística”, que cá entre nós não tem função prática nenhuma. O governo deveria ter implantado a polícia rodoviária estadual, para patrulhar as rodovias e inibir a ação de bandos armados, tráfego de cargas irregulares e tráfico de drogas. Mas, de novo teremos um órgão de faz de contas. Mas as contas, aquelas de verdade, quem paga somos nós.

Anuários

Já estamos encaminhando as propostas para os anuários dos advogados e médicos de Rondônia. Contatos para maiores informações podem ser feitos pelos telefones (69) 9363-1909 ou 3225-9979, falar com Murilo.

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Mudanças climáticas podem causar mortes por derrame

Um novo estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale mostra que pessoas são mais suscetíveis a ter um derrame (e morrer em decorrência disso) em lugares com mudanças bruscas de temperatura e grande umidade. Mas a boa notícia é que temperaturas quentes aumentam as chances de sobrevivência. Temperaturas mais baixas podem provocar acidentes vasculares cerebrais (AVC) devido à exposição ao frio, que tem efeitos no corpo que vão desde o aumento da pressão arterial e a constrição dos vasos sanguíneos até a tendência para a coagulação de plaquetas. Grande variação na temperatura do ar ao longo de períodos curtos de tempo podem ter um impacto semelhante, dizem pesquisadores americanos. O líder do estudo Judith Lichtman, professor associado de Epidemiologia na Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale disse ao “Daily Mail” que “o tempo não é algo que as pessoas normalmente associam com o risco de acidente vascular cerebral, mas descobrimos que as condições climáticas estão entre os múltiplos fatores associados às internações por AVC”.

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