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Coluna – Nem Copa do Mundo abre a BR 319

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Polêmica

Este ano o Brasil sedia a Copa do Mundo e o tema vem causando uma série de polêmicas, e a que mais chamou a atenção nos últimos das foi uma entre dois ex-jogadores, Romário, atualmente deputado federal pelo Rio de Janeiro e Ronaldo Fenômeno, membro do Comitê Organizador Local (COL), da FIFA. Segundo Romário, Ronaldo havia se comprometido a disponibilizar 32 mil ingressos para pessoas com deficiência. Após uma cobrança pública de Romário, Ronaldo disse “não ter responsabilidade” sobre a questão.

Aprofundando

Fora essa discussão, que por enquanto está em uma convocação feita por Romário para que Ronaldo vá ao Congresso se explicar, o deputado Romário levantou um ponto que, me perdoem os aficcionados por futebol, ele está coberto de razão. A pergunta feita por Romário a Ronaldo foi, “você acha normal gastar mais de R$ 1 bilhão na reforma de um estádio como o Maracanã, enquanto se enxerga ao redor deste mesmo estádio, hospitais sucateados, escolas precárias e transporte público de má qualidade, segurança temerosa e acessibilidade zero”?.

No país do futebol

Tudo termina em samba, bunda e claro, futebol. Mas também termina em pizza. O dinheiro gasto para a realização do mundial está sendo torrado sem controle, e o pior, passada a Copa do Mundo, os estádios e obras feitas para o evento, vão ficar abandonados até pela falta de recursos para manutenção. E Romário sabe bem do que está falando. Quando o Brasil sediou os Jogos Panamericanos em 2007, cuja sede foi o Rio de Janeiro, os prédios de alojamentos foram vendidos e posteriormente surgiram problemas estruturais. Os prédios tiveram que ser derrubados e quem comprou, teve que entrar na justiça. Até hoje nada foi resolvido.

Romário

Conhece como poucos os meandros dos esportes no Brasil e no Mundo, e fala com propriedade sobre os escândalos que ocorrem nesse meio. Pior é ver que ele está falando sozinho, enquanto o  restante da nação parece estar em êxtase pelo simples fato do Brasil sediar uma Copa. Vale lembrar que a maior parte da população sequer vai ter dinheiro para assistir aos jogos. Sem Copa o Brasil é um caos. Aeroportos não funcionam corretamente, existe uma super-exploração em relação aos preços. Passado o evento, a vida de todos vai seguir exatamente a mesma, com uma diferença, teremos dezenas de elefantes brancos espalhados pelo país. E sem querer ser pessimista, sou capaz de apostar que ano que vem, nesta mesma data, estaremos falando sobre abandono de estádios e obras inacabadas por causa da Copa.

Só para fechar

Esse assunto, vale lembrar que aqui no Norte não conseguimos dinheiro para pontes, estradas, sequer para construir hospitais. Mas estão torrando uma fortuna em um estádio em Manaus. Seria mais útil o governo federal aplicar esse esforço na construção da BR 319, na ponte do Abunã e até mesmo a ponte sobre o rio Mamoré, em Guajará-Mirim.

Isolado

A Defesa Civil Estadual anunciou a interdição da BR-364 por não haver mais segurança para o tráfego de caminhões que levam suprimentos para o estado do Acre. Um relatório da Polícia Rodoviária Federal apontou que a lâmina de água alcançou 1,40 metros sobre a pista entre os quilômetros 868 e 882. A inundação é provocada pela enchente recorde do rio Madeira, que já mede 19,34 metros nesta sexta-feira.

Até domingo

O governo promete entregar o trecho da BR 421, uma rota alternativa para Guajará-Mirim. Os 11 quilômetros que passam dentro da reserva estadual foram liberados pela justiça federal. Uma decisão acertada, enfim.

Sobre esse assunto

Gostaria de saber onde andam aquelas dezenas de ONGs que aportaram em Porto Velho quando começaram as discussões sobre as usinas do Madeira. Tinha ONG que defendia tatu, bicho-preguiça, tulipas, enfim, tudo era empecilho para construção. Aos poucos elas foram desaparecendo e ninguém ouviu falar mais. A maioria era de entidades meia-boca, que operavam em salinhas alugadas. Parece que algumas migraram para Belo Monte, mas também não resolveram nada por lá, afinal, a construção está a todo vapor.

Na segunda

Os professores devem retornar as salas de aula. O impasse entre o SINTERO e governo parece ter chegado ao fim após reunião na última quinta-feira.

No Congresso

Está em discussão a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos. Acho perfeito, até porque sem esse atrativo, a maior parte das indústrias iria debandar da capital amazonense. Graças a meia dúzia de ONGs e alguns ambientalistas que nunca saíram de seus gabinetes, Manaus é uma cidade-estado com acesso fluvial e aéreo. Uma alternativa, que já existia e está abandonada é a BR 319 que não pode ser aberta porque arrumam todo tipo de dificuldade. A bancada de Rondônia bem que poderia articular para colocar no pacote da renovação da Zona Franca, que rende cerca de R$ 51 bilhões em impostos ao governo federal por ano, a abertura da BR 319. Mas tinha que fazer igual fizeram as usinas, sem muito papo furado.

Mato grosso tem mar

Diamantes recolhidos em Juína (735 km a Noroeste de Cuiabá) foram a chave que cientistas canadenses da Universidade de Alberta precisavam para indicar a presença de um vasto reservatório de água, provavelmente do mar, de 400 a 700 km abaixo da superfície terrestre. A teoria foi publicada nas revistas científicas Science (americana) e Nature (britânica). Diferente do material comumente visto e comercializado, o diamante mato-grossense viria de uma parte da terra chamada “manto inferior”, é marrom, sem valor de venda e tem aspecto “sujo”. A pedra, no entanto, segundo os cientistas, tem uma quantidade significante de água, cerca de 1,5% de seu peso, o que comprovaria a teoria.  diamantes profundos, como são chamados os que vêm do manto inferior, já eram conhecidos. Em Juína há registros desde 1991. As pedras analisadas no atual estudo, no entanto, são as primeiras desse tipo a apresentar composição química típica da crosta oceânica.

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Diabetes ou hipertensão na meia idade dobram o risco de doenças mentais

Pessoas com diabetes ou hipertensão arterial na meia idade podem ser mais propensas a perder células cerebrais e sofrer danos no cérebro, assim como problemas de memória e habilidades cognitivas, indica nova pesquisa da Clínica Mayo, em Rochester, nos Estados Unidos. A equipe de cientistas sugeriu que controlar a ingestão de açúcar e a pressão arterial poderia, então, servir como instrumento para retardar o aparecimento de males como o Alzheimer. Publicado na revista científica “Neurology“, o estudo conseguiu relacionar o diabetes tipo 2 ou hipertensão entre os 40 e 64 anos com problemas de disfunção cognitiva mais tarde. Por outro lado, o aparecimento de tais condições após os 64 anos não teve impacto considerável na saúde mental. Diferentes pesquisas também mostraram a ligação entre a hipertensão e o Alzheimer, mas não falavam em maior risco de desenvolvimento, e sim em uma evolução duas vezes mais rápida do mal em pessoas que sofriam com problemas de pressão. Mas a relação direta entre as duas doenças era comprometida pelo uso de medicamentos que poderiam influenciar o resultado. A pesquisa da Clínica Mayo conseguiu estabelecer uma relação entre os males e problemas mentais, mas, segundo Roberts, “ainda não está claro os mecanismos pelos quais se produzem as lesões cerebrais da demência. Elas podem acontecer nas estruturas dos vasos sanguíneos, nas células neurais ou na sinapse que afeta o processo neurodegenerativo”.

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