Painel Político
A maior agência de notícias em seu Whatsapp do Brasil

Coluna – O que falta para Mauro Nazif começar a trabalhar?

0

Porto Velho está exatamente igual como estava na gestão Roberto Sobrinho, só que os buracos estão maiores

Não vai acontecer

Diariamente recebo queixas de aprovados nos mais diversos concursos do Estado, alegando não terem sido chamados ainda, que o prazo do certame está quase acabando, etc. Lamento informar, mas dificilmente alguém será chamado. Não que o Estado não precise de gente, precisa e muito. Ocorre que não tem dinheiro em caixa e o governo prefere “dar uma força” aos apadrinhados que convocar aprovados em concursos.

O que falta?

Já se vão pouco mais de dois anos da gestão Mauro Nazif à frente da prefeitura de Porto Velho a cidade não avançou um palmo sequer. As obras dos viadutos, que foram anunciadas com estardalhaço pelo prefeito e alguns vereadores, não passaram de engodo. Deram uma mexida rápida, colocaram umas proteções e pronto, não se fala mais nisso. O trânsito continua uma bagunça e a única coisa que funciona é a fábrica de multas da Secretaria Municipal de Trânsito.

Cinco pontos

Porto Velho tem cinco locais que atrapalham o trânsito absurdamente, e uma medida simples como a instalação de semáforos já teria resolvido o problema. As rotatórias da Lauro Sodré com Imigrantes, da Imigrantes com Jorge Teixeira, da Guaporé com Vieira Caúla, da Jorge Teixeira no Trevo do Roque e Guaporé com Imigrantes. Mas Nazif parece que não anda nem um pouco preocupado com críticas, tampouco em resolver os problemas da cidade. Passa o tempo todo sumido, sequer se presta a divulgar um plano de ação (se é que tem algum).

Ao mesmo tempo

A cidade continua sofrendo com alagações, buracos e falta de planejamento. Na Avenida Lauro Sodré, por exemplo, a prefeitura recapeou o trecho entre Imigrantes e Calama. O trecho Imigrantes/ Parque Circuito, que está desmanchando, foram feitas as baias para os ônibus, mas o recapeamento não passou por lá, ou seja, as baias estão criando transtornos para os motoristas, sem contar a buraqueira.

Coisas simples

Como aferição de pressão em postos de saúde não estão sendo feitos por falta de equipamentos. Falta ainda medicamentos básicos e até vacinas. Já tem gente sentindo saudades de Roberto Sobrinho, então percebe-se que a coisa está realmente séria. Pior é ver a Câmara Municipal ajoelhada, sem tomar nenhuma postura fiscalizatória. Pior é que a população nem pode reclamar de Nazif, ele foi eleito. Resta saber se será reconduzido. Pelo histórico, é bem provável que sim. A população da capital tem o dedo podre quando o assunto é escolher prefeito.

Enquanto isso

Crescem rumores sobre empresas que estão sendo favorecidas na prefeitura, e algumas delas ligadas a familiares do prefeito. Só o que faltava mesmo. O antecessor de Nazif também havia resolvido ser “empresário” e abriu uma empresa em sua própria casa. Se até nisso os passos de Sobrinho forem seguidos, o atual prefeito corre o risco de ter o mesmo fim melancólico.

A quem interessa?

No último dia 2 centenas de cartazes impressos em gráfica foram colados na cidade de Porto Velho. Eles traziam os dizeres “Globo golpista – A rede da mentira”. Os cartazes foram colados inclusive nos muros da TV Rondônia. Mas, qual terá sido a origem desse material? A quem interessa pagar para imprimir cartazes contra uma emissora? Teria sido algum partido político? Seja lá quem for, tem dinheiro para gastar com gráfica.

Para gringo ver

Pois é, reportagem publicada no último fim de semana em um dos mais importantes jornais do mundo, The New York Times mostra que os apenados de Rondônia estão sendo tratados com chá do Santo Daime na região de Ji-Paraná, com autorização da justiça que os libera sob a responsabilidade de uma organização denominada ACUDA (Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso). Fora o “blá-blá-blá” habitual dos artigos produzidos para gringos, a matéria traz um questionamento feito pelo pai de Naiara Carine, a jovem que foi assassinada após ter sofrido um estupro coletivo em Porto Velho, ele quer saber “onde estão as massagens e a terapia para nós (vítimas)?”.

E concluiu

Dizendo ter ficado chocado ao saber recentemente que um dos homens condenados pelo assassinato de sua filha deveria ser transferido em breve para os cuidados do Acuda. “Isso é absolutamente revoltante”, disse ele. “Os sonhos da minha filha foram extintos por esse homem, mas ele vai ter permissão para ir para a floresta e beber o seu chá.” E a matéria encerra com a seguinte declaração, “somos considerados o lixo do Brasil, mas este lugar nos aceita, disse Darci Altair Santos da Silva, 43, operário da construção civil que cumpre pena por abuso sexual de uma criança menor de 14 anos”. Tô até com pena.

É por essas

E por outras que o Brasil nem de longe pode ser considerado um país sério. Preso tem que ser tratado com humanidade, mas tem que ficar preso. O que dá responsabilidade a uma pessoa é ela responder por seus atos. A partir do momento que isso não ocorre, temos uma legião de delinquentes, em todos os níveis, que dão risadas na cara do sistema. Será que alguém duvida disso? O Brasil ao invés de melhorar o sistema carcerário, usa esse tipo de muleta social para não ter responsabilidade. Esse tipo de programa é um tapa na cara da sociedade, que está farta de ser roubada, estuprada, ter seus filhos assassinados friamente por delinquentes que depois são “acolhidos”. O governo brasileiro precisa melhorar o sistema penal, isso é indiscutível, mas ficar concedendo esse tipo de regalia para assassinos e estupradores, é uma brincadeira de péssimo gosto.

Isenção

O deputado federal Luiz Claudio (PP) disse nesta segunda-feira à coluna que a política de isenção fiscal concedida pelo Estado a grandes empresas deve ser mantida. O parlamentar afirma que essas políticas são usadas em vários estados, inclusive o Mato Grosso e que foi graças a ela que o preço da carne de Rondônia conseguiu melhorar substancialmente, “é claro que a assembleia e Estado devem atentar para ver se a contrapartida está sendo cumprida corretamente”, finalizou.

Abusando

Vitorino Cherque, adjunto da Casa Civil de Rondônia, anda usando o carro oficial do Estado para atividades particulares, tais como ir a sua fazenda e ao trabalho em seu cartório, na cidade de Mirante da Serra. O carro foi fotografado por moradores da cidade no último fim de semana estacionado em frente ao cartório de Cherque, que havia acabado de retornar de sua propriedade na zona rural do município.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondencia para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Pesquisa indica que passamos tempo demais sentados no trabalho

Se você trabalha em um escritório, provavelmente passa tempo demais sentado – e esse sedentarismo pode trazer sérios riscos à sua saúde. Uma pesquisa com 2 mil pessoas feita pela organização British Heart Foundation e pelo grupo Get Britain Standing identificou que 45% das mulheres e 37% dos homens ficam de pé menos de 30 minutos por dia enquanto estão no escritório. Mais da metade dos participantes almoça em sua própria mesa, e 78% acreditam que ficam muito tempo sentados. A boa notícia é que quase dois terços se preocupam com impacto disso em suas vidas. Especialistas consideram o sedentarismo “um dos maiores desafios” nos cuidados com a saúde. Pesquisas já associaram este comportamento a problemas cardíacos, diabetes tipo 2, câncer e problemas mentais. Mesmo entre aqueles que consideram levar um estilo de vida saudável, como quem usa a bicicleta para ir ao escritório, foi identificado o efeito negativo de passar longos períodos sentados. Isso torna o metabolismo mais lento e altera a forma como o corpo controla os níveis de açúcar no organismo, a pressão sanguínea e a queima de gordura. Entre as propostas, também esta usar a escada em vez do elevador, não almoçar na mesa de trabalho, fazer um pausa no uso do computador da cada 30 minutos ou ir até a mesa de um colega em vez de telefonar ou enviar uma mensagem para falar com esta pessoa.

Comentários
Carregando