Reta final

A partir de segunda-feira, 22, irão faltar 14 dias para o primeiro turno das eleições. Nestas duas semanas, as coisas tendem a esquentar e nessa reta final qualquer deslize pode provocar bruscas alterações no processo sucessório. E tem nuvens bem pesadas nesse horizonte. Vamos aguardar.

Em Brasília

Na noite de quinta-feira, 18, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, rejeitar os embargos declaratórios do senador Ivo Cassol, mantendo a sentença condenatória de 4 anos, 8 meses e 26 dias, além do pagamento de multa no valor de R$ 201.817,05 (que será reajustado). Mas Cassol, ao contrário do que muitos pensam (e outros torcem) não vai ser preso. Ele deve cumprir pena em regime semi-aberto, ou seja, trabalha durante o dia mas dorme em albergue.

Ele perde a vaga?

Graças ao ex-deputado federal Natan Donadon que foi o primeiro “preso-deputado” que a legislação foi alterada. “Tem-se como efeito da condenação criminal a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a administração pública. Nos demais, ocorre a perda se for estabelecida pena superior a quatro anos”. Mas quem perde a vaga é Ivo Narciso, seus suplentes, no caso Reditário Cassol e Odacir Soares continuam com o mandato.

Chavões

Em coletiva na manhã desta sexta-feira, Cassol utilizou-se dos velhos bordões conhecidos de cor e salteado por quem acompanha o notíciário político. Se disse injustiçado, que não roubou, que vai recorrer e acredita em Deus. Pediu para que as famílias de Rondônia “continuassem orando por ele” e que estava “tudo bem”. Não está.

Fera ferida

A rejeição dos embargos não era esperada por Narciso, não agora. Ele apostava que isso ocorreria bem depois das eleições. Foi pego de surpresa, e ficou tão atônito que falou em “forças ocultas” e “facções” que teriam “acelerado o julgamento”. Engana-se o senador. Em que pese o fato de seu processo ter andado bem mais rápido que os de Valdir Raupp, por exemplo, que adormecem em sono de “bela adormecida” nas gavetas do mesmo Supremo Tribunal Federal, a tramitação dos embargos foi dentro de um tempo normal. E até demoraram. Em julgamentos anteriores a Ministra Cármen Lúcia, que costuma ter uma caneta pesada em relação aos políticos de Rondônia, já foi muito mais célere.

Na campanha

Evidente que essa situação afeta diretamente as campanhas de Jaqueline e Ivone. Por mais que Narciso negue, ele sabe que a médio prazo isso será explorado a fundo pelos adversários. É difícil explicar para a população que a mais alta Corte do País errou em seu caso. Quem se der ao trabalho de ler a denúncia e o relatório, vai ver que a fragmentação aconteceu no claro objetivo de ajudar empresas ligadas à sua família. Cassol pode não ter superfaturado, nem ter deixado de realizar as obras, mas o dinheiro público, segundo a justiça, beneficiou diretamente membros de sua família, inclusive seu cunhado, proprietário de uma das empresas. E nesse caso nem adianta dizer que “cada um cuida do seu CPF”

Daqui para a frente

Os marqueteiros de Cassol vão ter que descobrir a melhor forma de amenizar os estragos causados por essa situação, e torcer para que a publicação da sentença demore. Os tais “fatos novos” aos quais o senador se referiu, em nada afetam o processo. Sua ação transitou em julgado, os recursos esgotaram e daqui para a frente tudo é protelação. É bom lembrar que a mesma Cármen Lúcia não gosta muito dessas chicanas, costuma ser impiedosa.

Cutucando

Narciso Cassol é da base aliada do governo Dilma no Congresso. Falar em mensalão nessa altura do campeonato, com o PT na fogueira não é um bom negócio. Ao comparar a rapidez de seu processo com a lerdeza do mensalão, Cassol cutuca a onça com vara curta. A companheirada local nunca viu com bons olhos o namoro Cassol/Padre Ton no início do processo eleitoral, e falar sobre isso reabre velhas feridas. Melhor teria sido ele comparar sua situação com a de Raupp, por exemplo.

Oficialmente

Nenhum dos adversários se manifestou, até porque Ivo não está candidato. Porém com sua nova estratégia de ocupar o horário eleitoral, personificando as duas candidaturas de sua irmã e sua esposa, ele termina chamando para si a responsabilidade e leva o eleitor a refletir, “quem afinal vai mandar na cadeira de senador? quem vai mandar no Estado?”. Se Cassol conseguir a proeza de eleger as duas, ele de fato será um fenômeno a ser estudado, porque o eleitor de Rondônia não está votando em Jaqueline ou Ivone, está votando em Ivo Narciso Cassol.

Enquanto isso

A equipe de Padre Ton comemora, na surdina, os estragos causados pela decisão do STF. Na avaliação da companheirada, a tendência será Jaqueline se manter no patamar em que se encontra e Ton vai subir. Se isso vai acontecer, só o próximo IBOPE nos dirá. Por enquanto tudo é especulação.

Não entendi

A presidente Dilma declarou nesta sexta-feira que “não é função da imprensa fazer investigação”, referindo-se ao escandaloso caso da Petrobrás. A presidente está equivocada. Não fosse pelas investigações da imprensa, que aliás vem sendo a “grande culpada” pelo fracasso de algumas negociatas, a coisa estaria feia. Para se ter uma idéia, grande parte das denúncias apresentadas aqui, por PAINEL POLÍTICO, se transformaram em ações penais, tomadas de contas, ações civis públicas, etc.

Esse discurso

Aliás vem sendo usado por alguns candidatos daqui mesmo, de que eles são “perseguidos”. A matemática é simples, se a coisa é correta não existe denúncia. O problema é que todas as denúncias chegam aos malfeitos. E a culpa é da imprensa. Graças a Deus temos a internet hoje, do contrário a população viveria às cegas, sem saber de nada, ou sabendo de forma distorcida, através de matérias em grandes veículos que defendem os interesses de seus proprietários que defendem…políticos.

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Três bandas de maçã por dia reduzem em 40% risco de infarto

Comer frutas todo dia pode reduzir o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral em até 40%, afirmam pesquisadores britânicos da Universidade de Oxford. O novo estudo mostra que quanto mais frutas uma pessoa come, menor será o risco, em comparação com a não ingestão. O máximo benefício obtido no estudo ocorreu com a ingestão de cerca de duas porções e meia, ou aproximadamente 150g de peso. Três bandas de maçã são suficientes. Os resultados foram obtidos em estudo com 500 mil chineses cuja saúde do coração foi monitorado durante sete anos por pesquisadores de Oxford. Cientistas do Serviço de Pesquisa Clínica da universidade lembram que as doenças cardiovasculares, incluindo doença isquêmica do coração (DIC) e acidente vascular cerebral, são a principal causa de mortes no mundo.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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