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Coluna – Operação Higéya prendeu Pimentel e processo tramita no Mato Grosso

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Operação investigou desvios de mais de R$ 50 milhões em contratos da Funasa; Pimentel era diretor

Abrindo

Desde ontem (terça) que venho recebendo pedidos para que a coluna fale sobre o caso da prisão de Williames Pimentel, já que circulam em redes sociais um print de matéria do jornal O Globo sobre o assunto. A imagen está ai embaixo. Como se trata de interesse público, vamos lá.

Print da notícia sobre a prisão de Pimentel
Print da notícia sobre a prisão de Pimentel

Em 2010

No dia 7 de abril de 2010 a Polícia Federal deflagrou a Operação Higeya, que tinha como alvo um grupo que teria sido responsável pelo desvio de mais de R$ 50 milhões dos cofres públicos através de superfaturamentos e contratos fraudulentos em  municípios do Mato Grosso. O caso envolvia as chamadas Organizações da sociedade civil de interesse público (Oscip) e a Funasa. Na época, Williames Pimentel de Oliveira foi classificado pela Policia Federal como “membro de alto escalão”. Ele já ocupava a secretaria municipal de Saúde de Porto Velho, mas no período das investigações da Higéya era Diretor do Departamento de Administração da FUNASA.

Ele sabia

Assim a Polícia Federal se refere à Pimentel no relatório da operação, “também possui relação pessoal com os administradores da empresa INTERTOURS e com eles travou diálogos suspeitos no período das investigações, demonstrando ter notório conhecimento das possíveis atividades ilícitas do seu subordinado WHASHINGTON”. A figura aí é servidor da FUNASA em Brasília que exercia a função de fiscal de contratos entre a empresa INTERTOURS e a FUNASA nacional. Durante as investigações, a PF apontou que ele (Whashington) teria recebido vantagens ilegais.

Voltando

No dia da operação, Williames Pimentel de Oliveira foi preso pela Polícia Federal, levado ao IML para exame de corpo de delito. Ele não estava na primeira listagem de presos, sua prisão foi decretada em um segundo pedido, atendido pelo juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva. O mesmo juiz revogou a prisão de Pimentel e outros 3 investigados, de um total de 31 presos. Mas Pimentel não foi solto porque era inocente. Foi solto porque não representava mais perigo às investigações tampouco poderia interferir, já que não ocupava mais o cargo na Funasa.

O processo

Tramita na Justiça Federal do Mato Grosso e Pimentel teve um recurso rejeitado. O inquérito tem como objeto os crimes de formação de quadrilha, estelionato, fraude em licitações, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, prevaricação. Trinta e uma pessoas foram presas nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Rondônia. Pimentel também foi conduzido coercitivamente na Operação Platéias (2014), mas essa é uma outra história.

Em janeiro de 2011

Pimentel fez circular uma “certidão” da Polícia Federal que dizia “não haver nenhum inquérito policial em tramite ou relatado no âmbito da superintendência regional quanto a pessoa de Williames Pimentel de Oliveira”. De fato, não era mais inquérito, já havia se tornado um processo. Aliás, na Justiça Federal do Mato Grosso, Pimentel responde a quatro processos, sendo um por dano ao erário e outro por improbidade administrativa, os outros dois são um recurso e uma ação por danos materiais.

Nesta quinta

Jesualdo Pires anuncia que será candidato à reeleição em Ji-Paraná. Ele e o senador Acir Gurgacz, principal apoiador de sua campanha, concedem uma coletiva para tratar do assunto.

Providências

O vice-governador Daniel Pereira disse nesta quarta-feira à PAINEL POLÍTICO que vai adotar todas as providências necessárias para impedir o uso da máquina estatal contra adversários políticos do PMDB. Sua declaração se deu em função de uma nota publicada por Paulo Andreoli no Rondoniaovivo e repercutida por PAINEL POLÍTICO sobre uma suposta operação utilizando a Polícia Civil contra a gestão Nazif. Pereira explicou ainda que apesar de PMDB e PSB terem caminhado juntos em 2014, isso não gerou um compromisso explícito para as eleições municipais.

Enquanto isso

O PDT deve manter a parceria com o PSB em Porto Velho, “independente de indicar ou não o vice”. Essa questão ainda não foi definida de fato por Nazif, como também não foi pelo PMDB nem pelo PTB,. Apenas o tucano Hildon Chaves que anunciou Edgar do Boi como seu vice. Taí uma mistura curiosa, tucano com boi, deve dar “boicano” ou “tucaboi”. Se vai dar voto, é outra história. Rindo mesmo está Mariana Carvalho, que saiu do foco e se livrou da disputa. A bela deve ficar apenas como espectadora do processo, já que o segundo semestre promete aqui em Brasília.

Escândalo da VIVO

O golpe que pode ter rendido R$ 27 milhões à ex-diretora de marketing da Vivo, Cris Duclos é rotineiro nas empresas públicas do país, o superfaturamento de serviços. No caso dela, foi descoberta por que comprou um terreno em um luxuoso condomínio, pagando à vista R$ 4 milhões. Mesmo que uma executiva de primeiro escalão tenha um bom salário, o valor é praticamente uma Mega-Sena. A compra acendeu a luz vermelha na sala do presidente da empresa que a demitiu sumariamente. Sorte dele que a VIVO é privada, se fosse pública ela voltava ao trabalho pela justiça trabalhista. Se bobeasse, a demissão sairia após a aposentadoria, daqui a uns 30 anos….

Apagaram

Eu tinha um perfil na Wikipédia há alguns anos, essa semana, descobri, apagaram. Acho que foi algum chefe “Kinder ovo” que gosta de fazer surpresa que teve essa ideia. Pelo menos não fizeram igual aos petistas, que editaram pejorativamente o perfil de uma jornalista. Nesse caso, acho que já que não conseguem apagar no real, ao menos no virtual… Coisa de gentinha desocupada…

Em Pimenta Bueno

Cresce a pressão para que Scheilla Cassol seja candidata à prefeita. Definição deve ser dada ainda essa semana.

Clínica Mais Saúde informa – Quem para de fumar também diminui consumo de álcool

Parar de fumar, ou pelo menos tentar parar, pode ajudar a reduzir o consumo de álcool. Um estudo publicado recentemente na revista científica BMC Public Health, mostrou que, ao contrário do que se acreditava, tentar largar o cigarro não aumenta a ingestão de álcool. Pelo contrário, diminui. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade College London, na Inglaterra, analisaram os resultados de pesquisas domiciliares que incluíam 31.878 pessoas com 16 anos ou mais. Entre março de 2014 e setembro de 2015, 6.278 dos entrevistados relataram fumar. Desses, 144 tinham tentado largar o vício na semana anterior à pesquisa. Os autores acreditam que os resultados indicam que fumantes que tentam parar não irão, necessariamente, recorrer à cerveja ou à taça de vinho para preencher o vazio do cigarro. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), o consumo de álcool pode agir como um gatilho para o tabagismo, prejudicando a tentativa das pessoas pararem de fumar.

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