Coluna – Operação na Caerd mostra que empresa tem que ser vendida com urgência

Salários altíssimos pagos a servidores e a diretoria, além da falta de recursos inviabilizam a companhia; o problema é achar comprador

Terça sangrenta

A Bélgica amanheceu vermelha com o sangue de seus cidadãos, 34 mortos e mais de 200 feridos em mais um ataque terrorista em solo europeu. Um ato brutal e covarde, como se essa fosse a solução para problemas dos países no Oriente Médio.

No Brasil

Acordamos com a notícia da 26ª fase da Operação Lava Jato, batizada de ‘operação Xepa’, que revelou um departamento inteirinho da Odebrecht criado apenas para administrar o pagamento de propinas. Tinha pixuleco que era pago diariamente, outros mensais e alguns esporádicos. Pagos em reais, euros, dólar, enfim, à gosto do corrupto. Deve ser por isso que até hoje Marcelo Odebrecht não fez delação premiada, mas depois dessa, vai fazer. Ou então vai mofar na cadeia por um longo período.

Em Rondônia

Tivemos a Operação Kairos, da Polícia Civil que investiga direcionamento em licitações da Caerd, em crimes que podem ter desviado mais de R$ 8 milhões dos cofres da combalida empresa. Mas mais interessante que a operação foi a nota enviada no final da tarde pelo Sindicato dos Urbanitários, declarando que “as posturas recentes adotadas pelo Governo do Estado de Rondônia não tenham o intuito de desconstruir a imagem da empresa perante a sociedade, com o objetivo subjacente de privatiza-la”.

Ora bolas

Quem ‘desconstruiu’ a imagem da empresa foram as desastrosas diretorias que passaram por lá (inclusive a atual). A Caerd é um monstro que nos últimos anos só serve para pagar altos salários a seus servidores, e o que arrecada mal dá conta disso. Um estudo de viabilidade encomendado pelo Ministério Público já mostrava isso em 2014. A empresa é inviável se for mantida no setor público. Prova disso foi a operação deflagrada nesta terça-feira, que mostra o círculo vicioso de corrupção existente na Companhia. O problema hoje não é privatizar a Caerd, o problema é conseguir arrumar um comprador. Voltaremos ao assunto.

E o Lula?

Pois é, cada dia mais distante do cargo de ministro, o ex-presidente se vê às voltas diariamente com surpresas nada agradáveis. Na manhã desta terça, viu a Polícia Federal chegando no hotel Golden Tulip em Brasília e achando que era para ele, tratou de dar o pinote. Mas o alvo não era ele. Ainda. Era um flat mantido pelo casal ‘Feira’ (João Santana e Mônica Moura) que servia para encontros com os ‘pixulequeiros’ de Brasília. Que susto.

Em Brasília

O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) que deveria estar preso há tempos, declarou que ‘impeachment sem crime tem outro nome’ e evitou repetir o mantra petista de ‘não vai ter golpe’, mas não deixou muito claro qual seu posicionamento em relação ao afastamento da presidente Dilma.

Nos últimos dias

Muito tem se falado no Brasil sobre a ‘Operação Mãos Limpas’ que aconteceu na Itália nos anos 90, quando  2.993 mandados de prisão haviam foram expedidos; 6.059 pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros. Com a operação, os italianos descobriram que praticamente toda a classe política italiana estava corrompida, o Congresso pegava propina da extinta KGB (serviço secreto soviético) que também havia pago ao Partido Comunista Italiano (PCI) U$ 4 milhões. O partido então convocou juízes que estavam em seu quadro de colaboradores, para que organizassem uma campanha de grande repercussão publicitária na mídia internacional com objetivo mudar a estrutura polarizada que tradicionalmente caracterizava a vida política da Itália, baseada na oposição entre regimes democráticos e comunistas, tendo como resultado o descrédito de toda reivindicação fundamentada no anticomunismo.

Como resultado

Todos os partidos políticos, com exceção do PCI, acabaram por serem investigados, ao mesmo tempo que a campanha operação Mãos Limpas tomou para si, por meio de um golpe publicitário, o mérito pelo combate a máfia, uma luta que já estava sendo realizada desde a década de 1980 quando ficaram notórios os trabalhos solitários de magistrados como Paolo Borsellino e Giovanni Falcone, este ultimo realizando seu combate contra a máfia durante onze anos em seu escritório-fortaleza, e o testemunho do ex-mafioso Tommaso Buscetta por ser o primeiro “capo” da máfia italiana a quebrar o código de silêncio. A operação Mãos Limpas chegou a alterar a correlação de forças na disputa política da Itália, reduzindo o poder de partidos que haviam dominado o cenário político italiano. Todos os quatro partidos no governo em 1992 – a Democracia Cristã (DC), o Partido Socialista Italiano (PSI), o Partido Social-Democrata Italiano e o Partido Liberal Italiano – desapareceram posteriormente, de algum modo. O Partido Democrático da Esquerda, o Partido Republicano e o Movimento Sociale Italiano foram os únicos partidos de expressão nacional a sobreviver, e apenas o Partido Republicano manteve a sua denominação. (informações da Wikipédia).

Falei sobre isso

Porque no Brasil estamos longe de termos uma “Mãos Limpas” em sua plenitude. Se fizermos uma analogia grosseira, podemos classificar a Odebrecht como a KGB e as demais empreiteiras como sua ramificação. Praticamente todos os congressistas brasileiros (deputados e senadores) receberam dinheiro de propinas. Suas campanhas, fundos partidários, mimos, enfim, de alguma forma chegou dinheiro sujo nas campanhas. O Brasil precisa ser passado á limpo, de fato. Acho que a sociedade civil deveria cobrar uma nova constituinte, com representantes limpos e ai chamaríamos novas eleições. Do contrário, vamos continuar sendo governado por pessoas no mínimo, suspeitas.

Natanael preso

Várias pessoas me questionaram sobre a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Natanael Silva, pelo fato de que, no período em que ele era deputado, eu fui seu maior (e talvez único) crítico. Para quem não sabe ou não lembra, nesse período eu mantinha o site Portal364 e fizemos dezenas de denúncias contra Natanael. Também fui processado dezenas de vezes por ele. Sobre sua prisão, é um fato, acontecer era questão de tempo. Se fiquei feliz? Não, mas cada um colhe o que planta. Natanael teve tudo em suas mãos para ser um dos maiores políticos do Estado, era arrojado, ousado e estudioso. Lamentavelmente se perdeu na própria história.

Mas

Uma coisa posso garantir, desde que ele deixou a vida pública, não tivemos mais nenhum político com sua sagacidade e rapidez em resolver situações burocráticas. Seu maior erro foi acreditar que poderia ficar impune de todos os seus erros, e por diversas vezes desrespeitou instituições e pessoas. Certa vez, algum tempo depois de deixar a vida pública, encontrei com ele em Ariquemes, durante a Expoari. Passado o ranço e as mágoas, ele me confidenciou ter cometido grande parte de seus erros em função da ciranda do poder que o cercava, “não tinha muita clareza, só ia fazendo”, ele disse. Pois é, fez e deu no que deu.

Clínica Mais Saúde informa – Pessoas inteligentes tendem a ter menos amigos

Um novo estudo descobriu por que gênios tendem a ser solitários. De acordo com uma pesquisa publicada recentemente na revista científica British Journal of Psychology, quanto mais as pessoas muito inteligentes precisarem socializar, menos satisfeitas elas estarão com a vida. Para chegar aos resultados, os psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, na Grã-Bretanha, e Norman Li, da Universidade de Administração de Singapura, em Singapura, questionaram 15.000 pessoas, com idade entre 18 e 28 anos, sobre a felicidade. Foram analisados também dados como a densidade populacional do local onde os voluntários viviam e a frequência de interação com os amigos. O estudo se baseou na teoria da savana, proposta em 2004 por Kanazawa. Segundo a tese, ancestrais que viviam na savana Africana precisavam ser sociáveis para sobreviver a um ambiente hostil. Naquele tempo, a população era escassa, com cerca de 150 integrantes por grupo. Os pesquisadores acreditam então que, por causa da herança ancestral, a maioria das pessoas atualmente relata sentir-se mais feliz quando vive em lugares com menor densidade demográfica e quanto mais convive com amigos e familiares. O que o novo levantamento mostrou, contudo, é que isso não se aplica para aqueles que são muito inteligentes. No caso de pessoas com QI muito alto, a densidade demográfica baixa não aumenta a sensação de felicidade. Além disso, quanto mais elas precisam socializar com outras pessoas, a satisfação delas com a vida tende a ser menor. Os autores acreditam que os indivíduos considerados gênios possuem cérebros mais evoluídos, o que os tornaria mais adaptados aos desafios da vida moderna. O problema é que essas pessoas estão sujeitas a viver em constante conflito entre aspirar objetivos maiores e estar vinculado às raízes do passado evolutivo.

News Reporter
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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