Coluna – Os problemas e desafios do próximo governador de RO

Mais do mesmo

O primeiro debate entre candidatos exbido pela TV Allamanda na última segunda-feira não trouxe grandes surpresas e ficou dentro do que já era esperado. Confúcio virou saco de pancadas e acusou o golpe, ficando nervoso e confundindo-se até com Jaqueline Cassol, a quem ele chamou por duas vezes de “deputada”, sendo que ela nunca passou nem perto da Assembleia ou da Câmara Federal. Ela foi agressiva e mostrou que estava bem treinada por sua equipe. Ponto para Ivo Cassol, que demonstrou ser um político extremamente bem organizado. Evidente que Jaqueline tem seus méritos, mas ficou muito clara a sombra de Ivo em seu desempenho.

Já Padre Ton

Não mostrou a que veio, tentou emparedar seus adversários, chegou até mesmo a garantir um direito de resposta para Jaqueline, quando em uma de suas falas insinuou que ela fosse “laranja” de seu irmão. Expedito Júnior fez uma participação morna, começou bem, mas esfriou. Pimenta de Rondônia demonstrou estar meio “por fora” e generalizou em suas respostas e colocações. De concreto o programa mostrou que todos os candidatos, incluindo Jaqueline, estavam nervosos.

Exageros

A falta de preparo do candidato Pimenta de Rondônia proporcionou ao debate algumas pérolas, como a afirmação que ele enviaria policiais “à Inglaterra” para fazer treinamento, se fosse necessário. Também disse que “pagaria um salário justo”, mas não explicou como faria isso e em que baseava sua afirmação.

Expedito

Tem potencial e deve melhorar seu desempenho nas próximas participações. Jaqueline, pelo visto, gostou do que viu, e vai manter o ritmo, para a tristeza de Confúcio. Um dos maiores problemas do governador é explicar as falhas de sua gestão, como por exemplo a inoperância das usinas de asfalto, as deficiências no ensino integral e o calcanhar de Aquiles, que é a saúde.

Infra-estrutura

Outro problema grave que Confúcio não consegue explicar é a infra-estrutura. Ele falou sobre o programa de asfaltamento nos municípios, que não é competência do governo. Mesmo assim, visando a reeleição, o governo investiu uma fortuna nesse programa “Asfalto Bom”, executado com dinheiro de empréstimos, não traz nenhum dividendo para o Estado, economicamente falando. Os municípios que devem desenvolver projetos para captar recursos e fazerem sua própria pavimentação. Outro ponto sensível é a perda do FITHA, que vem fazendo uma falta enorme no caixa das cidades.

Portanto

Apesar de ter torrado milhões em publicidade, Confúcio não conseguiu mostrar os tais investimentos que ele tanto prega, e cá entre nós, durante a campanha ele não conseguirá. O governador se tornou o principal cabo eleitoral de seus adversários e seu nervosismo não está ajudando. A resposta que Confúcio tanto busca deverá ser dada nas urnas, e pode ser que ele não goste do que vai ver.

Importante

Observar que, seja lá quem for o próximo governador, essa pessoa terá pela frente grandes desafios. 2015 será um ano de arrocho, o Brasil já ultrapassou o limite dos gastos públicos e em Rondônia a coisa não é diferente. O Estado está endividado e deve começar a pagar as contas ano que vem. Rondônia ainda não encontrou sua vocação econômica. O gado está concentrado em grandes propriedades, a soja e a cana encontram barreiras ambientais e a máquina pública não aguenta mais contratar. Nenhum dos candidatos fala com clareza sobre uma readequação econômica ou um planejamento a médio e longo prazo. Ouvimos muitos discursos, mas projeto viável mesmo, nenhum.

Concluindo

A máquina precisa voltar a arrecadar e faz isso apertando a fiscalização e criando alternativas econômicas nos mais diversos setores. Continuamos sem indústrias, os municípios estão endividados e os servidores públicos querendo reajustes. O próximo governante deverá enfrentar manifestações em 2015, o que é rotineiro quando ocorrem mudanças de governo. Resta saber se de fato os candidatos tem um plano ou se vão deixar a coisa subir no telhado para depois ver o que fazem.

Enquanto isso

As autoridades de saúde investigavam o primeiro caso suspeito de ebola na Bolívia, em uma pessoa procedente da África, informou no sábado uma fonte do serviço de epidemiologia de Santa Cruz (leste do país). — Ontem, informaram de uma clínica particular, que um paciente da Índia tinha sido internado. Ele está em observação por apresentar sintomas como febre, diarreia e vômito — disse Roberto Torres, gerente do Serviço Departamental de Saúde (Sedes) de Santa Cruz ao jornal online Oxígeno. A pessoa investigada, que não teve o sexo e a idade revelados, havia feito várias escalas em cidades da África, segundo o funcionário. Outros oito passageiros do mesmo voo também estão passando por exames, acrescentou. O Ministério da Saúde boliviano adotou há dez dias medidas sanitárias preventivas contra o ebola em aeroportos e fronteiras terrestres do país com a difusão de informações epidemiológicas para detectar e isolar eventuais contagiados. A Bolívia não registrou casos do vírus, que já matou mais de 900 pessoas e infectou outros 1.779.

Alternativa

O governo federal estuda, e já aprovou, a possibilidade de construir uma ferrovia ligando Porto Velho a Manaus. A alternativa é viável porque, segundo estudos encomendados pelo próprio governo e aceito pelas ONGs e Ministério Público Federal, principais obstáculos a construção da rodovia, o impacto ambiental causado por uma ferrovia, que seria construída no mesmo traçado da Transamazônica é infinitamente menor. Se esse projeto vai sair do papel é difícil afirmar, afinal, em Rondônia construir viaduto e ponte é um desafio praticamente intransponível, que dirá uma ferrovia com quase 900 quilômetros e várias pontes. Mas a idéia é boa.

No Brasil

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26) aponta Dilma Rousseff (PT) com 34% das intenções de voto para presidente da República e Marina Silva (PSB), com 29%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, tem 19%, seguido de Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL), com 1% cada. Os outros seis candidatos somados acumulam 1%. O levantamento indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva, a ex-senadora teria 45% e a atual presidente, que tenta a reeleição, 36%. Encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, a pesquisa é a primeira do Ibope com Marina Silva como candidata do PSB. De acordo com a pesquisa desta terça-feira, 7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar e 8% responderam que votarão em branco ou nulo. O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios entre os últimos domingo (23) e terça-feira (25). O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.

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Álcool não diminui consciência, mas inibe remorso

Os pesquisadores da University of Missoury, liderados pelo professor Bruce Bartholow, sugerem que o álcool não inibe a capacidade de as pessoas saberem o que estão fazendo, mas inibe o sentimento de culpa, remorso ou vergonha. O estudo mediu as respostas baseando-se em padrões cerebrais. Os pesquisadores dividiram os 67 participantes em três grupos e pediram que um ingerisse álcool antes de completar tarefas de reconhecimento de erros em um computador. Aqueles que beberam álcool se mostraram tão conscientes diante dos erros quanto o grupo de sóbrios, com a diferença que o primeiro grupo mostrou se importar menos. A um grupo – formado por homens e mulheres – foi dado refrigerante; outro grupo tomou um placebo e um terceiro ingeriu vodca com tônica. Cada um deles tinha que completar uma tarefa de reconhecimento de erros. De acordo com as conclusões, os três grupos estavam conscientes sobre os erros, embora a preocupação ou o remorso com os erros tenha se mostrado menor entre os que ingeriram bebida alcoólica.

 

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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