Coluna – Para entender a bagunça feita pelo petista Roberto Sobrinho

Candidato ridiculariza judiciário, Ministérios públicos Federal e Estadual e de quebra, os eleitores da cidade que ele governou por 8 anos e está desse jeito ai…

Nem esquentou

Gilberto Piselo, suplente do senador Acir Gurgacz assumiu a vaga, mas já vai sair. Quem assume nesta quarta-feira é o Pastor Valadares (Sebastião Valadares Neto), segundo suplente da chapa. Ele declarou ter “ensino fundamental incompleto”, e um patrimônio avaliado em R$ 583.319,12. O governador Confúcio Moura já confirmou presença na solenidade de posse. Os motivos do afastamento de Piselo não foram revelados, ainda. Ele chegou a fazer um discurso no plenário do Senado afirmando que “teria atuação firme e ética como suplente”.

Roberto, o que veio para tumultuar

já falamos aqui sobre a participação do ex-prefeito Roberto Sobrinho no processo eleitoral de 2016. Ele entrou para tumultuar e jogar pedra nos adversários. Se deixarmos de lado as tecnicidades do judiciário brasileiro, que permite esse tipo de aberração e entrarmos na seara de competência, esbarramos em uma pergunta bem simples, o que Roberto faria como prefeito (em um cenário que lhe fosse favorável), que ele não fez em oito anos quando comandou a cidade? O que mudaria? O caixa agora está mais “magro” e até onde consta publicamente, ele não fez nenhum curso de gerenciamento ou coisa que o valha.

Outro ponto

Roberto teve a capacidade de levantar suspeitas sobre o patrimônio dos candidatos em um debate na semana passada. E disse, “o meu foi investigado”. Tá. Mas de onde ele está tirando dinheiro para pagar advogados em Rondônia e Brasília? Ou advogado agora anda fazendo caridade? Ela se diz ‘injustiçado”, então ele acusa o juiz que assinou seu mandado de prisão e o ministério público federal e estadual de terem feito uma conspiração para prendê-lo por ser “o melhor prefeito do Brasil”?

Zombando

Roberto Sobrinho escarnece com a cara do judiciário e do povo mais humilde, confunde o processo com manobras, mas tem plena consciência que, se eleito, não tem a menor condição de se manter no cargo. Não se trata apenas de uma ação, são várias denúncias em âmbito estadual e federal. Mas o eleitor portovelhense é quem sabe, depois não adianta reclamar.

Só mais uma pergunta

Quem serão os secretários do Roberto? os mesmos que foram presos em sua gestão? Ou a atual executiva municipal do PT?

Quanto ao STJ

O ministro concedeu uma liminar parcial, afirmando que não é de sua competência meter o bedelho na inelegibilidade. Ele suspendeu o Acórdão do Tribunal de Justiça por uma questão meramente técnica, mas o recurso não é de Roberto Sobrinho e sim de Epifânia Barbosa. Os olhos do ministro estavam voltados para a questão dela, que ;e professora e estava impedida de exercer cargo público. A liminar foi deferida parcialmente, e deverá ser questionada pela própria Epifânia com embargos declaratórios (explicações sobre a sentença). Há que se levar em consideração que os advogados de Roberto são bons (portanto, caros), e estão conduzindo o processo judicial com maestria.

O que foi questionado

O primeiro magistrado a dar uma decisão sobre esse processo foi o desembargador Walter Waltenberg, e o processo foi parar nas mão de Gilberto Barbosa, que tem, digamos, “a mão mais pesada”, que sentenciou. Os advogados de Epifânia e Roberto contestaram isso no STJ. Nesse ponto entra a tecnicidade do judiciário, eles querem que o magistrado original (Waltenberg) conduza o processo. A coisa ainda vai ser discutida em plenário e pode ou não ser mantida a liminar. A grande questão é que o ministro, ao conceder o pedido, não se ateve ao caso de Sobrinho, e sim de sua ex-secretária, que também responde a outros processos, inclusive um de recebimento de propina quando era deputada estadual. Isso, eu garanto, não contaram para o ministro…

Tudo combinado

Na última coluna falamos sobre a pretensão de Mariana Carvalho disputar o governo em 2018. Mas os planos da família Carvalho vão além. Eles querem que Maurício, irmão da deputada que este ano disputa uma vaga de vereador em Porto Velho a substitua na Câmara Federal. Ela vem a governo e ele a deputado. Em casa está tudo certo, resta saber como o eleitorado vai reagir a isso.

Complicada

O cargo de deputado federal em 2018 vai ser dos mais disputados da história. São apenas 8 vagas e todos os grupos estão se armando para fechar nominatas. E tem muito nome pesado na fila.

Clínica Mais saúde informa – Remédio para asma é associado a surtos psicóticos em crianças

Uma classe de medicamentos para asma tem preocupado autoridades de saúde australianas. Ela estaria associada a episódios de depressão e até pensamentos suicidas em crianças. Tratam-se dos remédios à base de montelucaste de sódio, um composto comum utilizado para tratamento de rinite, asma e dermatite atópica, principalmente em crianças e adolescentes. Segundo informações da rede australiana ABC, a agência australiana responsável pela regulação de medicamentos, dispositivos médicos, sangue e tecidos, (TGA, na sigla em inglês), recebeu, entre 2000 e 2016, quase 90 relatos de efeitos colaterais neuropsiquiátricos, dos quais oito estavam relacionados a pensamentos suicidas e outros oito a depressão grave em crianças que tomavam algum medicamento com esse princípio ativo. Segundo José Carlos Perini, alergista e presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), não há razão para desespero. Apesar do risco ser real, esse tipo de efeito adverso é raríssimo. Os efeitos colaterais mais comuns a esse medicamento são sonolência e dor de cabeça. No entanto, é preciso estar ciente e, caso perceba-se uma mudança de comportamento na criança, o ideal é buscar orientação médica.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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