Coluna – Porto Velho vai ficar sem rodoviária nova por culpa do governo

E ainda, estudo do Sindur mostra como governo poderia resolver problema da Caerd. Amapá usou o mesmo estudo e já solucionou por lá. Em Rondônia, governo só atrapalha

Pegou fogo

A soltura de José Dirceu pelo STF esta semana aqueceu o debate sobre os rumos que a Lava Jato deve seguir. O STF, por mais que pareça aos leigos ou aos mais exaltados, não “se vendeu”, apenas fez cumprir o que determina a lei. E a lei não pode ser aplicada a uns e ignorada para outros. Gostem ou não é essa que temos. E nem adianta vir com a choradeira de que “os presídios estão cheios de presos provisórios, porque só soltaram o Zé Dirceu?”. A resposta a essa pergunta é bem simples, ele tem um bom advogado que se chama Roberto Podval, sócio do advogado rondoniense Andrey Cavalcante em um escritório em Brasília.

Mania de atrapalhar

O proprietário do imóvel escolhido pelo governador Confúcio Moura para construir a nova rodoviária de Porto Velho está com a vida empacada por causa dessa aberração governamental. Sabe-se lá porque, Confúcio quer aquela área, que fica ao lado do Cemetron (empecilho número 1), com fluxo intenso de veículos (empecilho 2), e com vários condomínios e residências (empecilho 3), que impedem a construção de um terminal rodoviário no local. Total falta de bom senso.

Pior

Confúcio está na reta final de seu mandato (graças a Deus) e não vai ter tempo hábil para executar a obra. No mais otimista dos cenários ele conseguiria, ainda esse ano, parte das licenças necessárias, além da elaboração dos relatórios de impactos. 2018 será ano eleitoral, ele vai ter que se afastar (e que vá para bem longe e não volte mais) e será mais um elefante branco que o próximo governador vai herdar, sem contar a longa batalha judicial pela indenização.

Outra

O Estado já poderia ter dado início à obra, se tivesse optado por uma das inúmeras áreas já disponíveis que pertencem ao próprio estado e ao município. A insistência de Confúcio beira a criminalidade e parece ser apenas uma birra com sérias consequências na vida de terceiros. Ele ainda não entendeu que os moradores da área não querem o terminal naquele local, assim como o proprietário não está disposto a aceitar o valor estabelecido pelo Estado naquelas contas tresloucadas e nem as demais autoridades querem. O projeto está parado, e deve continuar assim bom um bom tempo.

Chega de irresponsabilidades

O governo de Confúcio deu início a uma série de obras sem nenhum critério sério de avaliação, que resultou em milhões jogados no lixo. Só para relembrar, ainda na gestão de Lúcio Mosquini no DER, o Estado jogou asfalto em dezenas de municípios e o trabalho simplesmente se desmanchou, em função do serviço porco. Espaço Alternativo, Heuro, Hospital de Ariquemes, escolas, Unisps e por ai vai. Tudo parado, alguns abandonados e quem paga essa conta é você, caro leitor. Para entender essa situação da rodoviária, clique AQUI, AQUI e AQUI.

Quer outra?

O Sindicato dos Urbanitários fez um estudo para resolver de uma vez por todas o problema da Caerd. Em síntese (números aproximados) a Caerd tem cerca de 600 funcionários, sendo que 200 estão aposentados, 200 estão próximos de aposentar e 200 estão ativos, sendo que desses, 80 são os mais antigos e 120 que ingressaram no concurso de 2012. O estudo do Sindur apontou que o governo poderia transpor para outros quadros do Estado esses servidores (em vias de aposentar e os mais recentes) e a partir disso, privatizar a empresa, já que a situação em relação aos servidores (principal entrave) estaria resolvida.

Em 3 de abril deste ano

O governador recebeu o Sindur, achou a idéia linda e disse que iria fazer, porque seria “a melhor solução”. Mas não fez. Ao mesmo tempo, o Amapá pegou o estudo do Sindur de Rondônia e adotou a solução. No dia 3 deste mês, a Assembleia do Amapá aprovou a PEC que transpõe os servidores para outras secretarias e “limpa” a empresa.

Ou seja

Quando o governo quer, o governo faz. O que não é nosso caso. Parodiando os memes, “em Rondônia é assim: o governador fala que vai fazer, o chefe da Casa Civil desfaz a intenção e o Estado nada faz”.

Quer uma boa notícia?

Tic-tac, e não demora.

Sutiã poderá detectar câncer de mama

Você já pensou na possibilidade de um sutiã ser capaz de detectar câncer de mama? Um estudante, inspirado na luta de sua mãe contra um tumor, não só teve a ideia, como inventou um sutiã capaz de identificar sinais precoces da doença. A tecnologia, batizada de EVA Bra, foi desenvolvida pelo mexicano Julian Rios Cantu, de 18 anos, junto com mais três parceiros, e utiliza biosensores capazes de medir temperatura, peso e forma dos seios, alertando a usuária sobre possíveis mudanças. O sutiã foi desenvolvido especialmente para mulheres com pré-disposição genética para o câncer de mama. Ele é equipado com 200 biosensores que monitoram a anatomia dos seios. Então, o equipamento envia os dados obtidos para um aplicativo, Eva Health, que informa e alerta as usuárias sobre possíveis mudanças relacionadas aos sintomas do câncer. O interessante é que só é preciso utilizar o sutiã por 60 a 90 minutos por semana para obter os resultados. No entanto, o aumento do fluxo sanguíneo não significa necessariamente que a portadora esteja desenvolvendo câncer. “Ainda não há provas que mostram se este sutiã é uma maneira confiável de detectar tumores, é preciso que essa tecnologia seja plenamente testada”, disse Anna Perman, do Cancer Research, do Reino Unido.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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