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Coluna – Prisão de PM baiano pode deflagrar movimento nacional

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Antiquado

O modelo policial utilizado pelo estado brasileiro é antiquado, desrespeitoso e violento, principalmente contra seus membros. O exemplo maior dessa situação é a condição em que se encontra o vereador e presidente da Associação de Praças Baianos, Marco Prisco, que está preso na Papuda, em Brasília, acusado, entre outras de “formação de quadrilha, e uma série de crimes da “Lei de Segurança Nacional”, como “paralisação de serviços públicos essenciais” e incitação a subversão à ordem política e social”. Mas isso acontece por um simples detalhe, a polícia militar, a exemplo das forças armadas, não pode fazer greve, e isso não é novidade para ninguém.

Acontece

Que as polícias militares, à exceção do Distrito Federal, pagam um salário de miséria, fazendo com que praças e oficiais fiquem em posição de risco social. É um trabalho estressante, violento e sem apoio necessário, tanto psicológico quanto logístico, já que a maioria das corporações trabalham com equipamentos obsoletos e em condições precárias, isso sem contar a falta de efetivo adequada para os municípios.

Extinção

Em 2012 a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a extinção da Polícia Militar brasileira. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura. No Brasil, principalmente depois da ditadura, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar. Evidente que esse modelo não está funcionando, e pior, em quase todos os estados os policiais, para melhorar suas condições de vida, se vêem obrigados a fazer bicos nos dias destinados a suas folgas, necessárias exatamente por desempenharem uma função tão estressante. O Estado brasileiro se recusou a discutir o assunto.

Cara e ineficaz

A Polícia Militar custa caro e não consegue atender os anseios da população. O Brasil precisa rediscutir o modelo policial, melhorar os salários e valorizar os membros das corporações. Não podemos adotar o modelo americano por que lá as polícias são municipais, ao contrário do Brasil onde os estados são responsáveis. Um policial de rua americano (que faz as patrulhas uniformizado) começa ganhando um salário de U$ 2.500 (cerca de R$ 5 mil), enquanto que um PM brasileiro começa ganhando o equivalente a U$ 650 (cerca de R$ 1.500).

Em Rondônia

Em 2011 tivemos dois movimentos grevistas seguidos da Polícia Militar em busca de melhores condições salariais. Na época, os policiais chegaram a se aquartelar e pegar em armas. A violência explodiu em Porto Velho e quase tivemos uma tragédia. A corporação encontrou uma outra forma de protesto, a de utilizar familiares em uma associação criada para protestar, já que eles não podem. Uma manobra inteligente e eficaz, mas que seria completamente desnecessária se o modelo fosse alterado. Policia é funcionário público, pode fazer greve. A classificação de “polícia militar” só favorece os governos, que não melhoram os salários porque sabem que os membros das corporações não podem fazer greve. Com a aplicação da “Lei de Segurança Nacional” uma legislação de 1983, ainda da época da ditadura, a vida dos policias militares vai ficar cada vez mais difícil.

E a manutenção

Da prisão de Marco Prisco pode resultar em uma reação em cadeia, com manifestações por todo o país. É preciso discutir com seriedade nosso modelo policial, melhorar as condições de vida desses agentes de segurança e principalmente, acabar com a figura de polícia militar. Reorganizando nossas forças policiais, tornando-as mais enxutas através de uma unificação ou algo semelhante, talvez o estado brasileiro possa se tornar mais eficaz no combate a crminalidade, sem expor os membros das corporações a situações limite.

Olha essa

Em Ouro Preto do Oeste tem um terreno do governo do estado onde está sendo construída uma unidade integrada da Polícia. Na tarde de terça-feira da semana passada, máquinas começaram a escavar e encontraram cerca de 3 toneladas de processos da prefeitura que estavam enterrados no local. Foi chamado o MP e a Polícia. Os documento abrangem 3 administrações, dos ex-prefeitos Josélia, Carlos Magno e Irandir. A Polícia tenta descobrir quando os documentos foram enterrados. Sabe-se, preliminarmente, que foi entre 6 a 8 anos. Também encontraram HDs e computadores. A maioria dos processos são de compra de peças de carros, maquinários pesados, caminhões, medicamentos e equipamentos de saúde. O MP esta analisando os processos.

Enquanto isso

O governo da enganação construiu um presídio de “segurança máxima”, que foi inaugurado com toda a pompa recentemente. Pois bem, na semana passada um preso conseguiu fugir e o presídio, que custou cerca de R$ 3,9 milhões foi esvaziada por causa da fuga. As obras da Penitenciária Estadual Aruana foram iniciadas em 2011 e a sua conclusão, segundo a secretária de justiça Elizete Lima “era uma grande necessidade para o sistema”. Esse governo, e de fato, uma confusão.

Olha essa

“Vice-governador vistoria trabalho na rodovia 473”, essa é uma notícia do jornal Diário da Amazônia sobre Aírton Gurgacz, pré-candidato a deputado estadual e ex-diretor do Detran. Mas, ‘pera lá’ cara-pálida, é muita gente vistoriando essa mesma rodovia. Dia desses foi Confúcio Moura, depois Lúcio Mosquini, só está faltando a vistoria de Marcelo Bessa e da bailarina da praça.

E agora?

O PT de Padre Ton, que anda arrastando uma asa para Ivo Cassol está comemorando a decisão da Procuradoria Geral Eleitoral que pede a cassação do diploma do senador, por uma ação movida pelo próprio PT durante as eleições de 2010. Caso Cassol perca, quem assume a vaga é Fátima Cleide, segunda colocada nas eleições. Como o grupo de Fátima não está afinado com o de Ton, esse processo vai enterrar de vez esse namoro.

Falando em PT

Telegramas da embaixada americana vazados pelo site Wikileaks comprovam que Lula “passou por cima” de toda a legislação brasileira para conceder o licenciamento para a construção das usinas do Madeira, inclusive cogitando a possibilidade de dividir o IBAMA em dois, caso as licenças não fosse concedidas. E quem “entregou a parada” foi o ex-prefeito Roberto Sobrinho em conversa com um araponga americano. Detalhes AQUI!

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Fumar maconha apenas 1 vez por semana pode deformar cérebro

Fumar maconha ocasionalmente pode danificar estruturas centrais do cérebro, de acordo com um novo estudo divulgado pelo site Daily Mail. Segundo a pesquisa, usar a droga apenas uma ou duas vezes por semana pode afetar o tamanho e o formato de duas regiões cerebrais importantes, ligadas à emoção e à motivação. Estudos anteriores, realizados com pessoas que fazem uso excessivo da maconha, mostraram que a droga pode de fato “reestruturar” o cérebro. No entanto, este é o primeiro experimento que mostra o efeito com usuários ocasionais. Especialistas da Harvard Medical School e da Northwestern University, de Chicago, analisaram a ressonância magnética de 20 usuários de maconha, com idades entre 18 e 25 anos. Eles compararam as imagens às de cérebros de pessoas que nunca fizeram uso da droga. As maiores diferenças foram notadas em duas áreas: o núcleo accumbens e a amígdala, que são associados à motivação, às emoções e ao vício. No cérebro dos usuários, o núcleo accumbens apareceu muito maior, enquanto a amígdala se mostrou deformada. Segundo o professor Hans Breiter, o estudo teve o desafio de desmistificar o conceito de que o uso ocasional da droga não está associado a consequências ruins. “As pessoas acham que o uso recreativo não causa nenhum problema, mas nossos dados mostram que não é o caso”, reforça.

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