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Coluna – Rodoviária de Porto Velho pode custar R$ 80 milhões, mas poderia ser feita com menos da metade

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Terminal poderia ser implantado no Aeroclube com custo infinitamente menor e sem causar gastos colaterais com indenizações

Fica olhando

PAINEL POLÍTICO denunciou em agosto de 2015, que o governo do Estado havia desapropriado duas áreas na margem oposta do Rio Madeira para realocar os desabrigados da enchente histórica de 2014. Em um período de apenas 15 dias, 40 hectares, que haviam sido comprados por R$ 60 mil um ano antes, foram “desapropriados” por R$ 4,1 milhões. Esse caso estava nas mãos do Tribunal de Contas, apenas PAINEL POLÍTICO falou sobre o assunto e para variar, como as autoridades fiscalizadoras de Rondônia dormem em berço esplêndido, o caso esfriou. Ao menos até que se mude os atuais jogadores…

Então

Em novembro do ano passado, o mesmo governo de Rondônia decidiu que iria construir a rodoviária de Porto Velho e para isso precisaria de uma área (mesmo já tendo uma), só que nesse caso, a contabilidade foi à menos. O terreno em questão fica a menos de 100 metros do Cemetron, em uma área residencial com área total de pouco mais de 69 mil metros quadrados, na Avenida Guaporé com rua Xéreu. De acordo com avaliação feita pela Caixa Econômica Federal, o imóvel vale hoje, pouco mais de R$ 11 milhões, mas o governo avaliou no “olhômetro” em R$ 4.899.526,85. A avaliação da Caixa é utilizada como referência em todos os órgãos públicos, justiça e o próprio mercado.

E tem mais

A desapropriação da área é um ataque aos cofres públicos e ao direito à propriedade privada, já que o Estado é dono de área similar, onde atualmente funciona o aeroclube, que poderia tranquilamente ser transferido para outro local, e ainda é melhor localizado. O custo seria infinitamente menor. A rodoviária de Porto Velho é uma novela que se arrasta há anos e se o projeto do governo for adiante, o custo total da obra e instalação no local que eles escolheram, pode ultrapassar a casa dos R$ 80 milhões.

Mas, como?

Fácil. De acordo com o governo o custo total do projeto será de pouco mais de R$ 40 milhões, mas esse valor está sendo computado na base do “achismo”, sem levar em conta os efeitos colaterais de uma obra desse porte. Os proprietários do terreno não tem interesse na desapropriação e denunciaram ao Ministério Público de Contas que as contas do governo não fecham. Os moradores do entorno já planejam ações conjuntas contra o Estado, alegando os impactos negativos que a rodoviária causa. Cálculos iniciais apontam pelo menos R$ 20 milhões a mais em indenizações. Tem ainda a questão de saúde pública, já que o imóvel fica a menos de 100 metros do Cemetron, que trata de doenças infecto-contagiosas e tropicais. E claro, os proprietários do imóvel, que estão questionando judicialmente o valor do terreno e ganhando, com as devidas correções, a indenização chega a R$ 17 milhões.

Temos ainda

A questão primordial de toda essa história, porque o governo desapropriou um matagal do outro lado do rio (e pagou) à toque de caixa valores hiperfaturados e no caso da rodoviária está subvalorizando a área? A resposta poderia ser, “o dono do imóvel não é amigo do rei…” Voltaremos ao assunto com mais detalhes. Abaixo, o croqui do terreno.

Tudo como dantes…

Falando em órgãos de fiscalização (?) o governador Confúcio Moura reconduziu o Procurador Geral do Ministério Público do Estado Aírton Pedro Marin Filho pelos próximos dois anos. Na votação do MP, ele empatou com Éverson Antônio Pini com 69 votos cada. Mas a eleição foi meramente protocolar… Prevejo mais dois anos de sono tranquilo nas hostes palacianas…

Mudou

O jornalista Marco Antônio Santi, que respondeu pela assessoria do senador Ivo Cassol nos últimos 10 anos, assumiu em Londrina (PR) a Coordenadoria Metropolitana. Com isso, ele deixa a parceria com o italiano.

107

Esse é o número de políticos citados na “lista do Janot” que já está no Supremo. E nesta quinta-feira, o nome do senador Aécio Neves (que está em praticamente todas as delações) apareceu como beneficiário de vantagens indevidas nas obras da usina de Santo Antônio, em Porto Velho. Detalhes AQUI.

Pesquisadores identificam gene que envelhece o cérebro

Pesquisadores americanos identificaram um gene comum, presente em cerca de um terço da população, que pode explicar porque os cérebros de algumas pessoas envelhecem mais rápido que outros. Este gene, conhecido como TMEM106B, acelera em até 12 anos o envelhecimento normal do cérebro nas pessoas idosas, de acordo com o estudo publicado na revista “Cell Systems”. O gene geralmente começa a afetar pessoas com cerca de 65 anos, particularmente no córtex frontal, responsável por processos mentais importantes como a concentração, o planejamento, o julgamento e a criatividade. Os pesquisadores encontraram o gene ao analisar dados genéticos obtidos a partir de autópsias de amostras de cérebro humano retiradas de 1.904 pessoas sem qualquer doença aparente. Até os 65 anos de idade, todos estão no mesmo barco, e então há algum estresse ainda não identificado que entra em ação, segundo a pesquisa. — Se você tem duas cópias boas do gene, você responde bem a esse estresse. Se você tem duas cópias ruins, seu cérebro envelhece rapidamente — explicam.

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