Órgão não conseguiu liberar nenhum plano de manejo esse ano; entre 2013 e 2014 foram quase 100 a menos

Números

Em 2013 a SEDAM liberou em Rondônia, exatos 710 planos de manejo ambiental, totalizando 4.339,578.1694 metros cúbicos de madeira extraída e replantadas. Em 2014 esse número despencou para 612 planos de manejo, que totalizaram 3.637,094.7145 metros cúbicos, uma redução de quase 1 milhão. Agora em 2015, estamos praticamente no final de junho e foram liberados 50, porém todos são re-análises, ou seja, já havia sido emitida a autorização e renovação, de novos processos, nenhum foi liberado. Esses números são uma prova de que a coisa está travada, emperrada e isso resulta, é claro, em menos dinheiro, empregos, matéria prima. A coisa está muito errada por lá.

O que funciona

De fato na SEDAM é o plano de manejo, mas de pessoal. Atualmente o órgão tem 11 policiais militares à disposição, sendo 5 cabos, 3 soldados, 2 coronéis e um tenente. Tem ainda 1 agente penitenciário e 2 agentes de polícia civil. Tem também um procurador que foi “puxado” para lá, que está acumulando dois salários, o de procurador mais a gratificação, os dois juntos somam a bagatela de pouco mais de R$ 40 mil.

Mas tem mais

Em 2014 o governador Confúcio Moura mandou, e a Assembleia aprovou, um projeto de lei que criou uma gratificação para grupos de trabalho na SEDAM. As gratificações variam de R$ 756 a R$ 2.100, sendo elas nível elementar (R$ 756), nível técnico (R$ 1.260) e nível superior (R$ 2.100). Essa brincadeira aumentou a folha de pagamento da SEDAM em 9,78%. Foram colocadas 127 pessoas para receberem essas gratificações, claro que todos, amigos do rei.

O CAR

Ou SICAR, que é o Sistema de Cadastro Rural, não está funcionando. A previsão para reinício das emissões é 10 de julho, porque até hoje o sistema estadual (SINLAN) não conseguiu ser sincronizado ao sistema nacional, devido a incompatibilidades. O atual secretário da SEDAM havia garantido que até a abertura da Rondônia Rural Show, que foi em 27 de maio “tudo estaria funcionando”. Não está.

Lógico

Que quem acumula prejuízo é o setor produtivo. Os trabalhadores do setor estão revoltados com a inércia da SEDAM, que desde que foi tomada por policiais, que deveriam estar nas ruas combatendo o crime, não consegue mais avançar. Essa situação ridícula precisa ser resolvida. Nada contra o remanejamento de pessoal, desde que isso seja feito para melhorar um órgão. Agora encher de gente simplesmente para atender interesses pessoais em detrimento de milhares de pessoas que dependem do sistema funcionando, é no mínimo uma brincadeira de mau gosto.

Parou tudo

Aliás, não é apenas a SEDAM que está emperrada. Nada está funcionando corretamente no Estado. Não foi apresentado nenhum projeto sequer do governo para resolver problemas que estão afetando diretamente a população, como segurança pública e políticas para juventude. Já falamos sobre isso em passado recente, falta qualificação profissional e nem governo, nem prefeituras nem entidades como a FIERO, estão fazendo algo para resolver essas questões. A criminalidade toma conta das ruas em todo o Estado e isso assusta e preocupa. Ao mesmo tempo o governo está completamente perdido em relação as demandas sociais. Parece que a única coisa que está, de fato acelerada, é a máquina de nomeações em cargos públicos.

A pergunta é

Você, um grande empresário que não vive em Rondônia, observa o cenário político local. Ele tem dinheiro, tem recursos e quer ampliar sua empresa. Pode optar pelo Mato Grosso, que vem sendo comandado por mão de ferro pelo ex-senador Pedro Taques, que tem uma política de austeridade, por Rondônia, cujo governador está cassado e governa por força de liminar e não consegue sequer dar uma ordem sem que ela seja solenemente desobedecida, ou vai para o Acre, feudo petista no Norte, mas que vem conseguindo bons resultados, empresarialmente falando?

Você já viu

A quantidade de empresas e profissionais liberais que está migrando para o Acre, Mato Grosso e Amazonas? Pois é, reflexo de nossas “aceleradas” nos últimos anos.

E o Brasil?

Os juros do cheque especial atingiram a inacreditável marca de 232% e o cartão de crédito o surreal índice de 360% ao ano. Isso é o sonho de qualquer agiota no mundo. São taxas absurdamente extorsivas, que ampliam os índices de inadimplência e colocam o país em cheque. O governo Lula estimulou o consumo durante 8 anos seguidos, subsidiando linha branca, veículos e outros produtos, criando uma ilusão que estávamos todos na América. A fatura começa a ser cobrada agora. Fazer um CDC é praticamente vender a alma ao capiroto. Um conselho? Quebre seus cartões de crédito, toque fogo nos talões de cheque e esqueça que um dia isso existiu.

Prisões

O Portal G1, das organizações Globo, divulgou nesta terça-feira um raio-x do sistema prisional no país e mostrou o déficit e lotação em cada estado. Rondônia tem hoje, 9.764 presos, para 5.985 vagas, ou seja, está 61,3% acima de sua capacidade. Desses, 7.633 já estão condenados e 2.131 são presos provisórios. No Brasil são mais de 615 mil presos, prova que a coisa está muito errada nesse país.

Exemplo

Uma foto de policiais oferecendo comida a uma criança na periferia de Fortaleza (CE) viralizou nas redes sociais. Até essa terça-feira (23), a imagem já teve mais de 2,2 mil compartilhamentos no Faceboook.  O garoto, de dois anos, foi surpreendido por um carro do programa de policiamento Ronda do Quarteirão na semana passada, quando os policiais circulavam pelo Bairro Aerolândia e tiveram a iniciativa. O responsável pelo policiamento na área, capitão Paulo Mendes, comentou a repercussão da foto. “Eu fiquei muito alegre, mas não me surpreende, meus policiais todos têm essa iniciativa positiva. É isso aqui que faz as crianças olharem para os polciais e reconhecerem os seus heróis.” O pai da criança da foto, o auxiliar de serviços gerais Eduardo Silva, disse que se assustou quando viu a aproximação dos policiais ao seu filho. “O carro passou e tirou foto e pensava que era alguma coisa. Agora, eles deixa marmita, deixa brinquedo e ele gosta”, diz. As informações são do G1.

Abusos

Chama a atenção a quantidade de ações movidas contra a CERON em Rondônia, por danos morais oriundas de inscrições em Serasa, perícias irregulares e suspensão no fornecimento de energia. Mas isso acontece por um detalhe bem simples, não são os gestores que pagam essa conta, somos nós, trouxas. Por isso eles não estão nem aí para organizar esse festival de abusos cometidos pelas empresas terceirizadas que prestam serviços diversos para a companhia. Enquanto isso, continuamos sendo extorquidos nessas contas loucas que só eles entendem.

Para contatos

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Jeans apertado pode danificar músculos e nervos, alerta estudo

Uma australiana de 35 anos foi ajudar a encaixotar a mudança de um parente e acabou sendo internada por dias, com danos nos músculos e nervos da perna. A culpa, segundo os médicos, foi do jeans apertado que ela estava usando. O caso foi publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery and Psyachiatry por pesquisadores australianos da Universidade de Adelaide, em um estudo para alertar sobre os perigos de se usar jeans bastante apertados, conhecidos como “skinny”. O perigo no caso da australiana é que ela passou horas agachada, esvaziando armários. No meio do dia, ela sentiu que sua calça estava extremamente apertada e, quando estava a caminho de casa para tirá-la, caiu e não conseguiu mais se levantar. Seus pés estavam dormentes e ela teve de ser levada ao hospital. Chegando lá, suas pernas e tornozelos estavam severamente inchados – tanto que seu jeans precisou ser cortado. Os médicos perceberam que havia um dano no nervo entre a panturrilha e os pés da paciente – e a diagnosticaram com síndrome compartimental. Eles disseram que o problema foi agravado por seu jeans justo. Segundo eles, essa síndrome é extremamente dolorosa e pode ter consequências sérias, ligadas ao inchaço excessivo ou a possíveis problemas de sangramento nos músculos. Qualquer tipo de compressão na área da panturrilha, segundo os pesquisadores australianos, pode apertar o nervo e causar danos, que levam a sintomas como fraqueza, dormência ou dor na região.

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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