Coluna – Ser contra o Uber é ir contra à população de Porto Velho

E ainda, Lúcio Mosquini vai para a China e diz que “resolveu a crise da carne”, e tem gente que acredita nele…

Irreversível

Por mais que a família Negreiros não queira, a chegada do Uber em Porto Velho deve acontecer nas próximas semanas. O aplicativo, que causou confusão por onde passou antes de ser regulamentado, vem ajudando milhares de pais de família a manter a dignidade, através de um serviço desburocratizado e que cobra um preço justo por um serviço de qualidade. Qualquer vereador que se coloque contra a chegada do serviço está indo contra os anseios da população. Os taxistas não vão “passar fome”, pelo contrário, terão que melhorar o atendimento e se adequar ao que o mercado exige atualmente.

Retrocesso

Ser contra o serviço é um retrocesso tacanho, coisa de província sem nenhum interesse de crescer e desenvolver. O brasileiro adora comparar os Estados Unidos com o Brasil em termos de que “lá é melhor por isso e por aquilo”. Os americanos são capitalistas, quase tudo por lá é terceirizado e vale a regra do mercado aberto. Querer barrar a entrada do Uber não faz o menor sentido. Os vereadores deveriam estar regulamentando, estudando melhor o assunto para não ficar falando baboseiras. Quer um exemplo?

Números

Porto Velho conta com 750 placas de táxi, sendo que 21 atendem exclusivamente o aeroporto. Em Londrina (PR) a primeira cidade no mundo com menos de 600 mil habitantes que adotou o serviço, os “parceiros” (como são chamados os motoristas da empresa), reclamavam do valor da tarifa, já que o aplicativo fica com 25% do valor cobrado por corrida. Uber não é um meio de vida, é uma carona paga, que serve para melhorar a renda de quem tem outras profissões ou empregos. Tratar o Uber como “concorrente do táxi’ é uma idiotice descomunal. Os vereadores, como já disse, deveriam estar trabalhando para estabelecer normas e regulamentos para evitar confrontos desnecessários. A população agradece.(O Uber não revela quantos parceiros tem nas cidades).

Falando em terceirizações

Os Correios estão enfrentando uma crise que pode levar a privatização da estatal. A direção criou um programa de demissão voluntária, fechou agências e ainda não conseguiu equilibrar as contas. O ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, cuja pasta é responsável pela empresa, declarou ser contra a privatização, mas não está vendo uma saída e a empresa teria que recuperar o equilíbrio financeiro para evitar a venda. Kassab relatou que o déficit dos Correios passa dos R$ 2 bilhões e o ministério não tem recursos para investir na estatal.

Conversa para ruminante

Lúcio Mosquini está “em missão” pela China. O deputado federal de Rondônia vai ficar duas semanas no oriente. Mas, para não ficar feia sua ausência por tanto tempo, resolveu enviar notícia através de sua assessoria dando a entender que ele resolveu a “crise da carne”, causada pela desastrada operação da Polícia Federal, com os chineses. Não se deixe enganar eleitor rondoniense, principalmente você que vive em Jaru. O passeio de Mosquini nada tem a ver com a questão. Na verdade, o deputado federal  Lindomar Garçon é quem havia sido convidado pelo governo chinês, mas Garçon usou o bom senso, “o Congresso está discutindo coisas importantes e ficar fora duas semanas agora é meio complicado”. Palavras do Garçon.

A conta

Dessa vez foi para o governo chinês. Resta saber se o deputado solicitou diárias para a viagem.

Falando em conta

Mosquini já gastou, entre janeiro e março de 2017, R$ 94.674,05 da cota parlamentar. Em janeiro, mês em que o Congresso estava fechado, foram R$ 39.625..Esse dinheiro não é chinês não…é imposto seu!

E no país da impunidade

O ex-governador do DF Joaquim Roriz se livrou da acusação de desvio de dinheiro do BRB, o banco de Brasília. De acordo com a acusação, foram R$ 50 milhões, através de um esquema identificado na “Operação Aquarela”, deflagrada em 2011. Roriz escapou do banco dos réus por um detalhe bem simples, a justiça demorou para julgar a denúncia, “transcorridos mais de 4 anos entre a data do recebimento da denúncia e a presente data, bem como sendo os réus maiores de 70 anos, imperiosa se faz a extinção da punibilidade, em virtude da prescrição”, decidiu a juíza Ana Claudia. O esquema de desvio de dinheiro o BRB teria levado dos cofres do banco R$ 400 milhões entre 2004 e 2007, segundo as investigações. É considerado até hoje um dos maiores escândalos de corrupção do DF.

Anti-inflamatórios aumentam risco de infarto, diz estudo

Um novo estudo publicado recentemente pela revista científica European Heart Journal apontou que medicamentos utilizados para combater dores e inflamações podem colocar em risco a saúde do coração. A pesquisa apontou que o uso dos anti-inflamatórios não-esteroides, conhecidos pela sigla AINEs,  diclofenaco e ibuprofeno está associado a um aumento no risco de infarto. Não é a primeira vez que essa categoria de remédios é relacionada à ocorrência de eventos cardíacos graves. Em setembro passado, outro levantamento associou os AINEs a um risco aumentado de insuficiência cardíaca. Para o estudo atual, os pesquisadores analisaram as paradas cardíacas registradas na Dinamarca em um período de nove anos, entre 2001 e 2010. Do total de 29 mil pessoas que sofreram uma parada cardíaca, 3 mil delas haviam utilizado um anti-inflamatório desse tipo até 30 dias antes do ataque — o que equivale a 12% do total.  O levantamento mostrou que os mais consumidos naquele país antes do evento cardiovascular eram o ibuprofeno (51%) e o diclofenaco (21%). O estudo apontou ainda que  o aumento do risco de parada cardíaca com o uso do ibuprofeno supera os 30%, enquanto o uso do diclofenaco pode aumentar a incidência em 50%. Os especialistas alertam que aqueles que têm diagnóstico de doença cardiovascular, como hipertensão, devem ter cuidado redobrado.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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