Coluna – Temos ponte, mas ela não tem iluminação

Yes, nós temos ponte

Ou quase uma ponte completa, já que incrivelmente o DNIT, órgão do governo federal responsável pela obra não colocou uma lâmpada sequer, aliás, nem um poste de iluminação na ponte sobre o rio Madeira, tornando a travessia noturna, um verdadeiro breu. Mas isso não é novidade, o DNIT aparentemente tem problemas com iluminação de suas obras aqui em Rondônia. O trecho da BR 364 duplicado entre Candeias do Jamari e campus da Unir sofre com o mesmo problema. Mas para essa situação eles culpam os “ladrões de fios elétricos”, e na ponte, qual será a desculpa?

Na verdade

Essa situação comprova o descaso do governo federal com as obras públicas em Rondônia e a falta de uma representação firme de nossa bancada em Brasília. Em Porto Velho temos viadutos inacabados, não conseguimos fazer as obras de saneamento e a única ponte que conseguiram concluir, após muito tempo e dinheiro, é um dos projetos mais simples e ainda está incompleta. Ela possui apenas uma passarela para pedestres e o lado esquerdo (sentido Humaitá) conta com uma proteção baixa, sem oferecer segurança alguma, se ocorrer um pequeno acidente, o risco de despencar no rio é imenso. Um projeto completamente diferente dos executados em outros estados.

Porém

Como por essas bandas nada fica pronto de fato, devemos ficar todos felizes porque agora temos uma ponte. Vamos nos alegrar e aguardar só mais uns 10 anos para que venha a próxima, dessa vez em Abunã.

Esfriou

Com o advento do período eleitoral, Mauro Nazif que andava sumido, desapareceu de vez. Ninguém encontra o prefeito e a cidade está sofrendo com a sujeira causada agora pelos fortes ventos e tempestades que chegam do nada, com direito a relâmpagos e trovões. O asfalto continua esburacado e tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Só que sem o Abrantes.

Na Câmara

O cenário é exatamente o mesmo. Como os vereadores estão envolvidos em campanhas, alguns são candidatos e outros estão ajudando candidaturas de amigos e padrinhos, or lá não acontece mais nada. Situação complicada em que nos encontramos. Pior é que quando encerrar o processo eleitoral (incluindo o segundo turno), o ano vai estar acabando, portanto, ações do poder público em Porto Velho só em 2015, depois do carnaval e quando acabarem as chuvas.

Olha essa

Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, prometeu nesta segunda-feira realizar um protesto diário se Marina Silva (PSB) for eleita para o lugar de Dilma Rousseff. “Vamos estar todos os dias aqui em protesto”, afirmou Stedile segundo o jornal Folha de S. Paulo, durante o ato organizado por Lula no Rio. Ou seja, pensar em ajudar o país, seja lá quem for o governante, nada. Depois chamam quem não apóia o MST de “reacionários”.

E do Acre

Nos chega a notícia que imigrantes ilegais, em sua maioria africanos vindos do Senegal e Nigéria, tentam burlar a fiscalização na fronteira do Acre com o Peru para entrar no Brasil. Para conseguir chegar até a cidade acreana de Epitaciolândia, eles estariam pagando até R$ 450 para taxistas do município de Assis Brasil, uma corrida que custa normalmente R$ 30.  A viagem é feita pela madrugada, quando as fronteiras do Acre estão desprotegidas. Há casos ainda de imigrantes senegaleses que se passam por haitianos para entrar no país com mais facilidade.

“Erro de digitação”

O empresário que estava furioso com o candidato que havia “recebido uma doação” de R$ 50 mil, em espécie de sua empresa informou que, em conversa com o tal, ele foi informado que tudo não passou de um “erro de digitação” e que “seria corrigido”. Bom, o Ministério Público foi informado sobre a tal “doação” e vai apurar. Por enquanto, no sistema do TRE continua exatamente igual, “depósito feito em espécie”.

Mais 180 dias

O governo federal autorizou a permanência da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), pelo período de 180 dias, na região do Vale do Jamarí. O objetivo é preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio. O território Vale do Jamari abrange uma área de 32 mil quilômetros quadrados e é composto por nove municípios: Alto Paraíso, Ariquemes, Buritis, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Cujubim, Machadinho D’Oeste, Monte Negro e Rio Crespo.

Nada mudou

Consciência é algo que depende da própria pessoa e ela adquire através da educação e de exemplos. Parece que aqui em Rondônia isso não funciona. De acordo com nota emitida nesta segunda-feira pela Polícia Militar, os índices de motoristas embriagados flagrados nas blitz de lei seca continuam exatamente os mesmos de antes da implantação das operações. Ainda segundo a PM, neste final de semana foram 23 pessoas presas por embriaguez ao volante e um por lesão corporal. Estes números incluem as operações e as prisões efetuadas pelos policiais militares de trânsito que realizam as blitz diariamente.

Atualmente

Com as novas ferramentas de comunicação, como Whatsapp e Facebook, os bêbados criaram grupos que avisam onde estão ocorrendo as blitz. Porto Velho precisa, além de blitz rotineiras, radares de velocidade em todas as principais avenidas e câmeras de monitoramento que funcionem. É com tecnologia que se resolve. E claro, com consciência que beber e dirigir não combinam.

Registro

Faleceu neste domingo, 14, em Barretos (SP), Juarez Alves da Silva, pai da jornalista Ivonete Gomes. Ele estava em tratamento de saúde naquela cidade. O velório será realizado na Funerária Ramos, em Porto Velho, na noite desta terça-feira e o sepultamento no dia seguinte.

Para contatos

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Pedalar ou caminhar para o trabalho aumenta o bem-estar

Pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, confirmaram o que muita gente já desconfiava: pedalar ou caminhar até o trabalho aumenta o bem-estar e é melhor para a saúde mental do que dirigir. Pessoas que pararam de dirigir e começaram a caminhar ou pedalar para o trabalho passaram a ter melhor concentração e a se sentir sob menos pressão. Usar o transporte público, outro item da pesquisa, também foi considerado melhor para a saúde do que dirigir. — O surpreendente é que em vez de se sentirem estressados nos ônibus ou trens cheios, as pessoas relaxavam, liam e socializavam — diz o principal autor da pesquisa, Adam Martin. A equipe de Martin estudou dados de 18 anos em cerca de 18 mil britânicos, entre 18 e 65 anos observando múltiplos aspectos da saúde psicológica, como sentimentos de infelicidade, fracasso diante dos problemas e falta de sono. Também foram levados em conta fatores que afetam o bem-estar, como renda, filhos, mudança de casa ou emprego e relacionamentos. — Nosso estudo mostra que quanto mais a pessoa usa carro, pior se sente. E na outra ponta, as pessoas que fazem uma longa caminhada para o trabalho costumam se sentir melhor — observa Martin.

 

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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