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Coluna – Vereadores de Rondônia “botam para derreter” nas diárias

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A turma se esbalda em viagens para capital com justificativa de “protocolar documentos”

Continua

A farra de diárias pelas câmaras de vereadores de todo o Estado continua. Em fevereiro do ano passado, PAINEL POLÍTICO mostrou que os edis de Rondônia não tem nem um pouco de pudor quando o assunto é torrar dinheiro público com viagens completamente desnecessárias. Mesmo com toda a repercussão, ameaças de processos e esperneios em geral, a farra continua, e impressiona a audácia dessa turma, que não está nem um pouco preocupada com a crise econômica que se abate sobre o país, e principalmente seus municípios, cujos prefeitos vivem perambulando atrás de recursos minguados para conseguir pagar as contas.

Quanto menor

Vamos começar nosso “giro de notícias” lá por Cerejeiras, município situado na região sul do Estado e conta com uma população de pouco mais de 17 mil habitantes. Por lá, os vereadores conseguiram gastar, apenas esse ano, pouco mais de R$ 31 mil em diárias, a maioria com viagens para Porto Velho e alguns foram a Brasília. Cá entre nós, não existe absolutamente nada hoje em dia que justifique a viagem de um vereador a capital. A principal desculpa é “protocolar documentos” ou “tratar de assuntos relativos ao município com deputados”. Então tá.

Tem mais

A Câmara de Cerejeiras pagou para seus vereadores, incluindo o presidente Antônio Augusto Vinhote Correia (Augusto do Idaron) R$ 6.975 entre os dias 15 a 30 de dezembro, período em que a casa estava de recesso. Além dele, receberam diárias no valor de R$ 1.395 Saulo Siqueira, Valmir Maciel, Edmar Lopes e Valcir Rech. E de 1 de janeiro a 15 de fevereiro, quando a Câmara continuava de recesso, foram pagos mais R$ 10.671 aos vereadores Saulo Siqueira, Rita Diana Chapuis Maia, Rafaela Camilo Mamedes de Oliveira, Valcir Rech, Antônio Augusto Vinhote Correia, Valmir Maciel, Edmar Lopes, David Gomes França e Valdecir Atílio Kluch.

Em Pimenta Bueno

Alguns vereadores também resolveram tratar de “assuntos de interesse do município” em Porto Velho no período de recesso. Estiveram visitando a capital em 27 de janeiro, ao custo de R$ 1.200 cada um, os vereadores José Irineu Cardoso e Paulo Adail Brito Pereira (um do PT e outro do PMDB). Também estiveram por aqui, em 10 de fevereiro, Luiz Henrique Sanches Lima e Paulo Rogério Ferreira dos Santos, também ao custo de R$ 1.200 cada.

Em Corumbiara

Na minúscula Corumbiara, cidade de pouco mais de 8 mil habitantes, os vereadores já torraram esse ano com viagens a bagatela de R$ 36.200. Interessante foi a justificativa para alguns irem à Brasília, olha só, “5 diárias com destino à Brasília. Vereador foi para protocolar ofícios nos gabinetes dos deputados federais e senadores reivindicando recursos para o município”. Difícil, né? E eu pergunto, onde estão Ministério Público e Tribunal de Contas nessas horas?

E a campeã

Continua sendo a Câmara de Ji-Paraná, cujos vereadores, pelo jeito, não conseguem ficar muito tempo na cidade. Entre 1 de janeiro deste ano a 1 de abril, eles já conseguiram gastar R$ 77.300 em diárias. Por lá, um dos pouquíssimos vereador que não pegou nem um realzinho em diária foi Lincoln Assis Astré, já o restante nadou de braçada. Em 2013, quando foi feito o primeiro levantamento, a Câmara de Ji-Paraná havia torrado 380 mil em diárias.

Mas a capital

Também não fica atrás. Os edis de Porto Velho já gastaram, apenas esse ano, entre 3 de fevereiro a 19 de março, a casa, presidida pelo vereador Jurandir Bengala (PT), desembolsou R$ 37. 283, 76 para pagamento de diárias a vereadores, assessores de gabinete e diretores, a maioria indicados por parlamentares. Lá em Cacoal a turma também não alisa, este ano já gastaram quase R$ 11 mil em pagamentos de diárias.

Na combalida

Guajará-mirim, que está cada dia mais abandonada, a coisa anda solta também. Como forma de dificultar o acesso ao pagamento de diárias, os vereadores resolveram publicar cada concessão em forma de portaria, então, para verificar os pagamentos, é necessário olhar uma a uma. Se levarmos em consideração que esse ano já foram publicadas 40 portarias, e pelo menos 25 delas são referentes a diárias, já dá para perceber que a coisa tá feia. Só para se ter uma idéia, entre os dias 19 e 21 de fevereiro deste ano, os vereadores Jorge Câmara e Maurício Oliveira Pinto receberam juntos R$ 2.100 para uma visita ao distrito de Surpresa, que sequer hotel tem. Outras diárias para Porto Velho, foram pagas aos vereadores Paulo Nébio, Augustinho Figueiredo, Josué Viana Dácio, Arão Wao Hara Ororam Xijein, Aldemir Carneiro de Oliveira e Célio Tagino. Todos andaram aqui pela capital. Deviam estar fugindo da chuva forte que caiu por lá e quase acabou com a cidade.

Fala demais

O secretário Regional do Governo de Rondônia para Ariquemes e região, Vânio Marques andou declarando que as obras de asfaltamento na RO 257, que liga Ariquemes a Machadinho estavam sendo realizadas porque ele havia pedido ao governo. O problema é que aquela região tem quatro deputados, Alex Redano, Adelino Folador, Saulo Ramos e Ezequiel Júnior e todos andavam, há tempos, cercando Confúcio para que as obras fossem realizadas.

Evidente

Que os parlamentares não deixariam barato e sobrou para o Chefe da Casa Civil Emerson Castro, que foi convocado pelos deputados para prestar esclarecimentos. O ambiente ficou tenso e Castro recebeu uma “prensa” dos parlamentares pela falácia do assessor.

Às escuras

O povo anda reclamando do 0800 da iluminação pública da prefeitura. Não funciona. Quando alguém liga ou ninguém atende ou, ao atender, não resolvem o problema. Assim fica difícil.

Só hediondos

A redução da maioridade penal de 18 para 16 deverá ser revista apenas nos casos de crimes hediondos. Essa proposta está longe de ser consenso entre os parlamentares, mas é mais fácil ela passar dessa forma. A ideia é dar uma resposta a crimes de grande repercussão cometidos por menores com idade próxima aos 18 anos.

O tema

Sempre vem à baila quando algum deliquente resolve horrorizar. Casos brutais como o assassinato do casal Liana Friedenbach e Felipe Caffé em 2003 por Roberto Aparecido Alves Cardoso, menor infrator conhecido como “Champinha”. O crime chocou o país. O casal de adolescentes Liana e Felipe resolveram acampar e foram assaltados por Champinha e outro criminoso. O rapaz foi executado a e menina foi seguidamente estuprada por dias seguidos por Champinha e outros vagabundos que eles encontravam enquanto mantinham a moça em cárcere privado. Cinco dias depois, Champinha matou a menina a facadas e tentou cortar sua cabeça. Abandonou o corpo em um matagal. Em 2007, já maior de idade, Champinha foi filmado numa casa confortável, decorada em alto padrão, com sofá, TV de 29 polegadas e se alimentando com 5 refeições diárias feitas por nutricionistas, tudo pago pelo Estado. Ele estava custando R$ 12 mil por mês aos cofres públicos. É um caso que não foge aos padrões de crimes violentos cometidos por menores. A sociedade quer uma punição para isso, e não simplesmente colocar esses menores em “unidades de internação”. A pergunta é, e se Liana fosse sua filha?

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Arroz resfriado pode ser menos calórico, aponta pesquisa

Cientistas dizem ter encontrado uma forma de tornar o arroz menos calórico, ao fervê-lo com óleo de coco e, em seguida, refrigerá-lo durante meio dia antes de consumi-lo. Segundo uma pesquisa feita no Sri Lanka e apresentada perante a Sociedade Americana de Química, isso reduziria o conteúdo calórico do arroz em até 60%. O método, dizem os pesquisadores, torna o amido do arroz menos digestível, fazendo com que o corpo absorva menos energia do que faria ao ingerir o arroz comum. No entanto, especialistas em nutrição advertem que essa não é uma solução rápida para perder peso. Os carboidratos contidos no arroz são uma boa fonte de energia: ao serem ingeridos, são decompostos em açúcares simples pelo nosso corpo. As sobras ficam armazenadas no corpo, convertendo-se rapidamente em glicose de acordo com nossas necessidades. Mas, em última instância, o excesso de glicose que circula no sangue pode ser armanezado na forma de gordura. Cientistas vêm testando alterações nos alimentos, na tentativa de “enganar” o corpo para que este absorva menos combustível e mantenha o açúcar no sangue em níveis mais baixos.

 

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