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Com ajuda de internautas, pedreiro localiza família que não via há 60 anos: ‘Melhor presente’

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Após uma reportagem do portal da Rede Globo, G1, o pedreiro Batista Cândido Rodrigues, de 67 anos, conseguiu localizar a família, que não vê há mais de 60 anos. Internautas se comoveram com o pedido de ajuda dele em busca de informações sobre os irmãos e se mobilizaram para encontrá-los. O idoso, que faz aniversário no próximo dia 12, está em êxtase.

“Melhor não tem como estar. É o melhor presente que poderia ganhar. Estou feliz demais da conta”, disse.

Natural de Monte Carmelo, em Minas Gerais, Batista se mudou na década de 1950 com o pai para a casa de um tio, em Goiás, e nunca mais teve notícias do restante da família. A mãe, Joana Bárbara de Jesus, a irmã caçula, Iracema, e o irmão mais velho, Abadio, ficaram no estado vizinho.

O pedreiro, que atualmente mora em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, está ansioso para encontrar os parentes, pessoalmente, em Monte Carmelo, o que está previsto para o dia 17. “Queria ir logo, mas não vai dar. Acho que vai demorar como se fosse um ano, nem estou dormindo direito de ansiedade. Parece que eu perdi a direção”, revelou.

Por enquanto, Rodrigues conseguiu falar apenas por telefone com Iracema.

O pedreiro soube que o irmão mais velho morreu há cerca de um ano. Porém, descobriu que tem mais três irmãos por parte de mãe: Jeferson, Marina e Edir. Inclusive, Jeferson mora em Caldas Novas, cidade goiana que fica a cerca de 220 km de distância de Anápolis.

O pedreiro é casado com a dona de casa Elda Gonçalves Rodrigues, de 64 anos. Ele possui cinco filhos e dez netos.

Batista tinha apenas a foto do pai, Manuel Cândido Rodrigues, como recordação (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Ajuda de internautas

Uma das filhas dele, a cabeleireira Keila Patrícia Gonçalves Rodrigues, de 38 anos, conta que internautas foram fundamentais para que o pai encontrasse os irmãos. Um deles é um investigador de 49 anos da Delegacia Especializada Antissequestro de Campinas (DEA), que prefere não ser identificado. Mesmo o caso sendo de Goiás, ele quis ajudar.

“Se a gente encontra criminosos, como não vamos achar pessoas idosas? Basta ter vontade, perseverança, unir esforços. Apenas com um link, quem leu se emocionou e se prontificou a ajudar”, ressaltou.

O investigador pondera que não foi um trabalho fácil e contou com o apoio de instituições e unidades policiais de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Ele se sente realizado por ajudar a desvendar mais um caso.

“A gente se emociona, me dou por realizado em ouvir a voz do seu Batista, emocionada, agradecendo por telefone. A polícia tem obrigação de fazer o bem”, concluiu.

G1/GO

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