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Com apoio do MPF, 21 indígenas começaram a cursar ensino superior

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O acesso dos indígenas de Rondônia à educação superior cresceu em 2015. Nos anos anteriores, a Universidade Federal de Rondônia (Unir) registrava quase nenhum indígena entre seus alunos. Após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), o quantitativo subiu para 11 indígenas matriculados na Universidade neste ano.

A recomendação do MPF fez com que a Unir alterasse seu sistema de cotas no vestibular de 2015. Assim, mais indígenas conseguiram ingressar no ensino superior público. Com o novo método, as cotas destinadas aos pardos, negros e indígenas deixaram de ser somadas e passaram a ser consideradas individualmente. Dessa forma, os estudantes passaram a concorrer em seus respectivos grupos (indígenas só concorrem com outros indígenas, por exemplo). Antes, todos concorriam juntos e isto reduzia muito as chances de ingresso dos indígenas na Unir.

Atualmente, há indígenas cursando Direito, Gestão Ambiental, Pedagogia, Medicina Veterinária, além de outros cursos superiores. Os alunos são de várias etnias: Suruí, Gavião, Oro Mon, Cassupá etc.

Neste ano, a mesma recomendação foi expedida ao Instituto Federal de Rondônia (Ifro) para que altere seu método de cotas de forma que separe as cotas relativas a negros, pardos e indígenas, possibilitando que seus cursos técnicos sejam mais inclusivos. O Ifro ainda não definiu se vai acatar ou não a recomendação.

Além das recomendações, o MPF firmou acordo com a Faculdade São Lucas que se comprometeu a ofertar 25 bolsas integrais de estudos aos povos indígenas – cinco bolsas por ano, durante o período de cinco anos. O MPF tem fiscalizado o cumprimento do acordo e verificou que no segundo semestre de 2014 e já no início do semestre de 2015, os indígenas aprovados em processo seletivo estão devidamente matriculados.

Atualmente, a Faculdade São Lucas tem 10 estudantes indígenas. Entre os cursos dos graduandos indígenas estão Administração, Biomedicina, Direito, Enfermagem e Fonoaudiologia.

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