Como a OAB de Rondônia conseguiu ampliar sua atuação no Estado e no cenário nacional

Em tempos de redes sociais, internet e Whatsapp, as instituições ficaram mais visíveis e consequentemente, sensíveis à críticas e ágeis em respostas à sociedade. No Brasil, uma das entidades que mais se destaca na defesa de prerrogativas e direitos humanos, além de ter significativa importância no cenário político, é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que representa a categoria e tem uma história de lutas e ativismo social.

A seccional da OAB de Rondônia começou a ser gestada em 1972 e em 1974 foi oficialmente instituída, tendo como presidente Fouad Darwich Zacharias, Vice-presidente José Mário Alves da Silva (cujo nome batiza o presídio Urso Branco), 1º secretário – Odacir Soares Rodrigues (ex-senador), 2º secretário – Francisco Geraldo Balbi Filho e Tesoureiro – Pedro Origa Neto.

Mas, apesar de combativa em praticamente todos os sentidos, a OAB de Rondônia passou por um período de total omissão, e por vezes parecia ser conivente com a corrupção que assolou Rondônia durante o período entre 1995 a 2012, quando teve três presidentes. Nessa época, a Ordem era sistematicamente cobrada, tanto por seus associados quanto pela sociedade em geral.

Nesse período de 17 anos, a Ordem se calou diante de denúncias contra o então legislativo estadual, que chegou a entrar para a história como o único a ter 23, dos 24 deputados estaduais acusados de corrupção e desvios. Também se calou diante de chacinas nos presídios, rebeliões, massacre em Corumbiara e outros episódios que tiveram grande repercussão, mas foram minimizados institucionalmente.

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A Ordem em Rondônia chegou a ser comparada a um clube de futebol, que promovia partidas e shows musicais, mas não avançava um palmo sequer no sentido de atuar a favor dos seus associados. Era apenas “mais uma entidade”.

A partir de novembro de 2012 a OAB passou por uma mudança drástica, com a eleição do advogado portovelhense Andrey Cavalcante que assumiu a presidência, tendo como conselheiros federais Elton José Assis, Elton Sadi Fülber e Antônio Osman de Sá. Com essa nova roupagem, a OAB passou, de fato, a ter representatividade no cenário nacional e atuação firme no Estado. Sem contar as mudanças estruturais e a ampliação que foi feita nessa nova gestão. Foram implantadas salas para advogados em praticamente todos os municípios, coisa que era impensável em gestões anteriores, e as comissões passaram a atuar em todas as frentes, eleitoral, prerrogativas, direitos humanos, trabalhista, etc.

Andrey Cavalcante discursa na sede da OAB, em Brasília

Em 2016, uma nova eleição na OAB, reelegeu Andrey, Elton Assis e Elton Fülber e elegeu no Conselho, Breno de Paula.

Agindo em duas frentes a OAB passou a atuar com força no Estado, através de suas comissões e o principal, o que é tangível, as salas para advogados nos municípios do interior e na capital, em Brasília nas reuniões do Conselho, também se fez mais presente e participativa. Isso vem rendendo a OAB de Rondônia uma visibilidade antes impensável. Em 2015, por exemplo, Elton Sadi Fülber integrou a comissão que decidiu a posição da Ordem sobre o eventual apoio ou não ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff; Breno de Paula é presidente da Comissão de Direito Tributário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil desde 2017 e Elton Assis é Ouvidor-Geral da Ordem.

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A atual diretoria da OAB, e seus respectivos conselheiros, não lembram em nada o que era antes de 2012. E o mérito é de cada um de seus integrantes, tanto em Rondônia quanto em Brasília.

Em 2018 a Ordem deve eleger sua nova diretoria, e se seguir o ritmo atual, a OAB de Rondônia deverá se consolidar como uma das mais organizadas e atuantes do país.

Sede da OAB em Porto Velho
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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